sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Boy Unção: Duca Tambasco.


2012 começou e nós resolvemos trazer algumas novidades ao blog. E uma delas é nossa nova coluna Boy Unção... (risos). Se "no mundo" eles tem os "Boy Magia" nós temos nossos "Boy Unção"...
Quem dentro da igreja nunca lutou "contra sua carne" para não retorcer o pescoço para aquele gatinho no púlpito ou em um dos bancos ao redor? Mas como aqui nós somos libertos de verdade podemos apreciar (com moderação, é claro) as obras primas que Deus colocou dentro da igreja.
E uma delas, uma das que eu sempre admirei, se chama Duca Tambasco... Ele era super unção quando o conheci (uns 10 anos mais novo), porém o tempo não tem feito nem um pouco mal a ele.
Para quem ainda não o conhece:
Eduardo Tambasco (São Paulo, 15 de abril de 1976), mais conhecido como Duca Tambasco é um baixista brasileiro, mais conhecido pelo seu trabalho junto à banda cristã Oficina G3. Apesar de não ser membro da formação original da banda, entrou quando a banda estava no seu terceiro álbum, em 1994.
Duca Tambasco nasceu numa família cristã, e junto com os seus irmãos Rodrigo e Déio Tambasco (guitarrista da banda Katsbarnea), foi incentivado desde criança a tocar música na igreja a qual frequentava. Começou a tocar contrabaixo aos oito anos de idade. Na adolescência participou de várias bandas, entre elas Anno Domini, onde tocava com o seu irmão Déio Tambasco e com o baterista Lufe (ex-Oficina G3).
Em 1994 juntou-se ao Oficina G3, entrando no lugar do antigo baixista, Wagner Maradona García, a convite do baterista Walter Lopes. Duca participou, no mesmo ano, como convidado especial da gravação em CD do álbum Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho, já que a banda planejava gravar faixas extras como bônus. Vale notar que o álbum já tinha a versão em disco de vinil, de 1993. Dois anos depois gravou com o Oficina G3 o álbum Indiferença, e desde então Duca Tambasco é um integrante oficial da banda.
Duca é um dos cinco integrantes da formação atual, e já gravou, ao todo, nove álbuns com o grupo. Atualmente, além de trabalhar com a banda, Duca é professor de baixo. Entre seus hobbies, está a prática de artes marciais (judô e jiu-jitsu). É casado com Ester (Teca) Tambasco com quem tem uma filha, Naomi Tambasco.
Fonte: Wikepédia


É ou não é pura unção?
















As imagens foram retiradas do Flickr e Facebook de Duca.
http://www.flickr.com/photos/ducatambasco/
https://www.facebook.com/DucaTambascoG3


Confira uma das performances do músico:


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Capa do Mês: Emanuel & Sergio.


Como prometido a partir de 2012 estaremos escolhendo entre nossos leitores um casal para ilustrar a capa do nosso facebook. (Quer ser capa também? Saiba como participar da promoção, veja as regras aqui).
E o casal escolhido para o mês de janeiro são meus amigos Sergio & Emanuel.


Conheça a história deles:
A gente se conheceu em 23 de abril de 2007. Era feriado no Rio de Janeiro, dia do santo mais popular entre cariocas e fluminenses: São Jorge. Emanuel havia sido promovido e foi transferido de Fortaleza (sua cidade natal) para o Rio de Janeiro. Um amigo em comum foi quem nos colocou em contato. Não me empolguei em marcar logo um encontro, pensando que fosse apenas mais uma pessoa interessada em conhecer os pontos principais da cidade, e eu estava com muito pouco tempo para sair, devido ao trabalho, estudos, e outros compromissos.
Foi por isso que só me animei em encontra-lo no feriado.
Ele também pensava que eu fosse muito baladeiro e se perguntava se eu ia querer aqueles programas óbvios: bar, boate e coisas assim. Ele não queria.
Estávamos enganados. Eu não estava nem um pouco interessado em me aventurar na noite carioca e ele não pretendia transitar pra cá e pra lá. Conclusão: acabamos jantando juntos na minha casa. Preparei um macarrão com molho caprichado e comemos juntos. Conversamos muito. Mas, por alguma razão já nos sentíamos identificados um com o outro. Isso acabou criando um clima de romance e ficamos naquela mesma noite. Foi especial. Desde aquela noite, nunca mais nos separamos. Já são mais de quatro anos de convivência. Nossas famílias se dão super bem. Meus filhos adoram o Emanuel e vice-versa. A mãe dele e seus irmãos me trataram como rei quando fui lá. Meus pais tratam o Emanuel com carinho e atenção.
Sem que nada fosse planejado e sem que estivéssemos procurando, de repente, fomos surpreendidos pelo amor que foi crescendo a cada dia, com as alegrias e tristezas que a vida comporta, mas estamos em boa sintonia. O que mais poderíamos querer?
(Por Sergio Viula)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Filme O Deus Que Não Estava Lá (The God Who Wasn't There)



O Deus que não estava lá (The God Who Wasn't There, 2005) é um documentário de Brian Flemming incluindo, entre outros, Richard Dawnkins, que objetiva questionar os dogmas do Cristianismo. Flemming foi levado a estudar em um colégio religioso por seus pais, até então, tempos depois começar a perceber que estava sendo levado a acreditar em fé e não em evidências. Talvez por isso ele sentiu-se motivado a criar o documentário, como forma de tentar abrir os olhos de pais e crianças que são condicionados a se guiarem pela fé, sem questionar as evidências. Flemming investiga a evidência para a existência de Jesus, concluindo que é altamente provável que o salvador cristão nunca viveu realmente.



Essa é uma realidade ainda muito comum nos EUA que assim como o Brasil conta com um eleitorado religioso significativo, o que se constitui como um perigo ao bem-estar de uma nação. A escola que Flemming estudou ainda existe e ele mesmo vai até o diretor da instituição para questioná-lo, uma das melhores partes do documentário. O documentário segue através de entrevistas com historiadores, cientistas e religiosos. A idéia norte do documentário é levar o espectador acostumado a acreditar na fé a questionar-se: e se eu estiver errado? --; ao longo, muitos cristãos são entrevistados e deixam evidente que simplesmente acreditam porque são levados a acreditar que essa é a verdade, pois a maioria deles não sabem dizer sobre quando Jesus Cristo possivelmente nasceu, onde, os costumes da época, etc. Além de dizer que Jesus é o "Salvador".
Flemming, atuando como provocador e promotor, lançou três campanhas de mídia inusitada para apoiar seu documentário, que ganhou grande atenção da televisão, rádio, jornais e revistas: em dezembro de 2005, a empresa Flemming Beyond Belief Mídia, descaradamente declarou "Guerra ao Natal" e enviou tropas de voluntários para as ruas das cidades dos EUA para dar cópias de "O Deus Que Não Estava Lá". Em abril de 2006, Brian Flemming juntamente com o chamado Pelotão Resposta Nacional (um programa de rádio ateísta na internet), começou a "Guerra na Páscoa" para "provocar uma conversa sobre os perigos da crença religiosa". Os participantes foram convidados a colocar DVDs do documentário dentro ou perto de igrejas cristãs e enviar fotos dessas ações em troca de DVDs.

DOCUMENTÁRIO (legendado PT/BR):


domingo, 23 de outubro de 2011

Filme Children of God (Filhos de Deus).


Esta história de amor arriscada em um paraíso hostil é como um beijo suave na boca seguido de um golpe duro nas costelas. Filhos de Deus (Children of God, trailer e link para download abaixo) é um filme poético com uma dose de realismo trágico. Na exuberante e tropical Bahamas encontramos quatro personagens que são pessoalmente afetados de alguma forma pela intolerância generalizada do país e do ódio da homossexualidade. Johnny, estudante e gay, um jovem sensível e profundamente perturbado, está tendo dificuldade em aceitar a si mesmo em um ambiente onde a homofobia é altamente visível e às vezes física. Lena, a esposa de um pastor de pregação anti-gay suspeita que o marido pode ter um caso e ser adepto do "faça o que eu digo, não faça o que eu faço" depois que ele passa para ela uma infecção sexualmente transmissível.Johnny tem como única e verdadeira conexão a sua pintura, mas mesmo assim o seu tutor de arte diz a ele para se dedicar ao seu trabalho mais emocionalmente, se ele quer ficar na universidade. Ele lhe oferece uma estadia em sua remota casa de veraneio, a fim de ganhar inspiração e assim, depois de apanhar das mãos de um membro de uma gangue local, ele sai do centro da cidade Nassau e vai para a bela ilha de Eleuthera, uma viagem que Lena também está fazendo a fim de reafirmar a sua determinação em divulgar uma propaganda anti-gay em detrimento da trapaça de seu marido.
Uma vez na ilha, tímido Johnny corre para um antigo colega, Romeo descontraído, vocalista de uma banda e também lutando para conciliar sua sexualidade com as expectativas da família que quer que ele se case. Há uma atração imediata entre os dois homens, mas Johnny tem problemas de confiança e Romeo logo percebe que ele vai ter que resolver isso lentamente. Apesar do comportamento estranho de Johnny, fica claro a Romeu que este "garoto magrelo e branco das Bahamas" vale a pena.Um personagem menos ambíguo no filme é o reverendo Ritchie, que fica com Lena e permite ver algumas de suas vulnerabilidades. Da voz suave e compassiva, ele se sente desconfortável com a posição cada vez mais homofóbica de sua igreja e isso está causando-lhe questionamentos a sua fé. Ele representa uma espécie de meio termo progressista no filme.
A retórica pregada por Lena e seu marido hipócrita latindo para as multidões parece muito real e mescla imagens  reais de noticiários com um confronto, entre a igreja de Lena e a paixão de Johnny, inflamado por ambos os lados. Apesar da ligação entre a homofobia e a sexualidade enrustida não ser uma idéia nova, este é inegavelmente um filme LGBT  importante, o primeiro a ser feito no Caribe, na verdade, uma história de amor profundamente comovente.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Dica Musical: Make It Stop, Rise Against


Fãs da banda americana Rise Against participaram do clipe da música “Make It Stop (September’s Children)”. Parte do mais recente álbum da banda, o Endgame, a canção fala sobre preconceito e homofobia (letra original e tradução abaixo). No vídeo, os fãs falaram abertamente de suas orientações sexuais e das dificuldades e do tabu em torno do assunto.
O video fala sobre homofobia, bullying e suicido entre adolescentes nas escolas americanas e foi incorporado a campanha It Gets Better.

O Rise Against no lançamento do video clipe oficial da música, mandou seu recado através do vocalista Tim McIralth: “Um número de eventos foram os catalisadores para a criação de Make It Stop, tudo sobre os suicídios de Setembro de 2010, até nossos fãs falando sobre seus medos e inseguranças de tempo em tempo. Eu decidi criar a música como uma resposta, e quando eu descobri a campanha do It Gets Better e o comprometimento de seu co-fundador Dan Savage para essa importante e precisa mensagem, eu me comovi. E eu imediatamente senti que, se nossa música é a estrada, então o It Gets Betters Project é o destino. Eu espero que a sinergia entre os dois possa alcançar as pessoas e fazer a diferença.”




Make It Stop (September's Children)

Bang bang go the coffin nails
Like a breath exhaled
Then gone forever
It seems just like yesterday
How did i miss the red flags raise?

Think back to days we laughed
We braved these bitter storms together
Been rought to his knees he cried
But on his feet he died

What God would damn a heart?
And what God drove us apart?
What God could...

Make it stop
Let this end
Eighteen years pushed to the ledge
It's come to this
A weightless step
On the way down singing
Woah...
Oh...

Bang bang from the closet walls
The schoolhouse halls
The shotguns loaded
Push me and I'll push back
I'm done asking I demand
From a nation under God
I feel it's love like a cattle prod

(Born free) I'm born free but still they hate
(Born me) I'm born me no I can't change
It's always darkest
Just before the dawn
So stay awake with me
Let's prove them wrong

Make it stop
Let this end
Eighteen years pushed to the ledge
It's come to this
A weightless step
On the way down singing
Woah...
Oh...

The cold river washed him away
But how could we forget
The gatherings hold candles
But not their tongues
And too much blood has flown
From the wrists
Of the children shamed
For those they chose to kiss
Who will rise to stop the blood?

We're calling for
Insisting on
A different beat
Yeah, a brand new song

Tyler Clementi (Age 18)
A brand new song
Billy Lucas (Age 15)
Harrison Chase Brown (Age 15)
Cody J. Barker (Age 17)
Seth Walsh (Age 13)

Make it stop
Make this end
This life chose me
I'm not lost in sin
I'm proud I stand
Of who I am
I plan to go on living

Make it stop
Let this end
All these years pushed to the ledge
But proud I stand
Of who I am
I plan to go on living

Faça Isso Parar (Crianças de Setembro)

"Bang bang" fazem os pregos do caixão
Como um último suspiro,
Então se foi para sempre.
Parece que foi ontem,
Como eu perdi o levantamento das bandeiras vermelhas?

Pense de volta nos dias em que nós rimos
Nós enfrentamos estas tempestades amargas juntos
De joelhos ele chorou
Mas de pé ele morreu

Qual Deus condenaria um coração?
E qual Deus nos separou?
Qual Deus poderia...

Fazer isso parar
Deixar isso terminar
Dezoito anos jogados no abismo
E acabou nisso
Um passo sem peso
Descendo o caminho cantando
Woah...
Oh...

"Bang bang" das paredes do armário
Dos corredores da escola
Das espingardas carregadas
Empurre-me e eu empurrarei de volta
Eu cansei de perguntar, eu exijo
De uma nação sob Deus
Eu sinto o amor como um eletrochoque de gado

(Nascido livre) Eu nasci livre, mas ainda assim eles odeiam
(Nascido eu) Nascido eu, não, eu não posso mudar
É sempre mais escuro
Justamente antes do amanhecer
Então fique acordado comigo
Vamos provar que eles estão errados

Faça isso parar
Deixe isso terminar
Dezoito anos jogados no abismo
E acabou nisso
Um passo sem peso
Descendo o caminho cantando
Woah...
Oh...

O rio frio lavou-o para longe
Mas como nós poderíamos nos esquecer
Os reunidos seguram velas
Mas não suas línguas
E muito sangue voou
Dos pulsos
Das crianças envergonhadas
Por aquelas que elas escolheram beijar
Quem vai se levantar para parar o sangramento?

Nós estamos pedindo
Insistindo em
Uma batida diferente
É, uma canção novinha em folha

Tyler Clementi (18 anos)
Uma canção novinha em folha
Billy Lucas (15 anos)
Harrison Chase Brown (15 anos)
Cody J. Barker (17 anos)
Seth Walsh (13 anos)

Faça isso parar
Deixe isso terminar
Essa vida me escolheu
Eu não estou perdido em pecados
Mas orgulhoso eu estou
De ser o que eu sou
Eu planejo continuar vivendo

Faça isso parar
Deixe isso terminar
Dezoito anos jogados no abismo
Mas orgulhoso eu estou
De ser o que eu sou
Eu planejo continuar vivendo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estudo tenta provar eficácia das Terapias de Reversão mas não convence cientistas.





Um estudo desenvolvido por pesquisadores de duas universidades religiosas diz que algumas pessoas podem mudar sua orientação sexual depois de passarem anos por um programa ministerial.
“Evidências do estudo sugerem que a mudança da orientação homossexual parece possível para alguns e que o desgaste psicológico não aumentou, em média, como resultado do envolvimento no processo de mudança”  escreveram os autores de um estudo publicado no The Journal of Sex and Marital Therapy (Jornal de Terapia Sexual e Conjugal).
(Como se fosse mérito o fracasso na terapia dos outros "uns" que não conseguem e o desgaste psicológico dos demais que passaram pelo tratamento e ficaram fora da "média".)

Os autores são psicólogos que trabalham em universidades religiosas. Stanton Jones é um professor de psicologia e reitor da Wheaton College em Wheaton, Illinois, e Mark Yarhouse é professor de saúde mental na Regent University, em Virginia Beach, que foi fundada pelo tele-evangelista Pat Robertson. (Já falamos sobre o filho e o neto gay de Pat aqui no blog).

As conclusões de seu estudo têm sido desafiadas por outros pesquisadores que dizem que a massa de evidência existente indica que a orientação sexual não muda. Blogs de "gay advocacy" (defesa dos homossexuais) também têm discutido as conclusões.
O estudo de Jones e Yarhouse acompanhou 65 participantes ao longo de seis a sete anos enquanto eles frequentavam os Ministérios Exodus, um programa religioso para "indivíduos e famílias impactados pela homossexualidade." Os indivíduos que frequentam o programa buscam alcançar "a libertação da homossexualidade através do poder de Jesus Cristo", de acordo com a Exodus.“É um estudo para pessoas que são altamente religiosas e que estão desgastadas pela experiência de atração," disse Yarhouse.  “Elas querem saber, é pelo menos possível?  O que eu poderia experimentar se eu entrasse num ministério baseado em religião?”
Inicialmente, o estudo cadastrou 98 indivíduos, mas 35 deixaram o programa. Alguns que desistiram do estudo disseram que haviam sido "curados de todas as inclinações homossexuais," e uma pessoa havia abraçado de novo sua identidade gay, de acordo com o estudo. Os cursos foram oferecidos em 16 locais ao redor dos Estados Unidos e acontecia em grupos pequenos, passando tempo em oração e leitura da Bíblia.
Os autores do estudo acompanharam "o processo de mudança" dos participantes conduzindo entrevistas anuais, fazendo as mesmas perguntas sobre atração sexual,  paixões emocionais e românticas e fantasias sexuais. Eles usaram escalas desenvolvidas pelo sexólogo Alfred Kinsey e outra medida chamada  escala Shively-DeCecco. A hipótese de Jones e Yarhouse's era de que a orientação sexual é mutável.
Depois de acompanharem os participantes por seis a sete anos de programa religioso, eles concluíram que 23% das pessoas que permaneceram no estudo tiveram êxito em mudar sua orientação sexual para a heterossexualidade. E  30% voltaram-se para a castidade, sobre o que Yarhouse disse que foi "uma redução da atração sexual.” Também, 23% não responderam ao tratamento do ministério,  20% assumiram sua orientação homossexual e o percentual restante relatou confusão. “As conclusões desse estudo parecem contradizer a visão comumente expressa de que a orientação sexual não é mutável," escreveu o autor.
A Associação Americana de Psicologia (APA) declarou em 2005 que a homossexualidade não é mutável. A associação havia também declarado que não havia evidência de que terapia reparadora ou conversão com o objetivo de mudar a orientação sexual fosse segura ou efetiva.
“A APA estava fazendo declarações muito fortes de que a orientação sexual realmente não muda e que tentativas nessa direção seriam prejudiciais, disse Yarhouse. “Eles estavam apresentando alegações absolutistas sobre essa imutabilidade de orientação e grande risco de malefício. Estas eram questões ideais para pesquisa.  As pessoas podem mudar? Ou é verdadeiramente uma característica imutável?”

Eli Coleman, professor e diretor de Sexualidade Humana na faculdade de medicina da  Universidade de Minnesota mostrou-se cético sobre as conclusões. “Temos passado por isso de novo e de novo" - disse ele. "Você pode conseguir mudanças comportamentais, mas isso não é mudança de orientação. Você pode conseguir mudanças comportamentais de curta duração. Isso não se sustenta.”
Yarhouse enfatizou que sua pesquisa acompanhou os participantes por vários anos. Ele informou que existem muitos na comunidade LGBT que consideram programas de conversão religiosa "profundamente ofensivos." Mas ele disse que existem pessoas gays que desejam mudar e não abraçam a identidade gay ou a comunidade gay. “Eu gostaria de ver organizações de saúde mental mostrarem mais respeito pela diversidade sobre como uma pessoa escolhe viver sua vida e vivê-la,” disse Yarhouse.
O estudo poderia estar confundindo identidade sexual e orientação sexual, o que são coisas totalmente diferentes, disse o Dr. Jack Drescher, um professor associado de psiquiatria na New York Medical College (Faculdade de Medicina de Nova York).
Orientação sexual se refere a por que uma pessoa se sente atraída, e na maioria dos casos, não muda, disse ele.  mas identidade sexual é como uma pessoa se sente sobre sua orientação e sentimentos sexuais, disse Drescher.
Por exemplo, um homem poderia sentir-se fortemente atraído por homens, mas não se identificar como gay. Ele poderia mudar o modo como se identifica, fosse como gay ou hétero ao longo de sua vida. mas orientação sexual geralmente não muda."Eu não penso que tenhamos nada realmente novo aqui" - disse Coleman.  "Temos sabido por algum tempo que algumas pessoas são capazes de mudar seu comportamento e sua percepção de sua identidade sexual através dessas tentativas de conversão."
Drescher disse que a maioria das evidências científicas existentes não sustentam as recentes conclusões do estudo.“Eu penso que os autores são tendenciosos" - disse Drescher.  “Todos têm alguma parcialidade. Por isso é que temos acúmulo de informações e estas não dão suporte às informações deles.” “Existem estudos revisados por colegas na literatura e a soma total dessa literatura não indica que esses tratamentos sejam eficazes”, disse ele.  “Se um estudo que surge parece contradizer a massa de pesquisa científica provando que as pessoas podem mudar - isso é interessante, eles podem replicá-lo?”
Drescher também disse que o estudo não explora se a bissexualidade desempenhou um papel nas reportadas mudanças de orientação sexual.

Ele discordou que as conclusões de que terapias religiosas não prejudicam as pessoas, dizendo que ele mesmo teve vários pacientes que culpavam a si mesmos depois de falharem em programas, caindo em depressão, ansiedade e pensamentos suicidas.

“Eles ouvem que é problema deles se eles não mudarem,” disse Drescher. “Quando falha, como falha na maioria dos casos, eles se sentem como fracassados, depois de terem gasto tempo, esforço e dinheiro. “Algumas dessas pessoas, seguindo o conselho de terapeutas, casam-se, então têm filhos. Pessoas gays têm se casado. Quando eles se casam, não mudam. O que fazem, continuam casados?  Essa é uma questão complicada.”


Traduzido por Sergio Viula para o blog  Fora do Armário

Scott Anderson, primeiro pastor presbiteriano assumidamente gay é ordenado nos EUA



Foto: Wisconsin State Journal
/Craig Schreiner / AP
O Rev. Scott Anderson dá a benção sacerdotal ao final da cerimônia de sua ordenação em Madison, Wisconsin no sábado, 8 de outubro de 2011. Anderson é o prmeiro pastor abertamente gay a ser ordenado ao Ministério da Igreja Presbiteriana (USA), a maior denominação presbiteriana do mundo. Ele deixou seu ministério presbiteriano na Califórnia há mais de 20 anos dizendo a sua congregação que era gay, mas foi recebido de volta na liderança da igreja como seu primeiro ministro gay ordenado.


Com a voz embargada de emoção, aos 56 anos, Anderson disse a centenas de amigos e apoiadores do Covenant Presbyterian Church em Madison, Wisconsin, que nunca imaginou que sua ordenação fosse ser efetivada de fato.
"Aos milhares de Presbiterianos que oraram e trabalharam por quase 40 anos por esse dia, meus agradecimentos", disse Anderson. "E agradeço àqueles que discordam do que estamos fazendo hoje, mas reconhecem que somos um em Jesus Cristo."

Quando ele foi apresentado à multidão, as pessoas no auditório lhe deram uma retumbante ovação e começaram a comentar alegremente.

"Isso é muit atípico para os Presbiterianos" - disse Doug Poland, um ancião da Covenant Presbyterian Church ao Wisconsin State Journal. "Geralmente, nossas mãos ficam sobre as pernas."

Anderson foi enfiado no armário quando servia como ministro em Sacramento, Califórnia, de 1983 a 1990. Quando um casal ameaçou revelar sua orientação sexual, ele assumiu diante de sua congregação e desligou-se do ministério, porque a Igreja Presbiteriana  (EUA) impedia que homossexuais servissem como ministros.
Mas as coisas mudaram ano passado quando a assembléia nacional da igreja votou a favor da remoção da proibição, abrindo caminho para a ordenação de Anderson.

Anderson escolheu o Rev. Mark Achtemeier de Dubuque, Iowa, para pregar o sermão de Sábado. Achtemeier costumava ser um dos mais barulhentos oponentes à ordenação de homossexuais, mas anunciou uma mudança completa depois que sua amizade com cristãos gays o levou a reavaliar ensinos escriturísticos sober a homossexualidade.

Ele disse à congregação presente no sábado que espera que o ministério de Anderson traga "boas novas que sarem" para todos aqueles que se sentiram lançados no "ostracismo e alienados" da igreja - reportou o  State Journal.

Do Blog Fora do Armário.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Samuel Brinton denúncia os abusos sofrido em "seu tratamento de reversão".




Mãos queimadas e depois congeladas. Pequenas agulhas sendo enfiadas embaixo das unhas. Sessões de eletrochoque. Tudo isso enquanto um vídeo exibia cenas de sexo explícito entre homens.

Samuel Brinton tinha apenas 12 anos quando foi submetido a uma sessão de ‘cura’ na igreja batista norte-americana após ter contado ao pai, um pastor do interior do estado de Iowa, que sentia atração pelo melhor amigo. Ele não fazia ideia de que não devia se sentir atraído por outros meninos. 

O jovem, hoje com 23 anos e estudando engenharia nuclear no conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), contou sua história em uma série de entrevistas sobre a realidade  de gays, lésbicas e transsexuais nos EUA, que já foi visto  dezenas de milhares de vezes na internet.


Em seu perfil no twitter, Brinton diz que quer usar o seu exemplo para que outras pessoas possam ter uma escolha que ele não teve. 

No vídeo, ele conta que apanhou tantas vezes do pai e com tamanha violência que chegou a ser levado diversas vezes à emergências de hospitais, onde dizia que havia “caído da escada”.

A tortura no ritual da igreja batista não era apenas física. Seus pais chegaram a dizer ao menino que ele tinha Aids e que era o último gay dos EUA, uma vez que o governo teria exterminado todos os outros.


Após meses de tortura, o jovem considerou o suicídio, subindo no telhado de casa. Sua mãe, que também apoiava a tentativa de “conversão”, tentou dissuadi-lo dizendo: “Eu vou te amar de novo, mas só se você mudar.”

Brinton acabou descendo do telhado e convenceu os pais de que havia “mudado” até sair de casa para ir à faculdade. Quando resolveu assumir sua orientação sexual e voltar para casa, encontrou suas coisas todas na rua. O pai ameaçou matá-lo se ele tentasse contato novamente.


“Na última vez, ele disse que atiraria em mim se eu tentasse entrar em casa de novo”.

domingo, 16 de outubro de 2011

A Bíblia como ela é! (Segunda Parte, O Novo Testamento).




Moisés? Apóstolo Paulo? João Batista? Davi? Quem realmente escreveu livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de DeusO que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra? Traduções, edições, a bíblia modificada através dos tempos e as Culturas que a influenciaram. 


Leia a primeira parte da série aqui.
... Dois séculos mais tarde, a Bíblia em aramaico estava bombando: ela era a mais lida na Judéia, na Samária e na Galiléia (províncias que formam os atuais territórios de Israel e da Palestina). Foi aí que um jovem judeu, grande personagem desta história, começou a se destacar. Como Sócrates, Buda e outros pensadores que mudaram o mundo, Jesus de Nazaré nada deixou por escrito – os primeiros textos sobre ele foram produzidos décadas após sua morte.
E o cristianismo já nasceu perseguido: por se recusarem a cultuar os deuses oficiais, os cristãos eram considerados subversivos pelo Império Romano, que dominava boa parte do Oriente Médio desde o século 1 a.C. Foi nesse clima de medo que os cristãos passaram a colocar no papel as histórias de Jesus, que circulavam em aramaico e também em coiné – um dialeto grego falado pelos mais pobres. “Os cristãos queriam compreender suas origens e debater seus problemas de identidade”, diz o teólogo Paulo Nogueira, da Universidade Metodista de São Paulo. Para fazer isso, criaram um novo gênero literário: o evangelho. Esse termo, que vem do grego evangélion (“boa-nova”), é um tipo de narrativa religiosa contando os milagres, os ensinamentos e a vida do Messias.
A maioria dos evangelhos escritos nos séculos 1 e 2 desapareceu. Naquela época, um “livro” era um amontoado de papiros avulsos, enrolados em forma de pergaminho, podendo ser facilmente extraviados e perdidos. Mas alguns evangelhos foram copiados e recopiados (e por isso possivelmente tendo seus originais modificado a cada recópia) à mão, por membros da Igreja. Até que, por volta do século 4, tomaram o formato de códice – um conjunto de folhas de couro encadernadas, ancestral do livro moderno. O problema é que, a essa altura do campeonato, gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito. “Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram também propositais, de acordo com a teologia do escrivão”, afirma o padre e teólogo Luigi Schiavo, da Universidade Católica de Goiás. Quer ver um exemplo?
Sabe aquela famosa cena em que Jesus salva uma adúltera prestes a ser apedrejada? De acordo com especialistas, esse trecho foi inserido no Evangelho de João por algum escriba, por volta do século 3. Isso porque, na época, o cristianismo estava cortando seu cordão umbilical com o judaísmo. E apedrejar adúlteras é uma das leis que os sacerdotes-escritores judeus haviam colocado no Pentateuco. A introdução da cena em que Jesus salva a adúltera passa a idéia de que os ensinamentos de Cristo haviam superado a Torá – e, portanto, os cristãos já não precisavam respeitar ao pé da letra todos os ensinamentos judeus.
A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento. No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro, Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Essa ameaça reflete bem o clima dos primeiros séculos do cristianismo: uma verdadeira baderna teológica, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias. A seita dos docetas, por exemplo, acreditava que Jesus não teve um corpo físico. Ele seria um espírito, e sua crucificação e morte não passariam – literalmente – de ilusão de ótica. Já os ebionistas acreditavam que Jesus não nascera Filho de Deus, mas fora adotado, já adulto, pelo Senhor. A primeira tentativa de organizar esse caos das Escrituras ocorreu por volta de 142 – e o responsável não foi um clérigo, mas um rico comerciante de navios chamado Marcião.

É sobre a Bíblia de Marcião, a terceira parte da nossa série. Aguardem!
Fonte: Revista Superinteressante.
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