quarta-feira, 25 de maio de 2011

Aliança de Batistas do Brasil publica documento favorável a união estável entre pessoas do mesmo sexo.



A Aliança de Batistas do Brasil aplaudiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que concede direitos civis a pessoas do mesmo sexo vivendo em situação estável, pois entendem que um de seus principais papéis é enfrentar a intolerância presente na sociedade brasileira.
Um documento dos batistas, assinado pela presidente da instituição, pastora Odja Barros diz que a Aliança “compreende como uma ‘boa nova’ o fato de que as pessoas identificadas sob a rubrica LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) estejam sendo incluídas no ideal de equidade social defendido pela Constituição Federal Brasileira.”
Para eles a decisão do STF trata de uma reparação a uma minoria historicamente tratada como pessoas de segunda categoria, estigmatizadas e sem uso pleno da cidadania. Leia o documento na íntegra:

Pronunciamento em relação à decisão do STF

A Aliança de Batistas do Brasil, instituição batista de caráter ecumênico em sua Carta de Princípios proposta no ano de 2005, se propõe a “celebrar a diversidade da vida e da humanidade em todas as suas formas, respeitar as diferenças e promover o diálogo”, assim como também “defender a causa dos empobrecidos e proscritos da sociedade”. Esses anseios se fundamentam em nossa leitura do Evangelho de Jesus Cristo, em seu claro chamamento à causa dos oprimidos, em sua paixão pela liberdade humana e pela plenitude da vida de toda criação. Esses anseios também se fundamentam em nossa tradição batista, marcada historicamente pela defesa da liberdade de consciência de todas as pessoas, em matéria de religião e de civilidade.

É com base nestes princípios que a Aliança de Batistas do Brasil, mais uma vez fazendo uso das prerrogativas constitucionais de livre expressão, deseja tornar público o seu posicionamento com relação à decisão do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF) em garantir, de modo unânime, a legitimidade dos direitos civis das uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo. Como entidade identificada com a justiça social e com a busca da equidade devida a cada cidadão e cidadã da nação brasileira, desejamos externar nossa satisfação e nosso contentamento com a decisão unânime do STF.

Desejamos tornar pública nossa leitura destes fatos, conscientes de que a mesma possa divergir da maneira como amplos setores das igrejas cristãs brasileiras têm se posicionado frente à mesma discussão.

1. Em primeiro lugar, não consideramos a decisão do STF relacionada aos direitos civis das uniões estáveis de pessoas do mesmo sexo como “ondas de imoralidade”, nem as articulações dos grupos identificados sobre a rubrica LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes) como “afrontas à família brasileira e à moralidade sexual cristã”. Antes, as consideramos sob o ponto de vista da legalidade da luta política e ideológica, como expressões das possibilidades plurais de expressão próprias de qualquer estado democrático de direito. Em outros termos, compreendemos que conquistas como a sinalizada pela decisão do STF apontam para o amadurecimento da democracia, para a organização e o fortalecimento dos movimentos sociais, expressas por lutas demoradas, pacientes, assumidas por amplos setores da sociedade civil organizada. É com esta compreensão que manifestamos nosso apreço a programas como o Brasil sem Homofobia, cuja finalidade, mais do que conceder privilégios a grupos em especial, é reparar lapsos feitos a certas minorias, historicamente tratadas como pessoas de segunda categoria, estigmatizadas, e sem pleno uso de sua cidadania.

2. Em segundo lugar, compreendemos que embora decisões como a do STF não sejam eficazes na diminuição do preconceito de que os indivíduos e grupos implicados têm sido vítimas ao longo de muito tempo, ao menos ajudam a reparar injustiças históricas e a conceder a esta comunidade de pessoas direitos legais já possuídos pelo restante da sociedade. Desta maneira, entendemos que as leis que regem o nosso país, em grande parte, estão ligadas a contextos sócio-políticos e culturais onde vigiam o patriarcado, além de refletirem a visão de mundo e de sociedade das pequenas elites ocupantes dos espaços políticos e jurídicos de produção dessas leis. Como conseqüência dessa leitura, entendemos que decisões como as do STF, também são reflexo do amadurecimento político e cultural, senão diretamente de nossos representantes políticos, pelo menos de alguns setores da sociedade civil organizada. A Aliança de Batistas do Brasil compreende que conquistas como as que estão em questão, representam rupturas históricas louváveis frente aos modos de constituição das formas jurídicas que regulam a sociedade brasileira. Oxalá esse amadurecimento chegue em breve aos campos tributário, penal, ambiental e político institucional.

3. Em terceiro lugar, e do ponto de vista estritamente teológico, desejamos tornar pública nossa posição de que com o reconhecimento dos direitos civis da união estável de pessoas do mesmo sexo, os princípios evangélicos da vida com abundância, da dignidade humana e da justiça, amplamente defendidos pelas Escrituras Sagradas, são profundamente afirmados. Compreendemos que decisões legais como a que está em questão, ajudam a dirimir o senso de indignidade daqueles e daquelas que em nossa cultura cristã-patriarcal têm sido considerados “impuros”, e cuja opção, até o presente momento, tem sido os guetos de nossa sociedade. Pautados na atitude de Jesus de Nazaré, que sempre subverteu as formas com que as instituições religiosas de seus dias tratavam os “impuros”, relativizando dogmas milenares e chamando as pessoas a uma nova atitude frente àqueles excluídos, a Aliança de Batistas do Brasil compreende como uma “boa nova” o fato de que as pessoas identificadas sob a rubrica LGBTS estejam sendo incluídas no ideal de equidade social defendido pela Constituição Federal Brasileira. Também compreendemos teologicamente que eventos como a decisão unânime do STF ajudam a corroborar aquele que certamente é o maior princípio evangélico de todos, que é a defesa e a prioridade da vida. O preconceito contra a diversidade sexual, radicalizado por reações homofóbicas de todo tipo, degeneram em grande número de casos em crimes e atentados contra a integridade física dessas pessoas. Por isso, compreendemos que qualquer lei que beneficie e proteja a vida, funciona em sintonia com o espírito do Evangelho de Jesus Cristo.

4. Finalmente, como Aliança de Batistas do Brasil, entendemos que nosso papel principal, como igrejas cristãs desse tempo, seja o de contribuir no enfrentamento da intolerância que se dissemina com força cada vez maior no tecido social. Somos profundamente simpáticos a uma espiritualidade que se abra ao diálogo e que não tema o encontro com a austeridade; que se paute pela celebração da diversidade e que tenha na defesa da vida sua motivação precípua.

Não defendemos essas idéias por mera sofisticação cultural, muito menos para sermos fiéis à cultura presente. Mas as defendemos, como dissemos, como conseqüência de nossa leitura do Evangelho de Jesus Cristo e de nossa relação com a herança batista da qual fazemos parte.

Maceió, 17 de maio de 2011
Prª Odja Barros
Presidente da Aliança de Batistas do Brasil 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Metodistas contra o Bullying Homofóbico


Eu já havia publicado aqui no blog sobre a campanha que a Igreja Metodista Unidos de Toledo - Ohio, nos EUA começou (Gay is a Gift  From God). Uma das metas da campanha é concientizar outras Igrejas Metodistas sobre o tratamento que estas dão aos homossexuais. Baseado em uma pesquisa que mostra o aumentos de casos de suícidio entre gays evangélicos bispos da Metotista Unidos fizeram uma carta para os demais ministros da denominação como publicado no Blog do meu amigo Felipe Resende:



Até a Igreja assume seu papel homofóbico.

Igreja Metodista Unida publicou uma matéria chamada: Religious homophobia feeds bullying and violence 
“Homofobia religiosa alimenta o bullying e a violência”


Uma nova pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Religião Pública revela que a grande maioria dos americanos compreende a ligação entre a homofobia religiosa e as maiores taxas de suicídio entre adolescentes homossexuais, mesmo que a grande maioria das instituições religiosas e líderes continuam a recusar-se a assumir qualquer responsabilidade pela hostilidade generalizada que as crianças gays enfrentam na escola e mesmo em praticamente toda a América.

pesquisa constatou que 65% dos americanos acreditam que as mensagens religiosas contribuem para uma maior taxa de suicídio entre adolescentes gays e 72% acham que as mensagens pregadas no culto contribuem para uma visão negativa dos gays e lésbicas.

Ativistas LGBT angustiados e irritados vêm dizendo exatamente isso, na esteira da crescente violência anti-gay, incluindo a tortura, no Bronx, de três homens gays, e o aumento de suicídios na volta às aulas: homofobia mata.

Parece que as únicas pessoas vivas que negam a ligação são as igrejas, sinagogas e mesquitas que continuam a transmitir seus preconceitos contra os filhos de Deus LGBT. O silêncio de todos os oficiais da Metodista Unidos, que sustenta que a homossexualidade é “incompatível com a doutrina cristã” e nega a ordenação e casamento de homossexuais, no rastro da violência tem sido chocante. Mas, enquanto organismos institucionais religiosos têm permanecido em silêncio e cumplicidade, tem havido algumas vozes poderosas e incrivelmente profética falando.

O bispo Gene Robinson, em um artigo intitulado “Como a religião está matando nossos jovens mais vulneráveis”, escreve:

"Não muito tempo atrás eu tive uma conversa com seis adolescentes gays, nenhum dos quais nunca tinha tido nenhuma formação religiosa e influência. Cada um deles conhecia a palavra “abominação”, e cada um deles achavam que era o que Deus pensa deles. Eles não conseguiram  localizar o Livro do Levítico na Bíblia, se sua vida dependesse disso ainda tinham absorvido a mensagem antigay do ar que respiram todos os dias …  comportamentos de bullying não existiria sem a  pátina relação fornecida pelo fervor religioso contra as pessoas LGBT. É hora de ser “tolerante” as pessoas religiosas devem reconhecer a linha direta entre as teologias oficiais anti-gay das suas denominações e as mortes destes jovens. Nada menos do que mudar a nossa teologia sobre a sexualidade humana vai salvar essas vidas jovens e preciosas. "

Enquanto isso, A Rede Ministérios de Reconciliação (RMN) enviou uma poderosa carta ao Conselho dos Bispos da UMC que diz que a doutrina da UMC sobre a homossexualidade “promove a intolerância” para com as pessoas LGBT, a intolerância “encontrada em muitas Igrejas Metodistas Unidas.”
Ele continua a dizer que “o silêncio da Igreja valida e dá permissão para essa violência” e convida os bispos a se manifestar contra a intolerância e assédio moral da juventude LGBT. É chocante pensar que este pedido ainda precisa ser feito.

A carta RMN conclui: “Não podemos permitir que mais um filho de Deus dê cabo de sua própria vida, porque acreditavam que eles não eram dignos do amor de Deus ."  Nem pode qualquer um de nós. Se a sua congregação já não está envolvida em uma conversa sobre o que devemos fazer em resposta ao bullying anti-gay e da violência, como cristãos e como membros de uma denominação que perpetua a homofobia, use este artigo, a coluna de Robinson e/ou a carta RMN e inicie a conversa. E quero incentivar a todos para vir ao simpósio sobre crimes de ódio My Brother’s Keeper. Sabemos que as pessoas LGBT são atormentadas, torturadas e mortas… e nós estamos fazendo algo sobre isso?

“Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” - Gálatas 3:28

A Carta na Íntegra:

Nós, os membros do Conselho da Rede Ministérios de Reconciliação, estamos profundamente perturbados e com o coração partido pela epidemia de suicídios de adolescentes nos últimos meses. A maioria desses adolescentes sofreram bullying grave e constante assédio de seus colegas por causa de sua orientação sexual real ou percebida ou identidade de gênero.
Estes suicídios de adolescentes é uma questão crucial para os líderes religiosos de todas as Igrejas Metodistas Unidas, porque há uma relação inequívoca entre esses suicídios trágico e a mensagem de intolerância e ódio que é pregado e ensinado por cristãos anti-gay.
A Igreja Metodista Unida em seu Livro de Disciplina afirma que a homossexualidade “é incompatível com a doutrina cristã” . Esta última análise promove intolerância em relação a Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT). Estas mensagens de intolerância são encontrados em muitas das nossas Igrejas Metodistas Unidas. Pessoas LGBT são freqüentemente vistos como moralmente falidos, ou que necessitam de oração e de “transformação”, a fim de mudar a sua sexualidade inerente que Deus lhe deu. Mensagens de ódio anti-gay são, então, usados sob a forma de assédio moral contra jovens LGBT pelos líderes da igreja, familiares, amigos, colegas e conhecidos. Esta situação prejudica a retórica em curso da vida espiritual de todos. Além disso, promove um ambiente inseguro e uma crença de que a juventude LGBT não são dignos do amor de Jesus, inclusive.
O bullying tem que acabar. O silêncio da igreja valida e dá permissão para este tipo de violência
A igreja não pode ficar de braços cruzados enquanto centenas se não milhares de jovens LGBT são intimidados. Nós, membros do Ministérios Conciliar, imploraramos ao Conselho de Bispos para fornecer a igreja como um testemunho público e vocal de tolerância e amor ao invés de punir, direta ou indiretamente, essa violência. Como Bispos da Igreja Metodista Unida, pedimos que:
  1. Manifestar-se contra a intolerância, assédio moral e da juventude LGBT,
  2. Confirme a realidade que todos nós somos criados à imagem e semelhança de Deus e
  3. Chame todos os clérigos Metodista Unidos e congregações de fazer o mesmo.
Exortamos o Conselho de Bispos para lembrar a igreja de Resolução n º 158, aprovada pela Conferência Geral de 2004 e reafirmado em 2008, em que Conferência Geral dirigiu-se ao alto índice de suicídio entre adolescentes, observando que “os adolescentes lidando com questões de identidade sexual são duas a três vezes mais propensos a tentar o suicídio do que outros jovens. “O fato de que a igreja não conseguiu estabelecer e financiar uma força-tarefa, cujo objetivo é educar a igreja sobre sexualidade na adolescência e suicídio, torna a Igreja cúmplices na criação de uma cultura de bullying.
Pôncio Pilatos tentou lavar as mãos do sangue de Jesus. Não podemos permanecer em silêncio para que nós também venhamos  a ser percebidos como uma tentativa de lavar as mãos da dor e do sangue desses jovens e suas famílias. Temos uma responsabilidade e uma obrigação de voz a nossa indignação contra a violência, a intolerância e o ódio em forma de assédio moral. Não podemos permitir que mais um filho de Deus dê cabo de sua própria vida, porque acreditavam que eles não eram dignos do amor de Deus.”

domingo, 22 de maio de 2011

Blog Ex Hetero entrevista Rosania Rocha

Entrevista Exclusiva: 
Pastora Rosania Rocha 

Hoje vamos começar uma nova coluna aqui no blog, que é nossa seção de entrevistas. Estaremos sempre procurando entrar em contato com grandes ícones evangélicos e católicos (ou de outras religiões) que trabalham por um evangelho mais inclusivo e combata o fundamentalismo religioso atual. Vocês também podem mandar sugestões de entrevistas para o nosso blog.



Para começar, entrevistamos a cantora e pastora Rosania Rocha.


Blog Ex Hetero:   Muito obrigado por aceitar nosso convite e nos dar o privilégio de conversar com você. Onde você está morando atualmente? Já voltou pro Brasil e agora pra ficar? Você está solteira ou casada?

Rosania Rocha: Eu que agradeço.. :) Moro no Brasil agora, divido minha vida aqui e nos Estados Unidos, meu filho esta lá estudando... entao, meu coração também continua lá. :)

Blog Ex Hetero:   Seus dois últimos trabalhos foram pentecostais, mas parece que agora você está trabalhando em um CD Pop Rock. Decidiu mudar de estilo? Será um CD gospel? 

Rosania Rocha: Sim é verdade, meus trabalhos sempre foram  pentencostais, mas porque eu sou petencostal mesmo! O que eu não sou é de acreditar que pentecoste se baseia em simplesmente um jeito de cantar ou um tipo de levada musical em relação a cantar mesmo... acredito de verdade , que o pentecoste vem ate mesmo em uma brisa , em uma palavra, em uma musica a capela... eu sempre tive uma levada mais pop/rock, soul... misturadinho srsrs na verdade eu me vejo muito evoluída em tudo na área do meu jeito de adorar, mas ainda não tive oportunidade de mostrar , nem antes também , mas com certeza meu louvor sempre será do SENHOR, para ELE E POR ELE, talvez eu trilhe caminhos diversificados, dos de antes, mas a minha direção será sempre meu MESTRE! Acredito, também que o artista canta o que vive quando é genuíno... eu vivo Cristo! E fui chamada para uma grande obra e não poderei descer daqui!!!

Blog Ex Hetero: Como foi que sua família e amigos reagiram quando souberam de sua sexualidade?  Como eles te tratam hoje? Você precisou de apoio psicológico nesse processo? 

Rosania Rocha: Os que eram meus amigos mesmo ficaram do meu lado (risos), quanto a minha família, sempre respeitamos uns aos outros, nunca fomos de muito grude (risos) sempre fomos diretos no que pensamos e ninguém entra na vida do outro... cada um reagiu como lhe devia. Me tratam normalmente, e estamos juntos sempre que podemos. Quanto a apoio psicológico,  eu sempre tive pé no chão , eu sempre me achei muito pronta para ser verdadeira não só neste assunto mas em tudo que me rodeia... tipo assim, fui lidando com tudo naturalmente sem culpar ninguém, nem a mim mesma... sabia que não era por ai.

Blog Ex Hetero: Como foi enfrentar a comunidade evangélica após o escândalo que envolveu você e uma grande pregadora do meio gospel. Houve ajuda ou rejeição? Alguém te estendeu apoio? Quem? 

Rosania Rocha: Isto sim foi difícil, porque eu amava aquele ministério do qual eu era membra a dez anos... construi junto aquela história e amava aquelas pessoas todas... fui rejeitada sim , claro é de praxe né? O ser humano se acha no direito de julgar e achar que sabe tudo! Mas recebi de pessoas que nunca imaginava , nem conhecia, apoio e isto foi o suficiente naquela época! Mas apoio mesmo, tive do meu irmão mais velho, ele foi naquele momento o único que lutou por mim, no sentindo de que eu me encontrava totalmente sem chão, ele foi meu amigo meu pai, meu irmão. E comprou minha briga que na época não foi pequena , mas isto é outra história! :)

 Blog Ex Hetero: Você chegou a se submeter a algum tratamento de reversão sexual? Em algum desses movimentos de “libertação para gays” como a Exodus Internacional, que é bastante popular nos EUA, ou algum similar? Se sim, como foi essa experiência e como passou por ela?

Rosania Rocha: Sim, (risos) eu tentei de tudo para sentir aceitação e paz novamente e por isso busquei  os tratamentos que me “curassem” ou me “libertassem” seja qual fosse a suposta  solução!  Queria que me olhassem como antes, pois na minha mente eu era a Rosania de sempre, lutadora, verdadeira, amiga,  falha, todavia eu mesma! Tentei a cura interior, regressão, quebra de maldição, desligamento de alma, quebra de vínculo e  o que podia me ser oferecido como solução, afinal eu fiquei a mercê de tudo, uma vez que me vi sozinha e não entedia nada sobre isto mas queria ser o que esperavam de mim. O que fez a diferença naquele momento foi eu sempre ter muita intimidade com Deus, o que me era indispensável desde pequena. E foi na lembrança do que havia vivido que naquele momento em meio a tudo aquilo eu me permitir ser conduzida por Ele, por entender que somente Deus tem o poder de efetuar em minha sua vontade. Assim fui aprendendo, crendo que se Ele quisesse o faria, principalmente ao enxergar em mim o anseio de agradá-Lo.

Blog Ex Hetero: Como e quando você ampliou sua visão espiritual para a teologia inclusiva? Foi difícil esse processo? Precisou quebrar seus próprios tabus e preconceitos?

Rosania Rocha: Foi um processo diário que gradativamente ampliou-se através de cada experiência diária e continua.
Não vejo diferença no cristão,  o CRENTE EM JESUS é crente e pronto! E no mais a mais, no que eu acredito não mudou nada ,continua sendo o mesmo JESUS que salva , liberta e leva  para o céu sem fazer acepção de pessoas, acolhe a todos que vem ate Ele e eu tenho sua GRACA  que é abundante sobre mim! Sem dúvidas o processo foi dia a dia, mesmo porque nunca fui preconceituosa, mas quanto a tabus, sim aqueles que vc nem entende direito, mas esta lá só porque todo mundo vê, sabe como? Porém no momento de reagir, eu soube em Deus encontrar o caminho sem desesperar e isso eu sei é uma jornada constante!Somos todos inacabados e sempre no processo de aprendizado e crescimento.

Blog Ex Hetero:  Você já fez teologia ou algum curso ministerial? Nosso blog teve acesso a uma informação que  você assumirá um posto ministerial em breve, é verdade?  Você se sente preparada para assumir uma função de tamanha responsabilidade? 

Rosania Rocha: Fui consagrada a pastora há muitos anos atrás e sempre desenvolvi o meu chamado na igreja trabalhando para o Senhor em tempo integral então aprendia muito, estudava muito, investindo no meu ministério como cantora também, dando meu talento e minha vida em prol da obra do Senhor naquele país (USA). Não me vejo longe do trabalho do Senhor, e sempre coloquei tudo a disposição Dele, não será diferente agora; o que tenho a dizer? Bom, fico com a certeza de que Aquele que chama, também capacita e com certeza envia, respaldando em todo o tempo, suprindo em glória. Por isso tenho crido que Aquele que começou a boa obra em minha vida a aperfeiçoará! Estou nas mãos Dele! :)

Blog Ex Hetero: O preconceito, principalmente por parte das igrejas evangélicas é muito grande. Como você tem se preparado para enfrentar  a fúria de pastores como o Silas MalafaiaMarco Feliciano?

Rosania Rocha: Eu sou uma cristã queiram eles ou não, a opinião deles é direito deles. Por outro lado eu  nunca simpatizei com o jeito colérico do pastor Silas, desde a quando nos visitava por lá, porque acho que vai contra o que deveríamos realmente salientar: O AMOR,  a mansidão, afinal isso é tão bonito, uma pessoa mansa, tranquila... Agora o pastor Feliciano, é um antigo colega, foi meu amigo quando precisei. Eu o admirei sempre, porque sempre o vi na postura de ficar na dele neste sentindo, como eu nao tenho acompanhado as coisas aqui no brasil diretamente , nao tenho nada a pensar a este respeito se nao a impressao que sempre tive dele antes! Vamos ver, espero que ele continue a mesma benção de sempre se importando diretamente com as almas!

Blog Ex Hetero: Como citei, acima o preconceito por parte das igrejas evangélicas à comunidade homossexual é muito grande.  Falando do Pr. Ouriel de Jesus e sua família, que tiveram uma participação tão fraterna no início da sua vida ministerial, como você pretende lidar com a possível repressão que possa vir de um “amigo” e pastor de tamanha visibilidade no meio gospel? 

Rosania Rocha: Ele foi sim junto com sua família participantes da minha vida durante os meus dez primeiros anos nos Estados Unidos, anos estes  seguidos de muita busca e conquistas para todos nós naquele lugar! Eles eram como pais e irmãos para mim, afinal tudo era tão novo e ao mesmo tempo assustador naquele país. Nesse ínterim eles me ajudaram, e também me deixaram colaborar e participar com o talento que Deus tinha me dado, e essa era minha maior alegria: servir ao Senhor. Eu sei que foi Deus foi quem quis me honrar naquele lugar... por isso a repreensão daqueles que se ausentaram nos momentos mais decisivos e difíceis, não valeria agora... muito menos alguém que não participou dos momentos mais agonizantes e terríveis quando mais precisei... não é ser cruel, é ser realista... eu só ouviria a repressão  de quem esteve perto de mim e estes são os que mais importam para mim, realmente! Agora ao fato de visibilidade, afff, não me intimida nem um pouco esta posição de quem quer que seja! Respeito a todos,mas não temo ao homem!

Blog Ex Hetero:   O nosso blog começou uma campanha chamada #CristoesPelaPLC122. Qual sua opinião sobre o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil e que alguns grupos religiosos tem chamado de mordaça gay? 

Rosania Rocha: Eu estou angustiada com o tratamento humano aqui no Brasil , não só homofóbicos mas de tudo! Os cristãos ao invés de pregar a paz, incitam a guerra, a dor! É bíblico! Quer saber de uma coisa? A esperança é Cristo e se nós sendo cristãos agimos assim, hostilizando, jogando fora os que o Senhor quer trazer, menosprezando misturando aos que não sabem amar, quem nós somos? Para mim não conhecem a Cristo aqueles que tal coisa fazem, e eu não apoiaria tal ato! Sob nenhuma situação nem agora nem nunca! Então esta acontecendo aquilo que Deus quer, caminhos abertos, igrejas que acolhem, leis que protegem, isto e Deus purinho! Só não vê quem não quer! Deus não vai perder para o inimigo! Ele trará sim as almas, almas estas que ELE conhece e acompanha nas caladas da noite quando ninguém os vê gritando por socorro, por misericórdia e amor! Deus não vai deixar eles morrerem! Se o povo “cristão” não quer, não quis, e não sabem lidar, então Deus está levantando , preparando, quem quer e sabe entender a situação através da ótica do Pai amoroso que é o nosso Deus, e acolher a certeza de que SOMENTE O PAI PODE JULGAR OU DEFINIR O SENTIMENTO DE UM SER HUMANO!  Prestem atenção, DEUS NUNCA PERDE!

Blog Ex Hetero: Temos visto um grande assédio por parte da mídia com relação a Igreja Cristã Contemporânea dos pastores Fábio Inácio e Márcio Gladstone, que frequentemente aparecem em programas de TV, radio, jornais,  revistas e sites.  E com relação a essa curiosidade da mídia? Como pretende  lidar com esse assédio?

Rosania Rocha: Eu vivi muito tempo fora do país e acabei de chegar, então, não estou por dentro de tudo, mas a gente sempre ouve algumas coisas aqui e ali... A mídia é sempre curiosa e sempre fazem o seu trabalho e um pouco mais não importa como!  Quanto a eu lidar não sei ainda... Eu vivo muito seriamente tudo que eu abraço e isto torna as coisas mais simplificadas para mim em todos os ângulos...  Sei que terei muito chão para andar, mas sempre fui destemida, agora não será diferente!

Blog Ex Hetero: O que você diria aos jovens cristãos que estão desiludidos por não conseguirem se libertar e encontrar uma cura para homossexualidade? 

Rosania Rocha: Eu digo: “Queridos, não se precipitem nas suas vidas, não se desesperem , busquem a Deus o dia todo! Todo tempo! Não se iludam em viver a vida que outros querem para você, porque se funcionasse não estaríamos tao afligidos agora! Não interfira na vida de um terceiro, colocando uma pessoa na sua vida para se esconder do que você não pode fugir! Não faça isto! O único direito que é seu é o de se encontrar em Deus e esperar nEle! Pelo amor do Pai, não entre em desespero seguindo caminhos errados por se sentirem só! Você  não está só! Deus tem um projeto para sua vida, do jeito que você é , se aceite e deixe o resto nas mãos do Todo Poderoso! Ele não te abandonará nem te jogará fora, Ele te mostrará o caminho, e te ensinara seu papel neste mundo! Não se entregue, CONTUDO A UMA ESPERANCA! JESUS CRISTO é SUA BANDEIRA,  ELE TE AMA! Ele não te fez para depois refazer... CONFIA NELE!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Diva Gospel do Mês: Eyshila, A Rainha dos GGs



A Eyshila não é nenhum exemplo de simpatia, mas ganhou o título de Rainha dos GGs por causa de um episódio ocorrido em 2007 e que ganhou repercussão, na época, na rede social orkut. Segundo uma comunidade criada na ocasião, foi esse episódio que popularizou o termo GGs na então Assembleia de Deus da Penha (atual Assembléia de Deus Vitória em Cristo) igreja que tem como pastor presidente o Silas Malafaia e onde Eyshila é membro. De fato, já frequentei a ADVEC a um tempo atrás e era visível a quantidade de GGs que frequentava a igreja e o tratamento que era dado a eles por lá. Eu como não tenho trejeitos e não sou assumido já observei muitas situações entre os jovens da igreja onde podia vê-los falando abertamente sobre os gays. Os membros geralmente agem "sem preconceito" na frente dos GGs, mas é só esses virarem as costas para serem ridicularizados pelos próprios "amigos" que não acreditam na "sua cura" e fazem piadinhas nas rodinhas pós culto e nas reuniões fora da igreja (festas de aniversário e afins). A verdade é que todos fingem não vê-los como gays e no tempo em que estive ali NUNCA ouvi uma pregação de púpito sobre o tema. 

Por esse motivo não entendo porque o Pastor Silas Malafaia luta tanto pelo "direito" de pregar contra o "homossexualismo", se exceto por ocasião da PLC122/2006, ele nunca o fez.

A comunidade "Eyshila, a Rainha dos GGs" explicava melhor a situação:

Nem geração que denuncia o pecado muito menos que ama o pecador. Estamos aqui “homenageando” a Rainha Diva mais adorada por gays gospel na atualidade. Eyshila, A Rainha dos GGs.


Pq GGs? usado pela própria, GG foi dito em um fatídico episódio donde a cantora recebeu sua coroa de glória. (ver no tópico “como Eyshila disse isso”)

GG significa Gay Gospel. Uma ONG criada instantaneamente pela “rainha”, nome dado por seus idólatras mais fervorosos, pondo assim um título nada carinhoso a aqueles que basicamente põem comida em sua mesa.

Eyshila se desdobra em pelancas de arrogância e soma atrás de seus pés uma legião de fãs gays. Estes que por sinal, perdem completamente a linha dando berros e flashs sem fim em cima de sua própria escarnecedora. Para os inteligentes, uma grande contradição... Para os ggs, uma “DIVA”.

Logo, honras e glórias a aquela que soma indiscutivelmente o maior número de adoradores purpurinados no meio gospel. Viva! A Diva das Divas! A Rainha dos GGs!!

A comunidade foi excluída um tempo depois, alguns dizem que pelo google a pedido da MK Music (gravadora da cantora), outros que por hackers fãs da Eyshila. Em um tópico alguns fãs falavam que era muito comum o uso do termo GGs entre as cantoras do Grupo Voices nos bastidores dos eventos e pelos correodores da MK, ou seja, homofobia pura.

Mais como de praxe, apresentamos nossa diva do mês: Eyshila 
Eyshila (Fortaleza, 1 de setembro de 1972) é uma cantora e compositora brasileira de música gospel. Também é integrante do Grupo Voices e Backing Vocal. Com as influências do pai evangelista e da mãe cantora. Hoje, com cerca de 15 anos de carreira solo, figura como uma das mais importantes cantoras gospel, com oito CDs solos gravados sendo sete pela MK Music, um em espanhol, sete com o grupo Voices, e dois com Fernanda Brum, no projeto Amigas. Além de duas indicações ao Grammy Latino.

Site Oficial: http://www.eyshila.com.br
Twitter Oficial: @Eyshila1
 Discografia
  • 1995 - Glorificando - Som e Louvores
  • 1997 - Tira-Me do Vale - MK Publicitá/MK Music
  • 1999 - Mais Doce que o Mel - MK Publicitá/MK Music
  • 2001 - Deus Proverá - MK Publicitá/MK Music
  • 2003 - Na Casa de Deus - MK Publicitá/MK Music (Disco de ouro, com mais de 100 mil cópias)
  • 2005 - Terremoto (ao vivo) - MK Publicitá/MK Music (Disco de platina duplo, com mais de 250 mil cópias vendidas, e indicação ao Grammy Latino)
  • 2006 - Collection Ao Vivo 10 Anos em CD e DVD - MK Publicitá/MK Music (Disco de platina, com mais 125 mil de cópias vendidas; DVD de ouro, com mais de 25 mil cópias vendidas)
  • 2007 - Até Tocar o Céu - MK Publicitá/MK Music (Disco de platina, com mais de 125 mil cópias vendidas)
  • 2008 - Amigas (com Fernanda Brum) - MK Publicitá/MK Music (Disco de ouro, com mais de 50 mil cópias vendidas)
  • 2008 - Hasta tocar el cielo - MK Publicitá/MK Music
  • 2008 - DVD Até Tocar o Céu - MK Publicitá/MK Music (gravado ao vivo na praia de Iracema, em Fortaleza)
  • 2009 - Amigas 2 (com Fernanda Brum) - MK Publicitá/MK Music
  • 2009 - Nada Pode Calar um Adorador - MK Publicitá/MK Music (Disco de Platina, com mais de 100 mil cópias vendidas)
  • 2009 - Som Gospel - MK Publicitá/MK Music (Disco de Platina, com mais de 100 mil cópias vendidas)
  • 2010 - Falando de Amor - MK Publicitá/MK Music

sábado, 14 de maio de 2011

Especial Hillsong Church

Escândalos e Mentiras dos movimentos de Reversão Sexual na Austrália.
Referência no louvor contemporâneo, influenciando ministérios de louvor em todo o mundo e no Brasil alguns como Diante do Trono e Aline Barros a Hillsong Church, a mais poderosa da Associação Australiana das Assembleias de Deus, famosa por canções como Shout to the Lord (Aclame ao Senhor), é acusada de ter se transformado em um dos maiores impérios financeiro-religiosos do mundo.
As denúncias de abusos e escândalos parecem não ter fim. A começar pela administração daquilo que o ministério fatura. Se por aqui há um tremendo clamor por causa de irregularidades com alguns milhares de dólares, imagine lá, onde o Hillsong Church declara ter faturado no ano passado mais de US$ 70 milhões, mas usado apenas 2 milhões para os trabalhos sociais, "principal destinação de suas entradas".
Um resumo desses escândalos financeiros foi feito nesse vídeo no you tube


Em 2008, o Hillsong ministério de louvor convidou o pastor Michael Guglielmucci, pastor de jovens da Igreja Planet Shakers, para participar da gravação de seu álbum This is Our God (Este é o Nosso Deus). Guglielmucci dizia sofrer de câncer terminal desde 2006 e causou enorme comoção ao aparecer cantando a música The Healer (Aquele que Cura) com um tubo de oxigênio no nariz. Em seguida, porém, não aguentando uma crise de consciência, ele revelou a verdade: “Não tenho nenhum câncer. Forjei a história e enganei até minha esposa e família para encobrir minha verdadeira doença: sou viciado em pornografia. Esse problema, sim, abalou minha saúde e me debilitou emocionalmente”. Caso semelhante também aconteceu aqui no Brasil com o ex ministro de louvor Davi Silva (do ministério Casa de Davi) que ficou famoso ao contar em um congresso da Igreja Batista da Lagoinha que teria sido curado da Síndrome de Down. Ano passado Davi Silva veio a público dizer que não nasceu com Síndrome de Down e que todas as manifestações de um suposto anjo lhe tocando durante suas ministrações com o pastor Mike Shea eram mentiras.


Mas não são esses escândalos que vamos focar nesse post, mas os escândalos envolvendo a "Cura de Homossexuais".

Frank Houston
Talvez o maior escândalo nessa área seja o que envolveu o nome do fundador da Hillsong Church.
Frank Houston é pai do atual pastor da Hillsong Austrália, Brian Houston e deixou todos os cargos da igreja após ter sido revelado que abusava sexualmente de meninos menores de idade que participavam dos programas que prometiam curar gays de sua igreja.
Ele usava o abuso sexual como uma de suas técnicas de converter gays, segundo Peter Laughton uma de suas vítimas.  
"Minhas sessões de aconselhamento... nada mais eram do que o abuso sexual disfarçado sob a forma da necessidade de amor de um pai e disciplina  ", disse Peter.  
"Através de minha ingenuidade, eu suportei as agressões nuas, as eternas carícias no bumbum e as masturbações com garrafas, entre outras coisas. Eu olho para ele agora e penso, Deus, eu era muito ingênuo para cair nessa. "

O pai de Brian, o ex-ministro Frank Houston, confessou ser um pedófilo. Descobrir que seu pai tinha abusado de uma criança segundo Brian foi  "como os jatos voando em direção às torres gêmeas da minha alma  ". Tratava-se, compreensivelmente, uma das mais difíceis questões que ele já teve de lidar. "Basicamente, eu recebi uma reclamação, por isso eu confrontei o meu pai e ele admitiu ."  Brian retirou seu pai de todas as funções na igreja, mas não do contato com a polícia na Nova Zelândia, porque a vítima tinha idade suficiente para fazer isso mesmo, entrega-lo a polícia.  
Brian disse que foi sincero com a sua congregação, embora tenha sido criticado por não agir rápido o suficiente e por ter tentado abafar o escândalo.
"Eu disse a nossa igreja que tinha acontecido (vários meses depois que ele descobriu), mas logo que descobri eu disse aos presbíteros da igreja e das Assembleias de Deus  ", disse Houston. "Para minha congregação, quando eu lhes disse, eu usei palavras como predador e abuso sexual e assim por diante. Eu não tentei escondê-lo ." É uma questão que parece improvável que vá ser esquecida, e Brian sabe que, uma vez que que a alegação inicial foi tornada pública, outras supostas vítimas se apresentariam. E foi o que aconteceu, outra suposta vítima de seu pai, também do sexo masculino, não ficou satisfeita com o tratamento que recebeu por parte da igreja e está considerando uma ação civil.
  

Anthony Venn Brown 
 
Já Anthony Venn Brown é agora um ex-ex gay como nós!
Venn Brown foi missionário, fundou diversas Assembleias de Deus  pelo mundo antes de ir para Sydney com a família no início de 1980 e criar o  "Every Believer Evangelism."  Venn-Brown tornou-se um pregador popular em todas as principais igrejas da Assembleia de Deus na Austrália , incluindo a Hillsong Church.
Em 1990 ele se tornou o primeiro pentecostal a ser nomeado para o "Comitê de Lausanne Pelo Evangelismo Mundial" na Austrália .
Venn-Brown renunciou ao cargo de ministro em 1991, depois que assumiu ter dito um relacionamento com outro homem. Em 2004 ele publicou sua auto biografia,  "A Life of Unlearning - Coming out of the church, One Man's Struggle." O livro detalhou sua luta para conciliar a sua homossexualidade com suas convicções cristãs. Ele venceu o "Sydney Gay and Lesbian Business Association Literary award" em 2004.
A edição revista, "A Life of Unlearning - a Journey to Find the Truth (Uma Vida de Esquecimento - uma jornada para encontrar a verdade)  " foi publicado em 2007.
Preferindo ser conhecido como um embaixador, em vez de ativista gay, Venn-Brown agora é um representante e defensor dos gays e lésbicas. Ele busca criar um diálogo informado, inteligente mas respeitoso sobre as questões da homossexualidade dentro da comunidade cristã e, particularmente pentecostal.
Anthony não sente que ele vai voltar a pregar, segundo ele, "talvez daqui 30 anos alguém que é gay ou lésbica seja permitido ministrar nas Assembléias de Deus. Espero eu estar lá para ver, mas eu sinto que eu tive o meu ministério. Quando voltei a Deus eu me senti como se eu tivesse a essência do que se tratava. O que eu tenho agora é real. Eu aprendi a viver sem julgamentos, para viver com integridade e não tive isso como um pregador  "
Anthony Venn-Brown foi votado como um dos 25 gays e lésbicas australianos mais influentes em 2007 e 2009 e foi um dos oradores do "Evangelical Network Conference", no Arizona.
Anthony fundou o Freedom 2b um site que auxilia Gays cristãos a se aceitarem e manterem sua fé, como o próprio site se descreve:
"Freedom 2b é uma rede LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros)  de pessoas pentecostais, carismáticas e de origens evangélicas.
Freedom 2b é um não-julgamento, sem nenhuma agenda local (tratamentos de reversão), estege seguro que atende pessoas em seu caminho para a reconciliação de sua fé e/ou sua sexualidade.
Tradicionalmente pentecostais, carismáticos e grupos evangélicos têm sido mal informados sobre a orientação sexual e mantido crenças ultrapassadas sobre a homossexualidade. Esta falta de conhecimento tem causado muito sofrimento desnecessário, não só para as pessoas LGBT, mas também sua família e amigos. Posições anti-gay não tem refletido o exemplo de Jesus Cristo, ou como a igreja cristã deve responder. Ao invés de igrejas demonstrando amor e aceitação, as pessoas LGBT, na sua maioria com experiência de julgamento, condenação e rejeição.
O termo "cristão homossexual" é relativamente novo, mas agora há muitos milhares de indivíduos, líderes de igrejas e congregações inteiras que vieram para uma compreensão mais esclarecida da sexualidade. A investigação científica e um profundo olhar para as escrituras tem ajudado as pessoas perceberem que homossexualidade não é uma doença para ser curada ou um pecado a ser perdoado. Muitos têm resolvido o problema da sua orientação sexual e mantiveram sua fé cristã. Outros resolveram sua sexualidade, mas ainda tem problemas de fé para resolver. Fredom 2b acolhe todos.
Se você deixou a igreja ou ainda estão lá, a Fredom 2b é o seu lugar para contato, informações, encontrar apoio e diálogo com pessoas que entendem sua jornada.
Fredom 2b não é uma organização cristã, como tal, mas uma rede de pessoas de origens semelhantes."

Anthony conta sua história nessa entrevista:

(Veja as outras partes da entrevista nos relacionados)

Mercy Ministries

 A Mercy Ministries é uma "casa de recuperação" para lésbicas mantida pela Hillsong Church. Eles insistem que as organizações são totalmente independentes, apesar de compartilharem membros em comum do conselho e diretores. Inclusive  Mark e Darlene Zschech,já foram diretores do Mercy.
Muitas lésbicas vem denunciando os abusos que sofreram enquato estavam "internadas" e se assumindo agora "ex-ex gays". 
Ex-moradoras afirmam que "os contratos de separação, a proibição de contato físico e os ensinamentos de como ser um  "ex-gays  "  são tentativas do Mercy Ministery para acabar com o lesbianismo em seu rebanho  ", relata Ruth Pollard. Outra antiga moradora, que não quis ser identificada, disse: "As meninas foram solicitados no formulário de inscrição, bem como em uma entrevista por telefone, se elas já tiveram relações homossexuais ou bissexuais, eles perguntaram se eu tinha.
Na casa, as moradoras foram impedidas de ter qualquer tipo de contato físico, sem abraços de conforto, sem ombro para chorar, e apesar de existirem três jovens mulheres para cada quarto, elas não foram autorizadas a trocar de roupa, se outra pessoa estava no quarto, disse ela.
Apesar disso tudo o Mercy Ministries nega que executa um programa "ex-gay" e a Hillsong parou de funcionar o seu programa "ex-gay" para homens, chamado Living Waters, apesar de ambas as organizações permaneçam firmemente conservadoras, anti-aborto e anti-gay.
Atualmente a Mercy Ministery mudou o nome para A Girl Called Hope.

A verdade é que tanto o Mercy Ministries (A Girl Called Hope), o Living Waters, a Exodus Internacional ou outros programas simlilares no Brasil tem negado promover "tratamentos de reversão" por causa da ilegalidade da prática, condenável até pela OMC e no caso do Brasil pela Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia. Mas na prática eles continuam desenvolvendo seus "tratamentos de Cura".

Penny Davis

Uma das grandes defensoras de que o Mercy Ministries não funciona é Penny Davis, ex funcionária da Hillsong Church ela passou pelo tratamento de reversão da casa de recuperação, mas não conseguiu "se curar." Minha jornada levou a este momento, onde estou como uma mulher confiante de que está sendo ordenada e passar a ser uma lésbica  ", disse ela ao Sydney Star Observer ao ser ordenada pastora na Igreja da Comunidade Metropolitana, uma igreja inclusiva que atua em mais de 20 países desde 1969. Um vídeo no Youtube mostra algumas denúncias de meninas ex internas do Mercy Ministries.


Campanha #CristaosPelaPLC122 Ganha Força.


Hoje infelizmente o projeto de lei que criminaliza a homofobia (PLC122/2006) teve novamente a votação adiada no senado. Sabemos que essa é uma das estratégias da bancada fundamentalista, estratégia que levou o engavetamento do projeto no ano passado e a qual eles estão tentando repetir.

A reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado que discutiu o projeto que prevê punições para discriminação de homossexuais terminou em confusão. Presente na reunião, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), crítico das causas homossexuais, tentou exibir um panfleto “antigay” atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) durante a entrevista que a parlamentar, relatora da matéria, concedia no corredor das comissões do Senado.
A atitude de Bolsonaro irritou a senadora Marinor Brito (PSOL-PA), que iniciou a confusão dando um tapa nas mãos do deputado do PP, na tentativa de arrancar o panfleto exibido por ele.
O senador Magno Malta (PR-ES) disse que o projeto é inconstitucional. “É um projeto eivado de inconstitucionalidades. Estão tentando criar um império homossexual no país. Se não dá emprego, será punido, se manifestar contra, será punido. O que precisamos é respeitar essas pessoas”, disse Malta.
Quais pessoas Magno Malta pretende respeitar? Não entendi!
Segundo a militância fundamentalista no twitter Magno Malta teve seu discurso "censurado" pela Tv Senado.

Depois desses lamentáveis acontecimentos quero convocar vocês amigos leitores a continuar nossa luta, a mostrar aos cristãos, evangélicos e católicos o que de fato é a PLC122/2006 e desmistificar essa pregação homofóbica de que está se querendo criar uma "mordaça gay."

Sugiro que vocês leiam o post ENTENDA A PLC122 do site oficial da PLC122/2006 que pretende combater esses argumentos mentiros e faláciosos: http://www.plc122.com.br/entenda-plc122/

Nossa campanha tem ganhado adesão de vários blogs e sites e eu quero agradecer e incentiva-los a continuar com a gente, Não Homofobia, Pavablog, Igreja Cristã Contemporânea, Mix Brasil, Diversidade Católica, Gospel Gay, Overbo... Muito Obrigado!

Hoje estamos lançando mais 2 banners da campanha e padronizando o nosso slogam para:

Tem certeza que você quer usar a bíblia ao pé da letra?
Nem todo cristão pensa igual! 
#CristaosPelaPLC122 



Para ver e baixar os banners, clique em cima deles para amplia-los.

Você também pode baixar os demais banners da campanha em nosso twitpic

ou em nosso álbum do Facebook clicando na opção "fazer download". 

Você também pode divulgar partcipando do evento no facebook, compartilhando e convidando seus amigos.

E continue usando nossas tags no Twitter
#CristaosPelaPLC122   #SouEvangelicoEapoioaPLC122
#SouCatólicoEapoioaPLC122

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mais transtornos com o Blogger


Infelizmente ontem de madrugada o Blogger entrou em manutenção e ao voltar hoje ao ar, tivemos a infeliz surpresa de ter 2 posts deletados.
Não tinha o costume de fazer o backup dos posts, pois até então confiava no blogger, mas já vi que não poderei mais contar com ele. Já tinha dito, a uns posts atrás sobre meus descontentamentos com os serviços do blogger por causa da moderação dos comentários que também vem mostrando algumas falhas.
Estou tentando migrar o blog pro wordpress, mas não sou muito familiarizado com a plataforma deles, peço desculpas pelo transtorno e prometemos tentar solucionar esses problemas em breve.

Igreja Prebiteriana dos EUA Aprova Ordenação de Gays ao Clero


A Igreja Presbiteriana americana ratificou uma alteração à sua constituição permitindo a ordenação de pessoas assumidamente gays. Depois de décadas de debate na Assembleia Nacional, a Igreja aprovou a mudança no verão passado, e ontem à noite o Presbitério da Twin Cities deu o 87° voto necessário para dar a alteração com o apoio da maioria dos presbíteros da igreja.

Com esta votação, a Igreja Presbiteriana se junta a outros principais denominações protestantes dos EUA, incluindo a Igreja Episcopal, a Igreja Evangélica Luterana na América, e da Igreja Unida de Cristo na aceitação de membros abertamente homossexuais do clero.

A última vez que a Igreja Presbiteriana votou sobre a questão, em 2009, a maioria dos presbitérios votaram contra a mudança. Segundo o New York Times, 19 dos 173 presbíteros da igreja mudou seu voto desta vez. Esta mudança rápida em favor da abertura, a inclusão e aceitação da Igreja Presbiteriana é reflexo da tendência na sociedade americana em geral.
Estamos confiantes de que os muros da intolerância baseada na religião vai continuar caindo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ser gay é uma dádiva de Deus (por Igreja Metodista Unidos Central)


Nos EUA vemos que o movimento anti gay propagado principalmente por grupos como o Exodus Internacional é muito grande, mas em contra partida o movimento inclusivo também é maior e mais antigo que aqui no Brasil. Enquanto no Brasil os gays precisaram criar sua própria igrejas, nos EUA já é possivel participar de igrejas tradicionais que aceitam gays, são igrejas Metodistas, Presbiterianas, Batistas, entre outras.
Enquanto muitos cristãos daqui dizem que esse é o príncipio do fim, nos EUA o movimento inclusivo não vem crescendo de 5 anos pra cá, mas já existe pelo menos desde a década de 1960.
Hoje quero compartilhar com vocês a campanha "Ser gay é uma dádiva de Deus" da Igreja Metodista Central Unida de Toledo, Ohio.
Essa igreja foi fundada em 1896, possui portanto 115 anos, mais antiga que as Assembléia de Deus no Brasil e provavelmente passou por um processo de aceitação aos gays até pregar um evangelho mais inclusivo que perga hoje.
O Brasil históricamente "copia" o "gospel life way" americano e acredito que muito em breve veremos igrejas tradicionais daqui revendo seus conceitos também.

Vejam a definição da campanha pelo site original da CUMC :


A Igreja Metodista Unidos Central (CUMC) é uma comunidade de jovens e velhos, gays e heterossexuais, casados e solteiros, de todos os tipos de crenças (de igrejas tradicionais para igreja nenhuma), que se reúnem para viver a nossa missão de fazer justiça, praticar a bondade, e caminhar humildemente com Deus (Miquéias 6:8). Central é um membro fundador dos "Reconciling Ministries Network", que é o movimento para igualdade gay dentro da denominação Metodista Unidos. CUMC tem uma história  fecunda de mais de um quarto de século de conectar pessoas que são gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros (LGBT) e seus simpatizantes na direção do corpo de Cristo.

Qual é o propósito desta campanha?

O objetivo desta campanha é 1) Oferecer boas-vindas a todas as pessoas que são gays, 2) O maior desafio é concientizar a Igreja para aceitar plenamente todas as pessoas que são gays na vida da Igreja, e 3) Para chamar a todas as pessoas para receber todos os dons que eles tem de Deus.
A Central tem visto Deus falar ao longo do tempo para a Igreja em sua vida. Em resposta à crescente revelação de Deus, temos sido líderes em trabalhar pela justiça e reconciliação em superar o racismo e o sexismo. Nós vemos a superação do heterossexismo como uma extensão natural deste trabalho.

Ao acolher e viver em comunidade com os cristãos fiéis que por acaso são gays, temos vindo a entender que ser gay é parte do que Deus fez para ser, e por cristãos gays trazendo tudo o que eles são a Deus, o corpo de Cristo foi reforçado. Na verdade, experimentamos o corpo de Cristo incompleto sem pessoas LGBT.

Reconhecemos que a Igreja está dividida quanto à interpretação das Escrituras relacionados ao homossexualismo. No entanto, sabemos que Jesus não falou diretamente sobre a homossexualidade e que a Igreja, a Bíblia e a vida de Jesus são muito mais próximos a estender o amor para com os feridos, justiça para os marginalizados e excluídos, e humildade diante de Deus e uns aos outros quando se trabalha a nossa vida juntos. A esta luz, vemos a marginalização das pessoas LGBT como injustificadas.

Nós buscamos refletir a diversidade da criação de Deus. Vemos isso demonstrado em primeiro lugar na própria Trindade, em seguida, a graça de Deus evidente na variedade abundantes da natureza ao nosso redor, e depois na maneira criativa e misteriosa que as variedades de presentes estão distribuídos entre nós como seres humanos.

Dadas as evidências científicas irrefutáveis ​​de que as pessoas nascem com sua orientação sexual, que não é uma escolha, vemos que as pessoas assumindo-se moralmente responsáveis por assuntos nos quais elas não têm nenhum controle, é irracional e imoral. Discriminar ou condenar pessoas que têm uma dada característica pessoal de Deus, quer se trate de raça, gênero ou orientação sexual, enfraquece as chamadas para a responsabilidade pessoal e social, às muitas questões que requerem escolha humana. O pecado está em negar quem Deus nos criou para ser - o pecado está na negação que os fazem se sintirem envergonhados e não merecedores do amor de Deus, ou de qualquer outra pessoa. Nós somos contra este pecado.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...