quinta-feira, 21 de abril de 2011

UMA CARTA AOS PAIS DE FILHOS GAYS ( Por Caio Fabio)


Burt e seu filho gay Kurt, personagens do seriado Glee.
Nem todo relação entre um pai/mãe de homossexual é tão boa quanto a de Kurt e Burt no seriado Glee, eu adoro os personagens porque relata o modelo que todo pai deveria ser para seu filho gay, mas infelizmente isso não passa de ficção.
Nosso blog tem também a preocupação com os pais de homossexuais quando descobrem que seus filhos são gays.
Já postamos um Guia Para os Pais aqui no blog, mas o guia postado não aborda a questão religiosa em si. Hoje vamos postar alguns videos e links do Caminho Da Graça, aonde o Reverendo Caio Fábio, que tem um filho gay aborda o tema respondendo cartas de pais de filhos gays e conta como foi a revelação de Ciro D'Araújo seu filho, sua reação e dos demais membros da familia.
É importante você filho, que imprima alguns textos do Caio e entregue aos seus pais e se for possível assistam esse videos do Caio com eles. Isso irá ajuda-los a entender melhor a questão e te aceitar sem tantas culpas ou temores. Vá ao site dele e faça uma busca, tem muita coisa bacana por lá.
Selecionei alguns trechos que gostei, leiam e logo abaixo assitam os videos onde Caio Fabio aborda a questão e fala como foi a revelação de Ciro.

TEXTOS NO SITE DO CAIO FABIO

NÃO SEI COMO LIDAR COM MEU FILHO GAY. O QUE FAÇO? 

Mensagem:

Querido pastor Caio,

Tenho-o como um servo de Deus dotado especialmente por Ele para entender com singular profundidade os mistérios do interior humano e de Sua graça.

É com esperança fundada neste entendimento que peço sua ajuda numa grave situação que venho enfrentando em família. Trata-se de homossexualidade na vida de meu filho do meio.

Procurei no seu site algo sobre a questão mas acho que não tem. Pois bem, agora que nos "encontramos", acho que vou poder contar com uma atenção especial da sua parte.

No final de 2002 descobrimos a questão “H” do menino, então com 18 anos. Procuramos ajuda especializada entre cristãos. Acho que nós sempre estamos a frente de nosso filho na busca da restauração. Ele inicialmente ia contrariado às atividades propostas pelo grupo de apoio, agora já se dispõe a ter sua vida consertada mas ainda assim acho que falta um “estalo” que estabeleça um inequívoco propósito e uma determinação perceptível para nós que ansiamos por resultados.

Como vivenciar esta situação trágica?
Como posso ajudar meu filho?
O que posso, o que devo fazer?

São perguntas que eu faço a mim mesmo e a Deus!

Fico muito agradecido se você puder compartilhar comigo seu entendimento.
 
Meu amado irmão: Paz!


Resposta:

A gente sempre pensa que isso nunca poderia acontecer na casa da gente. Mas pode. Portanto, quero dizer que você não está só. Há milhões de pais vivendo as mesmas questões.

O problema tem muitas variáveis no que tange aos pais:

1. O pai fica achando que gerou um “transviado”. E não é verdade. Você poderia ser a pessoa com essa “dor”, e não seu filho. Ou seja: você poderia ser aquele que está vivendo o conflito de seu filho, e somente Deus sabe porque é ele, e não você. "Homens" não são apenas os seres hétero-sexuais. Homens são aqueles seres que são dignos, bons, justos e comprometidos com Deus e com a vida. Deus vê homens, não vê apenas "machos". Há milhões de "machos" que não são homens. "Tragédia", portanto, não é isso. Graças a Deus você não sabe o que é uma tragédia. Seu filho não é uma "tragédia", é apenas um menino-homem com um conflito que todos nós, pais, gostaríamos que nossos filhos não tivessem.

2. Os pais sempre acham que a culpa é deles. Algumas vezes, talvez. Mas não há essa relação de causa e efeito tão determinantes como o “negócio psicanalítico” pretende estabelecer. Há coisas que viajam num nível mais profundo que a “dinâmica familiar” pode explicar. Então, pare de se culpar.

3. Os pais também se preocupam com a vida de “marginalidade” do filho. Marginalidade social, eclesial, moral, e com os fantasmas acerca do mundo gay. E essa aflição só piora as coisas. Quanto mais o menino se sentir um “marginal”, mais ele será um.

4. Vem ainda a preocupação no caso de evangélicos com o destino eterno da alma do filho. “Vai pro inferno!” é o vaticínio da religião. Eu não consigo ver assim. Quando a Bíblia diz que efeminados, adúlteros, feiticeiros, idólatras e outros irão ter um destino “danado”, ela está falando do "ser" dessas pessoas. Por isto é que ela também fala dos facciosos, arrogantes, invejosos, sem afeição natural, roubadores, mentirosos, covardes, e “juízes” do próximo, como estando no mesmo barco. Ora, se você quer tratar o assunto na base dos “grupos de risco” para o inferno, coloque-se no mesmo barco você, sua esposa, seus outros filhos, seus pastores, a “igreja” e o resto da humanidade pois, a natureza humana, objetiva ou subjetivamente, é assim: caída. Somos salvos todos nós pela Graça de Jesus!

5. A “igreja” não ajuda nessa hora. Ela apenas põe sobre o cara as penalidades do inferno, e o torna um potencial filho do inferno, apenas porque, muitas vezes, depois de todos os esforços, 98% dos caras não conseguem “mudar” a inclinação. E, então, não conseguindo, sentem-se “danados”, e, então, entregam-se mais profundamente ainda ao “problema como dissolução”. A Lei aumenta a culpa e a culpa adoece ainda mais o ser. O “resfriado” vira pneumonia e o cara de tuberculose.

6. Minha sugestão a vocês, os pais, é dupla:

a) Sejam amigos dele. Não o tratem como um “ser estranho”. Não passem “recibo” acerca do problema. Ele tem que saber que é filho, e que a filiação dele não é retribuída com uma tendência sexual. E fiquem alegres dele estar tratando disso de modo franco e aberto. Quanto mais leve for a relação familiar, menos adoecida será a relação dele com essa “inclinação”. É como a garotinha que tem um “foguinho sexual”, e os pais começam a tratá-la como uma “quase-prostituta”, e a garota acaba virando aquilo que foi “projetado” pela acusação.

b) Não misturem essa situação humana com a relação dele com Deus. A “igreja” também é especialista em afastar de Deus aqueles que ela não quer ter no meio dela. Não entrem nesse esquema. Deus ama seu filho e saberá lidar com ele, conforme a grandeza de Sua Graça.

Com amor e orações.
Caio

Mensagem:

Estimado irmão e amigo Caio,

A Paz de Cristo seja contigo e com todos os seus.

Gostaria se saber qual seria a postura ética, dentro de uma perspectiva bíblico-teológico-cristã, que um psicólogo cristão deve assumir frente a questão apresentada por um cliente que diz ser homossexual, visto que segundo Resolução do Conselho Federal de Psicologia, o Homossexualismo não deve ser tratado como uma   "doença  " ou  "distúrbio " , ficando proibida qualquer terapia que vise modificar o comportamento do cliente ou que contrarie a sua opção.

Nesse caso, como ser ético sem ferir os princípios de Cristo.

Um grande abraço, 



Resposta:

Rodi, querido:


Um psicólogo não pode cobrar para atender…se o negócio dele é “pregar”.
A missão de um psicólogo é ajudar as pessoas a se enxergarem...não a de enxergar por elas.
Quem não puder fazer isto com sabedoria e bom senso não está apto para ser psicólogo e, muito menos, para cobrar pela consulta.
Se esse for o caso, o psicólogo que não aceita tratar a questão com a paciência de quem não decreta...deveria ser a de colocar uma placa dizendo: Aceito qualquer caso, desde que não seja homossexualismo.
Essa é uma questão difícil, mas foi feita maior do que é.
Jesus disse: Há aqueles que nasceram eunucos. Há os que os homens fizeram eunucos. E há os que a si mesmos fizeram-se eunucos por causa do reino de Deus.
Ele, porém, concluiu dizendo: Nem todos estão aptos para este entendimento...
O eunuco é alguém que nasceu com a supressão de sua sexualidade...ou que foi objeto de tal supressão...ou ainda alguém que não desejando usar sua sexualidade como ato sexual, suprimiu-a por conta própria.
Nem todos estão aptos para isto...
O que observo é que as igrejas estão cheias de homossexuais... os seminários e os ministérios pastorais também.
Este site não me deixa mentir... e os muitos que me escrevem, incluindo pastores e muitos maridos sabem que falo a verdade.
Este mundo é caído...e todos experimentamos as deformidades da queda... de um modo ou de outro.
O sexo virou o pior pecado na lista cristã religiosa, mas aos olhos de Deus a inveja, a cobiça, as inimizades, as porfias, as facções, etc...figuram na mesma lista de defeitos essenciais: obras da carne.
Pecado é o que Deus imputa...e, de fato, só Ele sabe o que imputa e a quem imputa.
Nem todos estão aptos para este conceito também... apesar do salmo 32 e de seu aplicativo em Romanos 3 e 4. Uzá não pôde tocar na Arca, nem para ajudar... caiu duro de morto. Morreu de culpa e medo.
Davi dançava diante dela... e também comeu do pão que não era pela lei permitido que se comesse... e nada lhe aconteceu.
O que quero dizer com isto?

Primeiro digo que Deus é o Deus de todos os indivíduos e não há ninguém na terra para cumprir o papel de vice-Deus. Também digo que na camuflagem evangélica só cresce mais doença como perversão.
Como o tema é Tabu...então nem se fala nele e nem se o abre...pois quem o faz vira leproso...filho do inferno, etc...
O que acontece então?
Os piores homossexuais que conheço são os crentes.
São os mais promíscuos e os mais tarados...são os que mais praticam o sexo casual e descomprometido...dissolvendo cada vez mais suas almas e estragando de maneira horrível o seu ser...sua alma!
Acabam se tornando capazes de votar numa “sessão” de “disciplina” pela condenação de um “colega de inclinação” apenas porque o seu próprio caso ainda não ficou conhecido...ou jamais ficará; afinal, há muitos camaleões nas igrejas, tanto nos bancos, quanto também nos púlpitos!

No curso dos anos já encontrei todos os tipos de homossexuais na igreja... inclusive psicólogos que “rápidos no diagnóstico da doença”... até porque os iguais se identificam logo... mas que têm “casos” com alguns de seus próprios clientes...
Alguns psicólogos e psicólogas cristãos fazem assim.
Não peça para eu mencionar nomes... seria um estrago!
Jamais faria isto... não seria ético.
O que creio é que tudo o que se manifesta é luz conforme disse Paulo.
Eu gostaria que todos os homens gostassem de mulher e que todas as mulheres gostassem de homem, conforme a ordem da criação. Infelizmente, nem sempre é assim.





terça-feira, 19 de abril de 2011

Vem aí, a Cidade de Refúgio!


Uma fonte confiável nos revelou que o próximo lançamento de Lanna Holder virá sob a benção de Caio Fabio e outros grandes nomes do meio evangélico e irá impactar muitas vidas.
Previsto para maio, Cidade de Refúgio será um novo marco na vida ministerial de Lanna, mas os detalhes do projeto ainda está em segredo.
Nosso blog ficou sabendo em primeira mão, mais ainda não poderemos revelar. 
AGUARDEM, em BREVE aqui no blog.
Será um novo Livro? Uma nova mensagem em DVD? Ou Lanna se lançará agora como cantora/compositora? 
Mais uma coisa eu posso revelar, vai ser Babado, Confusão e Gritaria.

Famosos Ex Heteros: Wayne Besen


Wayne Besen é um americano, gay e advogado. Ele é um ex- porta-voz da Human Rights Campaign (uma das maiores organizações LGBT dos EUA) e fundador da Truth Wins Out. Wayne Besen, passou oito anos ocupando um cargo de liderança na organização de ex-gays, Exodus International, é um dos mais notáveis exemplos de uma pessoa ex-ex-gay e quando saiu da Exodus se tornou um militante contra tratamentos de reversão.

Fundou a Truth Wins Out, organização que se dedica a combater as mentiras das terapias de reversão.
Besen diz que já entrevistou centenas de antigos e atuais "ex-gays" e fundou a Truth Wins Out (a verdade triunfa) em 07 de junho de 2006 como uma resposta ao crescente número de ministérios e igrejas que acreditam que a homossexualidade é uma condição que é mutável.
A premissa por trás de alguns dos que professam esta crença é de que a homossexualidade é um padrão de comportamento pecaminoso. O objetivo destes é usar o balcão de informações apresentados por ex-ativistas gays e encorajar as pessoas a acreditar que os homossexuais podem mudar. Mais tarde, ele lançou o Respect My Research, para documentar o que ele vê como as distorções da ciência, particularmente pela ong  Focus on the Family.
O site Respect My Research desmente todas as distorções que os movimentos de Terapias de Reversão fazem ao usar pesquisas cientificas para embassar suas idéias.
O site coloca as reais motivações e resuldados de cada pesquisa e abre um espaço para que os cientistas denúnciem o mau uso de suas obras.

Paulk saindo do bar
Em setembro de 2000, Bessen fotografou o ex- presidente da Exodus John Paulk em Washington DC em um bar gay chamado P's. 
Sr. Paulk disse que ele entrou lá apenas para usar o banheiro, mas Besen e outras testemunhas alegam que ele estava bebendo e flertando por mais de 40 minutos. Besen veio a público com a história, e escreveu sobre isso em seu livro Anything But Straight: Unmasking the Scandals and Lies Behind the Ex-Gay Myth ( Desvendando Os Escândalos e Mentiras Atrás do Mito Ex-Gay) . O livro foi indicado a dois Lambda Literary Awards em 2003.

Paulk na Newsweek antes do escandalo

A fotografia de Paulk (e posterior liberação da história) foi fundamental para a eliminação definitiva da Paulk como Presidente da Exodus International , uma organização importante no "movimento de ex-gay". Como observou o Washington Post em outubro de 2002: John Paulk tinha sido a história de sucesso mais bem sucedida do movimento de cristãos ex-gays, que visa persuadir os homens gays e as lésbicas para aceitar Jesus e renunciar à homossexualidade. Ele apareceu no programa 60 minutos da Oprah e foi capa da Newsweek . 

Wayne Besen é mais conhecido por pisar fora do ambiente acadêmico e da mídia para provar que os ex-gays não são quem eles alegam ser. Besen tem um histórico sem precedentes de expor ministérios ex-gays como uma farsa e tem um "curriculum" de sucesso demonstrado a seguir:
  • Em uma investigação com a "South Florida Gay News", em 2010, ele flagrou Arthur Jonah Goldberg com um artista da Wall Street com que ele cumpriu pena na prisão por roubar milhões de dólares.
  • Fotografou John Paulk (então presidente da Exodus) em um bar gay em 19 de setembro de 2000. Antes de sua queda, Paulk tinha sido capa da Newsweek, 60 Minutes, Good Morning América e Oprah.
  • Ajudou o reverendo Jerry Falwell a descobrir que o líder  da "personal HIV + ex-gay", Michael Johnston, procurava  homens na internet para manter relações sexuais inseguras. Johnston também trabalhou com a American Family Association and Coral Ridge Ministries. Ele foi forçado a demitir-se e entra em uma instalação de viciados em sexo no Kentucky.
  • Ajudou a orquestrar a saída pública do armário do "ex-gay" e garoto de propaganda Wade Richards, que estava trabalhando com a "Right Wing Activist" Peter LaBarbera, "Love In Action "e "Saviors Alliance for Lifting the Truth (SALT)".
  • Revelou que o presidente da Parents and Friends of Ex-Gays and Gays (PFOX), o terapeuta para ex gays Richard Cohen, tinha sido expulso da American Counseling Association.
  •  Palestrou em mais de 100 universidades, igrejas, empresas, grupos e organizações da comunidade sobre este tema, incluindo a Universidade de Vermont, Harvard Law School, Arizona State University, University of Connecticut, e na Universidade da Flórida.  
*Ex Hetero: São homossexuais ou Bissexuais que em algum momento de suas vidas tiveram que se comportar como heteros por causa da religião, mas depois voltaram atrás e reconheceram e se assumiram como realmente são. O termo surgiu de forma irônica para satirizar o termo "ex gay", se existe ex gay, tb existem ex heteros, certo?

domingo, 17 de abril de 2011

Dica Musical: Enquanto o Sol Brilhar, Banda Catedral feat Vinny.

Letra gay da Banda Catedral?


Eu sou suspeito em falar da Banda Catedral porque sou fã desde 1993 quando a banda estava ainda lançando o seu  3° CD e ainda era uma banda Gospel.
Hoje minha dica musical é uma música da banda que me identifico muito, já gostava da música e gostei mais ainda quando a Banda Catedral regravou a versão com a participação especial do cantor Vinny no DVD de 20 anos de carreira.
Não é explícitamente uma letra gay, mas é uma letra romântica e por ter sido cantada por duas vozes masculinas nesta versão, eu me identifiquei bastante.
No clipe da primeira versão da música e que vem como extra no DVD, a banda escolheu contar a história de dois meninos que se conhecem em um acidente de carro e um presta solidariedade ajudando o outro que é dificiente e se encontra desmaiado ao cair de sua cadeira de rodas, no lugar de uma história romantica.

A história começa a ser narrada por uma vóz masculina, digamos um pouco afeminada. No trecho: "e assim terás o meu amor " aparece o menino (o da vóz afeminada no inicio do clipe) que ajuda o menino deficiente enxugando a lágrima do novo amigo, fazendo o amigo que estava desmaiado acordar.
Não sei se essa letra foi feita exatamente para um amor homoafetivo, mas fica a dúvida no ar.
A frase que mais me toca e me identifico por ser uma frase de luta, que se encaixa em amores impossíveis como o de gays que sofrem o abuso moral de igrejas, como nós aqui do blog, é "Por essa estrada onde o medo nunca teve um lugar. Será nossa história enquanto o sol brilhar  " e é a frase que encerra o clipe original.

E o trecho que mais me identifico na versão gravada ao vivo com o Vinny é o que os dois fazem um dueto "muito romantico" (rs):

Kim e Vinny:
Enquanto o sol brilhar
E o dia amanhecer
Eu sei que o meu querer
Será sempre você
Enquanto o sol brilhar
E a gente percorer
Por essa estrada onde o medo nunca teve um lugar
Será nossa história enquanto o sol brilhar

Kim:
Nosso amor vai prosseguir
Todo dia vai recomeçar
Sei que a vida é assim
Não quero lembranças seu (?) (Na letra  Kim canta seu no lugar de suas, não sei se isso quer dizer algo)
Perdi tantas vezes, não tentei
O medo venceu no fim

Vinny:
Mas atiro em suas maos
Distraídas uma flor
A rosa dos sonhos meus
E assim teras o meu amor

Vinnny e kim:
Enquanto o sol brilhar
E o dia amanhecer
Eu sei que o meu querer
Sera sempre você
Enquanto o sol brilhar
E a gente percorrer
Por essa estrada onde o medo nunca teve um lugar
Será nossa história
Enquanto o sol brilhar



sábado, 16 de abril de 2011

Testemunho: Eric Leocardio


Meu nome é Eric Leocadio. Eu sou um sobrevivente das terapias de Tratamentos de Reversão.

Dizer que eu queria ser hetero é um eufemismo. Eu sabia que era gay desde que eu tinha 9 anos de idade. Mesmo nesta idade, eu sabia como isso era socialmente inaceitável para mim como para outros meninos da minha idade. Nunca foi algo que eu tivesse que descobrir. Eu simplesmente sabia que eu era gay e que ninguém poderia saber.

No momento em que cheguei ao meu primeiro ano na escola, eu tentei me matar. Eu era um adolescente e a mensagem que recebi durante tantos anos pelos meus amigos, minha família, meus colegas, era que eu não era normal, porque eu era gay. Eu me olhava no espelho e eu odiava aquele cara. Então, eu quis morrer. . .

Eu estava cansado de me sentir rejeitado. Eu estava cansado de me sentir diferente. Eu estava cansado de me sentir sozinho, pois ninguém sabia quem eu era, porque havia uma parte de mim que tinha que ficar em segredo. O armário é um lugar solitário.

Eu tinha 14 anos quando pus em minhas duas mãos uma concha cheia de comprimidos (aspirina, paracetamol, etc) ingeri cada um, com um pouco de água. Então eu adormeci. Três horas depois, acordei em completo arrependimento quando comecei o processo de ter meu corpo involuntariamente vomitando o conteúdo do meu estômago. Vomitei por vários minutos, divinamente cronometrados, desde as 07:00 da manhã até as 5:00 da tarde de hora em hora em ponto. Estas sessões foram cansativas com o que eu chamo de meu “porcelain punisher”. Vivi 10 horas do inferno da "bile-failled". Depois de passar por isso, eu queria morrer!

Eu não contei a ninguém em casa o que eu tinha feito. Ninguém teria me levado para o hospital. Assim, Deus, antes que eu o conhecesse, lavou meu estômago para mim. Percebi, então, que ele não tinha se revelado a mim ainda.

Eu sobrevivi, na dor, o meu próprio suicídio.

Eu finalmente me tornei um cristão quando eu tinha 16 anos de idade. Eu cresci na fé e no conhecimento de Deus e eu abracei a família e a cultura da Igreja que eu queria desesperadamente ser parte e ser aceito por ela. Esta foi uma cultura que valorizava a heterossexualidade como principal e superior. Se revelar como qualquer coisa que não fosse hetero, teria sido suicídio social. E eu fazia parte dessa cultura. Por mais de 12 anos, eu acreditei, ensinei e defendi que era um pecado ser gay. Minhas únicas saídas de expressar a minha sexualidade eram limitadas às coisas feitas em sigilo. Isso ainda fraturou minha auto estima, eu mantinha uma vida dualista, uma vivida à luz pública e outra na escuridão privada.

Eu tinha pedido a Deus para me mudar. Eu tinha suplicado a Deus que me perdoasse. Eu seria o primeiro a admitir que eu cometi alguns erros. Tenho feito coisas que eu lamento. Mas você não pode desenvolver uma sexualidade saudável nos lugares secretos. Eu explorei a minha sexualidade de forma saudável, sem a participação da minha comunidade espiritual, porque falar sobre isso significaria revelar o segredo que eu era gay. E a Igreja não é tão boa em falar sobre seus próprios segredos e tabus.

Eu decidi que precisava de ajuda, foi então que participei do programa de tratamento para reversão sexual da Desert Stream Ministries. Por cerca de dois anos entre 2002 e 2004, fiz parte de seus grupos de apoio informal chamado Cross Current. Em 2004, eu completei o programa de seis meses, chamado Living Waters concebido para ajudar pessoas com o seu "quebrantamento sexual e relacional". Na época, eu acreditava junto com eles que a homossexualidade era uma forma de angústia. Eu pensei que estava quebrado. Eles me disseram que adotar um sistema de valores heterossexuais era necessário para a minha recuperação e integridade.

Depois de gastar centenas de dólares e incontáveis ​​horas no programa de reversão, eu me formei, ainda acreditando que ser gay era um pecado e que ser hetero era o ideal. Ao contrário de tantos outros que sobreviveram a experiências traumáticas de programas como estes, eu fui um dos sortudos que não sai do programa aterrorizado. Talvez, porque eu comprei a noção de que eu poderia ter de viver como gay pelo resto da minha vida, mas que não eram ferramentas que eu poderia implementar para suprimir a minha homossexualidade, então eu pude me apresentar como externamente hetero, como ex -gay.

Ao longo dos anos, eu costumava participar e liderar grupos de oração, por vezes, contra a comunidade gay. Mas enquanto eu pedia essas coisas a Deus, ao mesmo tempo, ele me respondeu de volta por um período de meses me pedindo duas coisas: Por que você está orando contra um povo que não conhece exatamente? Por que você está orando contra eles quando você é um deles?

Deus me levou a perceber que eu realmente não sabia quem eram as pessoas gays, porque fora da minha própria vergonha eu evitava. Ele também desafiou a minha hipocrisia. Eu percebi que eu não poderia reconhecer minhas próprias crenças de que estava errado em ser gay. Eu acreditava nessas coisas porque é a única coisa que me ensinaram. Assim, em 2005, eu comecei a minha jornada pessoal de permitir que os meus dois mundos se colidissem e se fundissem, para introduzir o que chamo de "zona quente" - o lugar da conversa, onde a questão da fé e da sexualidade e Deus não são mais o um tabu.

Eu investi muitas horas de oração, mas desta vez não foi para Deus me transformar em hetero, mas foi para que Deus me mostrasse seu coração para as pessoas homossexuais. Passei um tempo estudando as escrituras, as passagens que falam sobre a homossexualidade e comecei a olhar para a Bíblia de outra forma, como um todo e em contexto com esta nova lente. Comecei a conhecer pessoas gays ausente de qualquer agenda de conversão. Eu não estava indo para converter ninguém a ser hetero ou cristão. Minha intenção era apenas de conhecer pessoas e construir um relacionamento verdadeiro. O que eu encontrei, meu paradigma mudou.

Eu descobri que Deus estava presente na comunidade gay. Eu tinha assumido o erro que eles estavam cheios de trevas, mas descobri que Deus estava entre eles. Eu conheci pessoas amáveis, ​​gays que amavam a Deus e queriam aprender mais sobre ele. Conheci cristãos gays com uma fé genuína. Eu conheci gays que realmente tinham conversas espirituais em cafés, livrarias, discotecas, bares e em restaurantes. Conheci pessoas homossexuais que firmaram um estilo de vida de compromisso e da monogamia e de fé.

Ser uma testemunha, a estas coisas abriu uma lata de minhocas para mim. Eu vi Deus no meio do povo que a Igreja interpreta como impuros. Ótimo! E agora? O que isso significa para todos os meus que já declararam suposições equivocadas a respeito de gays e seu lugar na Igreja? Eu estava errado. Eu tive que mudar meu paradigma baseado no que Deus estava revelando para mim. Sei como é difícil para as pessoas (como eu) que tinham sido tão confiante sobre tais suposições sobre os gays. Exige humildade. A verdade é que desde que Deus está presente, operante, comovente e tocante, há uma luz dentro da comunidade gay e descobri que era realmente possível viver uma vida de fé genuína em Deus dentro do contexto de ser uma pessoa gay. Então eu precisava conciliar a minha fé e minha sexualidade.

Reconheço que sou um cristão gay.

Eu contei minha jornada no meu blog, isso serviu como uma saída para eu processar meus pensamentos. Recebi respostas incríveis, incluindo inúmeros emails de pessoas ao redor do mundo que se identificavam com o que eu estava contando. Como eu contei minha história e como descobri o outro, de repente, eu não estáva mais sozinho. Havia mais alguém em algum lugar lá fora, que compreendeu. Nos últimos dois anos, tenho recebido um público global, com mais de 61.000 acessos ao blog. Começou então a se desenvolver uma espécie de comunidade que como eu tem sido cada vez mais disposta a se sensibilizar com a minha história.

Tenho visto que perceberam que os programas de reversão sexual e a minha Igreja apresentam uma mensagem mista para pessoas como eu. Dizem-nos que Deus nos ama incondicionalmente, mas que a Igreja irá condicionalmente nos aceitar, contanto que conformado com a sua interpretação de "totalidade". É esta mensagem mista que deixa as pessoas com uma difícil escolha: renunciar à sua sexualidade ou a renunciar à sua fé.

Estas são as vítimas dos programas de reversão sexual.

A verdade é que somos parte da Igreja de Deus. Independentemente de estarem ou não na Igreja que nos aceita como parte dela mesma, Deus nos aceitou pela fé em Cristo.

Não há problema em voltar.

Como um sobrevivente dos tratamentos de reversão, eu sei como é estar em um clima espiritual hostil à minha sexualidade. Eu sobrevivi ao suicídio. Eu sobrevivi minhas próprias tentativas de manipular a minha identidade. Agora eu encontrei a paz e a cura através da autenticidade.

Eu posso não ser perfeito, mas estou inteiro.

Fiz decisões difíceis em minha vida. Eu fiz coisas que eu lamento. No entanto, minha personagem não é definido pelos erros que eu fiz, mas sim pelas lições que eu aprendi.

Há uma diferença entre ser gay e expressar a sexualidade da pessoa em maneiras pouco saudáveis. Tanto as pessoas homossexuais e heterossexuais são totalmente capazes de tomar decisões pobres. A questão não é sobre quem devemos amar, mas é sobre como devemos amar.

Como uma comunidade de pessoas que valorizam a Deus, a fé, e uns aos outros, sejam gays ou não, vamos explorar o que parece a amar melhor.

Traduzido da versão original no Blog do Eric Leocardio:
http://twoworldcollision.blogspot.com/2007/07/my-ex-gay-survivor-story.html

Se você domina o Inglês vale a pena ouvir os testeminhos do Eric:







sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mitos Religiosos sobre a Sexualidade: Maldição de Noé e a Origem da Homossexualidade.


No final do mês passado as declarações no twitter do Pastor Marco Feliciano sobre a maldição de Noé a Canaã, o que teria gerado a homossexualidade e as mazelas do povo africano, ganhou notoriedade na mídia e gerou muita polêmica e discusão.
A sina terrível que pesaria sobre os afrodescendentes nasceria do primeiro ato de “homossexualidade da história”, praticado por um filho de Noé. Para o deputado federal, pastor e empresário, tais sandices não seriam racismo ou homofobia, mas teologia pura. Suas afirmações desvairadas constituem apoio às declarações do deputado Jair Bolsonaro, que motivaram repúdio nacional.
O texto usado por Feliciano para embassar seus desvaneios foi o de Genesis 9:20-25

"E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha.
E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.
E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai, 
e fê-lo saber a ambos seus irmãos no lado de fora.
Então tomaram Sem e Jafé uma capa, 
e puseram-na sobre ambos os seus ombros, 
e indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos estavam virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai.
E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera.
E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.
E disse: Bendito seja o SENHOR Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.
Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo."

Clique na imagem para ampliar

Há muita incoerência nesse texto biblico, primeiro que não fica claro o que realmente aconteceu na tenda quando Noé estava bebado, se somente Cão o viu, se viu e riu da nudez e provavelmente do estado patético de bebedeira de seu pai ou se abusou sexualmente dele, já que alguns estudiosos dizem que a palavra "riu" pode ter uma conotação sexual no idioma original biblico. 
No entanto não é em todas as versões que aparece a palavra riu. Independente do que tenha acontecido nada justificaria Noé punir o neto Cannaã, já que Cão estava vivo e poderia puni-lo diretamente.

Independente das interpretações teológicas que são feitas a respeito desse texto é completamente equivocado falar que este teria sido o primeiro ato homossexual da história e que apartir deste "pecado" teria se originado o povo africano. Primeiro que a biblia tem no máximo uns 5000 anos e portanto os personagens a qual ela descreve devem ter mais ou menos essa idade. Pela lógica do Pastor Marco Feliciano o povo africano teria se originado da descendência de Canaã e portanto teria aproximadamente essa idade também.
No entanto evidências de DNA mitocondrial indicam que o homem moderno teve origem na África oriental há cerca de 200 000 anos atrás. Portanto a descendência de Canaã não deve representar nem 10% dos ancestrais dos atuais africanos e pela lógica do pastor, então apenas uma pequena parte dos africanos deveria ter sofrido tal maldição.
Indivíduo do sexo masculino enterrado  como mulher.
Semana passada cientistas tchecos escavaram o que acreditam ser o esqueleto de um homem homossexual ou transexual que viveu entre 4.500 e 5.000 anos atrás. A equipe de pesquisadores da Sociedade Arqueológica Tcheca constatou que os restos retirados de um sítio arqueológico neolítico em Praga indicam que o indivíduo, de sexo masculino, foi enterrado segundo ritos normalmente destinados às mulheres. 
Seria este os esqueletos de Cão??? (risos) Provavelmente não, mas este esqueleto da mesma época de Cão mostra que provavelmente ele não era o único e nem foi o primeiro individuo da espécie humana que já naquela época era homossexual.
Para concluir deixo nossa homenagem ao Pastor metrossexual e doutor em divindade Marco Feliciano:



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dica de Leitura: Em Busca de Mim Mesmo, Sergio Viula.


Sergio Viula, teólogo, filósofo e meu amigo pessoal lançou seu livro "Em Busca de Mim Mesmo" no inicio do ano. Ainda estou terminando de ler o livro, mas fiquei ancioso por postar e indica-los a vocês.
"Em Busca de Mim Mesmo" é mais do que uma simples biografia é uma obra que passa por todas as falácias do movimento fundamentalista de Reversão Sexual, desmístificando uma teoria que só existe no papel.
Sergio nos mostra como na prática as coisas são bem diferentes, passando por pontos fundamentais da teologia anti homossexualismo (sic) da igreja evangélica e contando sua emocionante e corajosa tragetória até aqui.

É um livro que não apenas indico mais digo que todo gay gospel que ainda está sob esse julgo DEVE ler.

Sergio Viula estudou teologia, foi pastor batista, missionário e professor de seminário. Nesta fase, casou, é pai de dois filhos e fundou o Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) junto com João Santolin. Trabalhando no MOSES, aos poucos foi percebendo o quão falaciosa é a tentativa de ser o que não é e, então, rompeu com tudo. Separou da esposa, saiu da igreja, deixou de ser pastor e assumiu sua homossexualidade. Hoje é casado com o Emanuel, é professor de inglês e ministra palestra sobre filosofia, ateísmo e homossexualidade por todo Brasil, mantêm o blog Fora do Armário onde você pode adquirir o livro "Em Busca de Mim Mesmo". Já postei uma entrevista do Sergio aqui no blog e é de sua autoria a página Passos Para Cura no topo do blog.

PARA ADQUIRIR O LIVRO EM BUSCA DE MIM MESMO.

Deposite 29 reais numa das contas abaixo e envie seu nome, endereço (com CEP) e os dados do depósito por e-mail para sviula@hotmail.com . Seu livro será remetido imediatamente, qualquer lugar do Brasil.

Banco Itaú
Sergio R. Viula
Agência: 0271
Conta Corrente: 73868-4

Banco do Brasil
Sergio R. viula
Agência: 0497-9
Poupança: 21.548-1
Variação da Poupança: 1 (se for preciso)

Caixa Econômica (incluindo as Lotéricas)
Agência: 1094
Op: 013 (se for preciso)
Poupança: 140.220-7

Quer saber a opinião de quem já leu? Cique AQUI. 

VC TB PODE COMPRAR o LIVRO NA TIJUCA

Agora, você pode comprar o livro "Em Busca de Mim Mesmo" com o Emanuel no stand "Você by Manu", que é o de número 102 no Shopping Uruguai. Os produtos do stand são principalmente cosméticos, maquiagem e perfume. 
O valor do livro você já sabe: R$ 29,00. 

Novidade: Você pode usar cartões Visa, Master, Diners e American Express. Aproveite!
O Shopping Uruguai fica na Rua Uruguai, 329 - Tijuca - RJ (Galeria Sendas, agora Hipermercado Assaí). 
Dica: Depois de entrar no Hipermercado Assaí, procure a agência do banco Itaú. Os stands ficam logo ao lado do banco.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Famosos Ex Heteros: Ray Boltz.



Ray Boltz (nascido em 1953 na cidade de Muncie, Indiana, Estados Unidos) é um cantor e compositor que veio primeiramente se destacar na música cristã contemporânea. Muitas de suas canções contam histórias de  e inspiração. Ele foi criado por seus pais William e Ruth Boltz, e foi casado com sua esposa Carol Boltz por mais de 30 anos antes de sair do armário e se assumir gay em 2008, eles têm quatro filhos.
Boltz era praticamente desconhecido quando escreveu "Thank You", que ganhou prêmio de Canção do Ano no GMA Dove Awards 1990.  A canção "I Pledge Allegiance to the Lamb" também ganhou um prêmio Dove como canção Inspirção do Ano no 25° GMA Dove Awards, em 1994. Após o lançamento da canção Potter's Field, em 2002, e sua última turnê em 2004, Boltz aposentou-se da indústria da música e se mudou para Fort Lauderdale, na Flórida.
Em Setembro de 2008 em entrevista  ao Washington Blade, Boltz saiu do armário anunciou que era gay, mas que mantinha o celibato naquele momento. Desde entãoBoltz já se apresentou em várias Igrejas da Comunitária Metropolitana, uma igreja que aceita gays dentro das na denominações cristãsEm 2010, ele lançou o álbum True.
Na entrevista à revista gay The Washington Blade, Boltz disse que falou para a sua família e alguns amigos íntimos, em dezembro de 2004, mas só em 2008 decidiu ir a público com a notícia.

"Eu nunca neguei que eu era uma criança", Boltz, 55, disse à revista. "Eu me tornei um cristão, eu pensei que era a maneira mais fácil de lidar com isso e eu orei muito e ainda tentei por 30 e poucos anos me libertar mas eu ainda sou gay. Eu sei que eu sou. E eu só  fui até o ponto onde eu não agüentava mais. Quando eu estava passando por toda essa escuridão, eu pensei, apenas no fim disto".  
Boltz também disse ao The Blade que não queria entrar em debates sobre as escrituras e não tinha planos de ir a uma Primeira Igreja Batista ou a uma igreja da Assembléia de Deus e correr lá e dizer, "Eu sou gay e vocês precisam me amar de qualquer forma".  

Para ele, a decisão de sair do armário é muito mais pessoal. "Isto é o que vem realmente a tona", diz ele. "Se esta é a maneira que Deus me fez, então este é o jeito que eu vou viver. Não é por Deus ter me feito assim que ele vai me mandar para o inferno se eu sou quem ele me criou para ser. Eu realmente me sinto mais perto de Deus agora porque eu já não me odeio."
Boltz tinha aludido a questão em seu site oficial, dizendo que "se as pessoas soubessem quem eu era, eu nunca seria aceito."




*Ex Hetero: São homossexuais ou Bissexuais que em algum momento de suas vidas tiveram que se comportar como heteros por causa da religião, mas depois voltaram atrás e reconheceram e se assumiram como realmente são. O termo surgiu de forma irônica para satirizar o termo "ex gay", se existe ex gay, tb existem ex heteros, certo?

domingo, 3 de abril de 2011

Diva Gospel do Mês: Aline Barros



Esse mês nossa diva gospel do mês é a cantora Aline Barros, a cantora gospel mais conhecida do meio secular é também uma das mais admiradas pelos GGs, tanto que já foi até homenageada pelo transsexual Gyselle Almodóvar com um cover da música "Apaixonado" no you tube.



No inicio de sua carreira, Aline Barros também já fez homenagens, e uma polêmica homenagem diga-se de passagem, a uma outra diva, à Rainha dos Baixinhos e apresentadora Xuxa Meneghel. A quem Aline chamou de "Minha Rainha" e teve que enfrentar críticas dos evangélicos mais conservadores da época que diziam que a letra da música era idólatra.
Aline sempre teve seu nome envolvido em polêmicas por ser a única cantora evangélica que estava sempre na mídia secular. Talves por causa dessas e de outras polêmicas, Aline Barros não tem se pronunciado nos últimos anos quanto a temas muito delicados como aborto ou homossexualidade, mesmo sendo agora também, pastora.



Polêmicas a parte hoje nosso blog homenageia nossa grande diva do Mês Aline Barros...

Aline Kistenmacker Barros dos Santos (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1976), conhecida como Aline Barros, é uma cantora de música gospel, compositora, apresentadora e empresária brasileira, ganhadora de 11 Troféus Talento, 3 Grammys Latinos, 1 Dove Awards e 1 Brazilian International Press Award. Também é pastora evangélica pela igreja Comunidade Evangélica Internacional Zona Sul, no Bairro Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Aline Barros é um nome de referência e expressão no segmento gospel. A cantora foi a primeira evangélica no Brasil a conquistar o Grammy Latino em 2004, tendo já sido indicada por quatro vezes consecutivas também foi vencedora em 2006 e 2007. Aos 34 anos, Aline possui 20 anos de carreira com 23 álbuns gravados, incluindo quatro em espanhol, quatro em português para o público infantil e um em espanhol, sete de carreira e algumas coletâneas além de onze DVDs. Mesclando Pop, Rock e Louvor & Adoração, a cantora atrai crianças, jovens e adultos com ritmos modernos e mensagens cristãs contextualizadas.
Seu ministério como levita tem-se caracterizado pelo pioneirismo na mídia secular. Aline já foi convidada a participar, de importantes programas de televisão de (os programas de Carla Perez, Eliana, Faustão, Gilberto Barros, Hebe Camargo, Luciana Gimenez), Netinho de Paula, Raul Gil, Xuxa, Sem Censura, Ritmo Brasil, Manhã Maior, Show da Virada, entre outros), além de entrevistas em conceituados jornais, importantes revistas e também primeira cantora gospel a participar do evento "Criança Esperança", da Rede Globo e Teleton do SBT. Seu ministério tem se estendido por toda América Central e do Norte, com premiações e homenagens. Aline foi também a primeira cantora gospel a ter uma musica em uma novela. A musica recomeçar do CD O poder do teu Amor foi escolhida como tema da novela do horário nobre Duas Caras da Rede Globo. Hoje ela é considerada pela grande midía uma das maiores cantoras brasileiras, com cerca de 6 milhões de discos vendidos.
Em 2010 lançou um livro autobiografico intitulado Fé e Paixão e o DVD o Aline Barros Na Estrada que trás shows de sua ultima turnê e em 2011 Aline se prepara para lançar mais um CD de músicas inéditas de adulto em parceria com Ricardo Feghali do grupo Roupa Nova após 3 anos divulgando o premiado CD Caminho de Milagres Ao Vivo chamado Extraordinário Amor de Deus. Os projetos futuros de Aline Barros são o novo álbum infantil Aline Barros & Cia vol. 3, o novo CD em espanhol e um DVD, homônimo a seu último álbum.

Para terminar, vou deixar uma versão gay para "Soube Que Me Amava", lindo!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Itunes bloqueia aplicativo da Exodus que prometia curar gays.


A Apple retirou nesta quarta-feira (23) um aplicativo para iPhone que prometia "curar os gays" de sua loja online. Segundo o site Mashable.com, as ONGs Change.org e Truth Wins Out pediram para que a Apple retirasse o aplicativo enviando-lhe uma petição com 146.000 assinaturas.
A empresa que criou o aplicativo, a Exodus International definia o produto como "um app que oferece suporte para indivíduos que querem se recuperar da homossexualidade", por meio de conversas terapêuticas. Antes de ser retirado, o app havia sido classificado pela Apple com a nota de + 4, o que significa que "não contém material repreensível". O app era oferecido em um link no iTunes.
"A Apple fez uma decisão sábia e responsável ao retirar um aplicativo ofensivo, que demonizava os gays e lésbicas". Esta não foi a primeira vez que a Apple bloqueou um aplicativo ofensivo à comunidade homossexual. No passado, eles retiraram um app Anti-gay, após receberem uma petição com sete mil assinaturas. A retirada do aplicativo teve repercussão na mídia internacional, com matérias no The Guardian, Washington Post, Baltimore Sun e Fox News, destacou o site da ONG Change.org. Fonte
Ainda bem que a apple foi sensata em retirar esse aplicativo do ar e que bom que a militância LGBT americana foi rápida em enviar tamanho abaixo assinado à empresa.
Aqui no Brasil precisamos ser mais atentos e combativos e defender melhor nossos direitos, na aba Denúncie, aqui do blog você tem informações de como fazer denúncias junto a ABGLT e aos Conselhos Regionais de Psicologia caso descubra algum abuso relacionado a terapias sexuais de reversão. 
Lembrando que essas terapia são condenadas pelo CRP e o psicólogo que infringir a resolução 01/99 pode ter o registro cassado. 
Portando se você tiver conhecimento de algum amigo gay que está "se tratando" com algum psicólogo para se tornar hetero. DENUNCIEM!!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Reportagem do Amai-vos: Diversidade sexual e Igreja, um diálogo possível.



Diversidade sexual e Igreja, um diálogo possível. Entrevista especial com Luís Corrêa Lima

Ao analisar a forma como a Igreja aborda temas como a diversidade sexual, o padre jesuíta Luís Corrêa Lima disse, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, que “nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT”. Ele relembra uma carta do Vaticano aos bispos, do ano de 1986, mencionando que “nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna”.
O pesquisador destaca, ainda, uma declaração do Papa Bento XVI, dizendo que “o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”. Segundo ele, o Papa acrescentou "que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo”.
Corrêa Lima frisa que não cabe “encaminhar os gays a terapias de reversão ou a ‘orações de cura’, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado.
O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay”.
E completa: “O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros”.


Formado em Administração, Filosofia e Teologia, Luís Corrêa Lima também é mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio, onde é professor desde 2004, e doutor em História pela Universidade de Brasília – UnB. É autor de Teologia de Mercado – uma visão da economia mundial no tempo em que os economistas eram teólogos (Bauru: EDUSC, 2001).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é a importância de a Igreja abordar temas como a diversidade sexual, nos dias de hoje?
Luís Corrêa Lima – A diversidade sexual é um dado da realidade. No passado, gays, lésbicas e bissexuais viviam no anonimato ou à margem da sociedade. Escondiam-se em uniões heterossexuais e, quando muito, formavam guetos. Hoje, tornam-se visíveis, fazem imensas paradas, junto com travestis e transexuais, exigem respeito e reconhecimento, e reivindicam direitos.
Para a Igreja, a lei de toda a evangelização é pregar a Palavra de Deus de maneira adaptada à realidade dos povos, como lembra o Concílio Vaticano II (Gaudium et Spes, nº 44). Deve haver um intercâmbio vivo e permanente entre a Igreja e as diversas culturas dos diferentes povos. Para viabilizar este intercâmbio – sobretudo hoje, em que tudo muda tão rapidamente, e os modos de pensar variam tanto – ela necessita da ajuda dos que conhecem bem a realidade atual, sejam eles crentes ou não. O laicato, a hierarquia e os teólogos, prossegue o Concílio, precisam saber ouvir e interpretar as várias linguagens ou sinais do nosso tempo, para avaliá-las adequadamente à luz da Palavra de Deus, de modo que a Revelação divina seja melhor compreendida e apresentada de um modo conveniente.
A correta evangelização, portanto, é uma estrada de duas mãos, do intercâmbio entre a Igreja e as culturas contemporâneas. Nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT.

IHU On-Line – Que elementos de discussão a diversidade sexual propõe para setores da sociedade como a família, a igreja e a escola? Quais são os desafios no que se refere à cidadania?
Luís Corrêa Lima – Por muitos séculos, o homoerotismo foi visto no Ocidente como um pecado nefando (que não deve nem ser nomeado) e como um crime gravíssimo que atrai o castigo divino para a sociedade. Igreja e Estado estiveram unidos. Tribunais eclesiásticos julgavam os acusados de “sodomia”, e os culpados eram entregues ao poder civil para serem punidos. Em casos extremos, a punição chegava à pena de morte.
O homoerotismo foi descriminalizado, e a condição homossexual foi despatologizada. Desde o final do século XX, esta condição não é mais considerada doença. Atualmente o Conselho Federal de Psicologia proíbe as terapias de reversão. Ou seja, algumas pessoas são homossexuais e o serão por toda vida. Elas estão em toda parte. Quem não é gay, tem parentes próximos ou distantes que são, bem como vizinhos ou colegas de trabalho que também são, manifesta ou veladamente. Eles compõem a sociedade, visibilizam-se cada vez mais e não aceitam mais serem tratados como doentes ou criaturas abomináveis. Querem ser cidadãos plenos, com os mesmos direitos e deveres dos demais.

IHU On-Line – O que a fé cristã, na sua opinião, tem a dizer sobre a diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – O mais importante é algo que foi dito numa carta do Vaticano aos bispos, em 1986: nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna. E acrescenta que toda violência física ou verbal contra é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. A oposição doutrinária que possa haver às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano. Deus criou a todos. O Cristo veio para todos e oferece o seu jugo leve e o seu fardo suave. Cabe a nós, com fidelidade criativa, conhecermos e darmos a conhecer estes dons divinos.

IHU On-Line – Como a Igreja, a partir da fé e das ciências, pode dialogar com a diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – Certa vez o Papa Bento XVI afirmou que o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva. E acrescentou que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo. O historiador Jean Delumeau fala de uma “pastoral do medo”, que com veemência culpabiliza e a ameaça de condenação para obter a conversão. Isto não se deu somente no passado distante. Também no presente, alguns interpretam a doutrina da maneira mais restritiva e condenatória possíveis, com obsessão pelo pecado, sobretudo ligado a sexo.
Sem a obsessão pelo pecado, o caminho do diálogo se abre. É preciso também respeitar a autonomia das ciências e da sociedade, como determina o Concílio. Não cabe hoje encaminhar os gays a terapias de reversão ou a “orações de cura”, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado. O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay.

IHU On-Line – A Igreja, no Brasil, tem, por meio de publicações, cursos, seminários, proposto o diálogo sobre a diversidade sexual. O que isso significa? Há aí um interesse legítimo dos diversos membros da Igreja, ou esta é uma necessidade da Igreja de se inserir em um novo contexto contemporâneo, em que gays e lésbicas ganham mais espaço? Como interpreta a posição da Igreja nesse contexto?
Luís Corrêa Lima – Constata-se que há no Brasil várias publicações, e de qualidade, sobre diversidade sexual feitas por religiosos ou por editoras católicas. Também há cursos e mesas redondas. Pode-se notar que o interesse é crescente, afinal o contexto da sociedade é inevitável. Em vários ambientes católicos, sejam paróquias, escolas ou centros de pastoral, pode-se tratar do assunto com liberdade. De um modo geral, as eventuais resistências não são barreiras intransponíveis.

IHU On-Line – Os homossexuais já conquistaram o direito de manterem uma união estável no Brasil. Como avalia a luta pela cidadania religiosa no Brasil?
Luís Corrêa Lima – Na verdade, há decisões judiciais que favorecem os conviventes homoafetivos, bem como normas de instituições públicas e privadas no mesmo sentido. Casais homossexuais podem obter em cartório um documento declaratório de convivência homoafetiva. Recentemente o Imposto de Renda e os planos de saúde contemplam estes casais com os mesmos direitos dos casais heterossexuais em união estável. Sobre a cidadania religiosa, nos ambientes religiosos católicos, de um modo geral, muitos gays estão presentes mas não manifestam a sua condição para evitar discriminação. É algo semelhante à escola e ao mundo do trabalho.

IHU On-Line – O que podemos entender por diversidade sexual? Quais os principais desafios da diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – A visibilização dos homossexuais, e a sua organização como movimento social, já usou diversas siglas: Gay (termo anterior a homossexual, que evoca alegria e autoestima), MHB (Movimento Homossexual Brasileiro), HSH (Homens que fazem sexo com homens – sigla ainda utilizada em saúde pública), GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes – sigla adotada pelo mercado) e LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a mais recente. Há tendências de se acrescentar o ‘I’, de intersexual, para os hermafroditas. O termo diversidade sexual é uma maneira de englobar esta crescente pluralidade, embora com imprecisão.
O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros.

IHU On-Line – Como o senhor avalia o posicionamento da Igreja em relação à diversidade sexual na sociedade contemporânea?
Luís Corrêa Lima – A Igreja, antes de tudo, está alicerçada na milenar tradição judaico-cristã, ao mesmo tempo em que está presente em diversas partes do mundo, interagindo com a cultura ocidental moderna e com culturas não ocidentais. No judaísmo antigo, acreditava-se que o homem e a mulher foram criados um para o outro, para se unirem e procriarem. O homoerotismo era considerado uma abominação. Israel devia se distinguir das outras nações de várias maneiras, inclusive pela proibição do homoerotismo. A Igreja herdou esta visão antropológica com sua interdição.
Alguns conteúdos doutrinais mudam ao longo dos séculos, como é o caso da legitimidade da escravidão e da proibição do empréstimo a juros. Isto mostra que eles não comprometem o núcleo da fé. Outros conteúdos também podem mudar, mas não há como prever. De qualquer maneira, a consciência individual tem um peso decisivo em questões complexas como esta. Este papel não deve ser omitido ou subestimado. O Concílio reconheceu o direito de a pessoa agir segundo a norma reta da sua consciência, e o dever de não agir contra ela. Nela está o “sacrário da pessoa”, onde Deus está presente e se manifesta. A fidelidade à consciência une os cristãos e os outros homens no dever de buscar a verdade, e de nela resolver os problemas morais que surgem na vida individual e social (Gaudium et Spes, nº 16). Nenhuma palavra externa substitui o juízo e a reflexão da própria consciência.

IHU On-Line – Entre os evangélicos também há discordância em relação à homossexualidade. Entretanto, qual sua opinião sobre a Igreja Cristã Contemporânea, coordenada pelo casal de pastores homossexuais Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone?
Luís Corrêa Lima – Entre os evangélicos, a oposição à homossexualidade em geral é mais intensa, com práticas frequentes de exorcismo para expulsar o demônio que supostamente toma conta da pessoa. Os que continuam a cometer atos homossexuais são muitas vezes expulsos de suas igrejas, ou sofrem um assédio moral devastador que os faz sair. Como o mundo protestante é fragmentado em diversas denominações, gays evangélicos fundaram igrejas inclusivas para acolherem crentes repelidos por suas igrejas de origem.
As igrejas inclusivas nasceram nos Estados Unidos, na ampla constelação do movimento gay. A Igreja Cristã Contemporânea é um rebento brasileiro com notável difusão no Rio de Janeiro. Os pastores Fábio e Marcos protagonizaram o primeiro casamento público entre dois pastores gays, com grande repercussão na mídia, muita simpatia da militância LGBT e forte execração dos evangélicos tradicionais.

IHU On-Line – Quais são, no seu entendimento, as razões que dificultam o consentimento das religiões aos homossexuais?
Luís Corrêa Lima – As grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo – enraízam-se em tradições milenares consignadas em textos sagrados antigos, situados em horizontes socioculturais bem diferentes do nosso. Estas religiões se vincularam a uma suposta heterossexualidade universal, expressa no imperativo “crescei-vos e multiplicai-vos’” do livro de Gênesis. Por outro lado, há religiões de matrizes africanas que aceitam os gays. Na verdade, a heterossexualidade não é universal, nem na espécie humana, nem entre os animais. No mundo animal, já se conhecem atualmente mais de 450 espécies com indivíduos homossexuais.
Certa vez um rabino disse que a tradição não é um bastão de uma corrida de revezamento. O bastão é sempre mesmo, passando de mão em mão. A imagem correta da tradição é uma casa em que vivem sucessivas gerações. Cada uma delas pode dar o seu toque peculiar e até fazer reformas internas. Mas a casa é sempre reconhecível por quem passa na rua. Assim é a tradição: um legado vivo, constantemente enriquecido para ser fiel a si mesmo. O teólogo Yvez Congar afirmou que a única maneira de se dizer a mesma em um contexto que mudou, é dizê-la de modo diferente. A mensagem cristã precisa se reinventar sempre se quiser ser Boa Nova.

IHU On-Line – As uniões homoafetivas representam uma ameaça à tradição?
Luís Corrêa Lima – Não, pelo contrário. A união entre o homem e a mulher conserva seu valor e função social, e permanece como sinal bíblico do amor entre o Senhor e o seu povo eleito, e do amor entre Cristo e a Igreja. As uniões homoafetivas não ameaçam as uniões heterossexuais, pois estes não são gays enrustidos prestes a debandarem diante da possibilidade de união homossexual. E nem os gays têm obrigação de se “curarem” e de se casarem com pessoas de outro sexo. Até porque, para o direito eclesiástico, este casamento é nulo. Uniões gays e uniões heterossexuais são de naturezas distintas e não concorrem entre si.
Um documento do Vaticano de 2003, sobre o reconhecimento civil da união entre pessoas do mesmo sexo, fez severa oposição à equiparação ou equivalência desta forma de união àquela entre homem e mulher. No entanto, ele afirma que, mesmo assim, podem-se reconhecer direitos decorrentes da convivência homossexual. Este é um passo muito importante. Se não houver nenhum reconhecimento social ou proteção legal às uniões gays, o preconceito homofóbico difuso na sociedade vai pressionar os gays a contraírem uniões heterossexuais. O que já acontece há séculos continuará acontecendo. É lastimável, pois isto traz enorme sofrimento a muitas pessoas.

IHU On-Line – O que deve fazer parte de uma reflexão moral sobre o amor homossexual?
Luís Corrêa Lima – Antes de tudo, a vocação fundamental do ser humano é amar e ser amado. O amor é a plenitude da lei e da vida em Cristo. E o próprio Cristo ensina que a lei foi feita para o homem, e não o homem para a lei. Para a reflexão moral, convém escutar a Palavra de Deus e buscar uma teologia que supere a leitura ao pé da letra; e que leve em conta a Tradição, o ensinamento da Igreja, os sinais dos tempos e os saberes seculares.
A moral não deve se limitar ao ideal, mas deve estar atenta ao possível, à situação em que cada um se encontra e aos passos que pode dar. O papa tratou recentemente do uso da camisinha, e afirmou que em algumas circunstâncias ele representa o primeiro passo para uma humanização da sexualidade. É preciso buscar sempre os caminhos de humanização.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Luís Corrêa Lima – Sim. Jesus afirmou que há eunucos de nascença, eunucos feitos pelos homens e eunucos que assim se fizeram pelo Reino dos Céus (Mt 19,12). Esta frase, um tanto estranha, tem um sentido literal e um sentido não literal. No caso de eunucos feitos pelos homens, trata-se de castração. No caso de eunucos pelo Reino dos Céus, trata-se do próprio Jesus e dos que renunciaram ao casamento para se dedicarem inteiramente à obra de Deus. Não há propriamente castração. E quem são os “eunucos de nascença”? Para os primeiros leitores do Evangelho, talvez fossem pessoas com um defeito físico que impossibilita o casamento. Mas para nós, hoje, é indispensável considerar aqueles que por natureza, em razão de sua libido, não se destinam ao casamento tradicional. São os gays. Eles têm seu lugar no plano divino. E também devem tê-lo na sociedade e na Igreja.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rede Globo vai abordar tema Ex Gay na minisérie Macho Man.


A história de "Macho Man", seriado da Globo com estreia prevista para abril, tem o diretor e ator Jorge Fernando no papel do cabeleireiro homossexual Nelson, mais conhecido como Zuzu, e que após sofrer um acidente passa a se interessar por mulheres. 
"Procuramos sair de tudo o que já havia sido explorado. Se fala de homem que vira gay, rico que vira pobre, homem que vira mulher, mulher que vira homem, mas ainda não havia se falado de um gay que vira hétero. Um seriado vive de grandes personagens e as pessoas se identificam. Todos nós já fomos ex-alguma coisa pelo menos uma vez na vida", explica o escritor Alexandre Machado, que assina o seriado ao lado da mulher e também escritora, Fernada Young. "Fazer as pessoas refletirem sobre determinado assunto através do riso, para nós é muito interessante. E eu tenho como ideologia fazer para a sociedade coisas que passem uma ideia bacana, que colaborem para termos um mundo melhor", avalia Fernanda, após ser questionada sobre os motivos que a levaram escrever sobre um ex-gay. Fonte


Muita gente comemora quando a globo coloca algum personagem gay em suas tramas, eu sempre fico com o pé atrás. Geralmente a globo só contribui para reforçar os equívocos que nossos pais têm a respeito da homossexualidade ou reforçar estereótipos. O maior desses equívocos é a possibilidade de um gay, de uma hora para outra se tornar hetero. Como se de fato a sexualidade fosse uma opção.
Isso já aconteceu em diversas tramas da emissora, gays que começaram gays mas que pela rejeição do público acabam se apaixonando por garotas no decorrer da história, como o Cássio, de "Caras & Bocas" e o Orlandinho de "A Favorita" e até com Serginho e Fernanda do BBB10 (risos).
Dessa vez a globo resolveu contar a história de um ex gay. Pelo menos o personagem "vira hetero" depois de sofrer um acidente e perder a memória, ainda bem que não será através de alguma terapia de reversão, ufa! Mas ainda assim esse tipo de história reforça no imaginário hetero que somos gays por safadeza, porque queremos ser e que podemos de uma hora pra outra virarmos heteros.
Espero que em "Macho Man" o personagem de Jorge Fernando mostre ao Brasil que de fato EX GAY não existe, é esperar para ver o desenrolar da história e ver o que virá por ai. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...