quinta-feira, 24 de março de 2011

Itunes bloqueia aplicativo da Exodus que prometia curar gays.


A Apple retirou nesta quarta-feira (23) um aplicativo para iPhone que prometia "curar os gays" de sua loja online. Segundo o site Mashable.com, as ONGs Change.org e Truth Wins Out pediram para que a Apple retirasse o aplicativo enviando-lhe uma petição com 146.000 assinaturas.
A empresa que criou o aplicativo, a Exodus International definia o produto como "um app que oferece suporte para indivíduos que querem se recuperar da homossexualidade", por meio de conversas terapêuticas. Antes de ser retirado, o app havia sido classificado pela Apple com a nota de + 4, o que significa que "não contém material repreensível". O app era oferecido em um link no iTunes.
"A Apple fez uma decisão sábia e responsável ao retirar um aplicativo ofensivo, que demonizava os gays e lésbicas". Esta não foi a primeira vez que a Apple bloqueou um aplicativo ofensivo à comunidade homossexual. No passado, eles retiraram um app Anti-gay, após receberem uma petição com sete mil assinaturas. A retirada do aplicativo teve repercussão na mídia internacional, com matérias no The Guardian, Washington Post, Baltimore Sun e Fox News, destacou o site da ONG Change.org. Fonte
Ainda bem que a apple foi sensata em retirar esse aplicativo do ar e que bom que a militância LGBT americana foi rápida em enviar tamanho abaixo assinado à empresa.
Aqui no Brasil precisamos ser mais atentos e combativos e defender melhor nossos direitos, na aba Denúncie, aqui do blog você tem informações de como fazer denúncias junto a ABGLT e aos Conselhos Regionais de Psicologia caso descubra algum abuso relacionado a terapias sexuais de reversão. 
Lembrando que essas terapia são condenadas pelo CRP e o psicólogo que infringir a resolução 01/99 pode ter o registro cassado. 
Portando se você tiver conhecimento de algum amigo gay que está "se tratando" com algum psicólogo para se tornar hetero. DENUNCIEM!!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Reportagem do Amai-vos: Diversidade sexual e Igreja, um diálogo possível.



Diversidade sexual e Igreja, um diálogo possível. Entrevista especial com Luís Corrêa Lima

Ao analisar a forma como a Igreja aborda temas como a diversidade sexual, o padre jesuíta Luís Corrêa Lima disse, na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line, que “nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT”. Ele relembra uma carta do Vaticano aos bispos, do ano de 1986, mencionando que “nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna”.
O pesquisador destaca, ainda, uma declaração do Papa Bento XVI, dizendo que “o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva”. Segundo ele, o Papa acrescentou "que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo”.
Corrêa Lima frisa que não cabe “encaminhar os gays a terapias de reversão ou a ‘orações de cura’, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado.
O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay”.
E completa: “O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros”.


Formado em Administração, Filosofia e Teologia, Luís Corrêa Lima também é mestre em História Social da Cultura pela PUC-Rio, onde é professor desde 2004, e doutor em História pela Universidade de Brasília – UnB. É autor de Teologia de Mercado – uma visão da economia mundial no tempo em que os economistas eram teólogos (Bauru: EDUSC, 2001).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual é a importância de a Igreja abordar temas como a diversidade sexual, nos dias de hoje?
Luís Corrêa Lima – A diversidade sexual é um dado da realidade. No passado, gays, lésbicas e bissexuais viviam no anonimato ou à margem da sociedade. Escondiam-se em uniões heterossexuais e, quando muito, formavam guetos. Hoje, tornam-se visíveis, fazem imensas paradas, junto com travestis e transexuais, exigem respeito e reconhecimento, e reivindicam direitos.
Para a Igreja, a lei de toda a evangelização é pregar a Palavra de Deus de maneira adaptada à realidade dos povos, como lembra o Concílio Vaticano II (Gaudium et Spes, nº 44). Deve haver um intercâmbio vivo e permanente entre a Igreja e as diversas culturas dos diferentes povos. Para viabilizar este intercâmbio – sobretudo hoje, em que tudo muda tão rapidamente, e os modos de pensar variam tanto – ela necessita da ajuda dos que conhecem bem a realidade atual, sejam eles crentes ou não. O laicato, a hierarquia e os teólogos, prossegue o Concílio, precisam saber ouvir e interpretar as várias linguagens ou sinais do nosso tempo, para avaliá-las adequadamente à luz da Palavra de Deus, de modo que a Revelação divina seja melhor compreendida e apresentada de um modo conveniente.
A correta evangelização, portanto, é uma estrada de duas mãos, do intercâmbio entre a Igreja e as culturas contemporâneas. Nós só podemos saber o que a Palavra de Deus significa para nós hoje, e que implicações ela tem, com um suficiente conhecimento da realidade atual, que inclui a visibilização da população LGBT.

IHU On-Line – Que elementos de discussão a diversidade sexual propõe para setores da sociedade como a família, a igreja e a escola? Quais são os desafios no que se refere à cidadania?
Luís Corrêa Lima – Por muitos séculos, o homoerotismo foi visto no Ocidente como um pecado nefando (que não deve nem ser nomeado) e como um crime gravíssimo que atrai o castigo divino para a sociedade. Igreja e Estado estiveram unidos. Tribunais eclesiásticos julgavam os acusados de “sodomia”, e os culpados eram entregues ao poder civil para serem punidos. Em casos extremos, a punição chegava à pena de morte.
O homoerotismo foi descriminalizado, e a condição homossexual foi despatologizada. Desde o final do século XX, esta condição não é mais considerada doença. Atualmente o Conselho Federal de Psicologia proíbe as terapias de reversão. Ou seja, algumas pessoas são homossexuais e o serão por toda vida. Elas estão em toda parte. Quem não é gay, tem parentes próximos ou distantes que são, bem como vizinhos ou colegas de trabalho que também são, manifesta ou veladamente. Eles compõem a sociedade, visibilizam-se cada vez mais e não aceitam mais serem tratados como doentes ou criaturas abomináveis. Querem ser cidadãos plenos, com os mesmos direitos e deveres dos demais.

IHU On-Line – O que a fé cristã, na sua opinião, tem a dizer sobre a diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – O mais importante é algo que foi dito numa carta do Vaticano aos bispos, em 1986: nenhum ser humano é mero homossexual ou heterossexual. Ele é, acima de tudo, criatura de Deus e destinatário de Sua graça, que o torna filho Seu e herdeiro da vida eterna. E acrescenta que toda violência física ou verbal contra é deplorável, merecendo a condenação dos pastores da Igreja onde quer que se verifiquem. A oposição doutrinária que possa haver às práticas homoeróticas não elimina esta dignidade fundamental do ser humano. Deus criou a todos. O Cristo veio para todos e oferece o seu jugo leve e o seu fardo suave. Cabe a nós, com fidelidade criativa, conhecermos e darmos a conhecer estes dons divinos.

IHU On-Line – Como a Igreja, a partir da fé e das ciências, pode dialogar com a diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – Certa vez o Papa Bento XVI afirmou que o cristianismo não é um conjunto de proibições, mas uma opção positiva. E acrescentou que é muito importante evidenciarmos isso novamente, porque essa consciência hoje quase desapareceu completamente. É muito bom que um Papa tenha reconhecido isto. Há no cristianismo uma tradição multissecular de insistência na proibição, no pecado, na culpa, na condenação e no medo. O historiador Jean Delumeau fala de uma “pastoral do medo”, que com veemência culpabiliza e a ameaça de condenação para obter a conversão. Isto não se deu somente no passado distante. Também no presente, alguns interpretam a doutrina da maneira mais restritiva e condenatória possíveis, com obsessão pelo pecado, sobretudo ligado a sexo.
Sem a obsessão pelo pecado, o caminho do diálogo se abre. É preciso também respeitar a autonomia das ciências e da sociedade, como determina o Concílio. Não cabe hoje encaminhar os gays a terapias de reversão ou a “orações de cura”, que frequentemente são formas escamoteadas de exorcismo. No diálogo ecumênico e inter-religioso da Igreja, recomenda-se conhecer o outro como ele quer ser conhecido, e estimá-lo como ele quer ser estimado. O conhecimento e a estima recíprocos são também o melhor caminho para o diálogo entre a Igreja e o mundo gay.

IHU On-Line – A Igreja, no Brasil, tem, por meio de publicações, cursos, seminários, proposto o diálogo sobre a diversidade sexual. O que isso significa? Há aí um interesse legítimo dos diversos membros da Igreja, ou esta é uma necessidade da Igreja de se inserir em um novo contexto contemporâneo, em que gays e lésbicas ganham mais espaço? Como interpreta a posição da Igreja nesse contexto?
Luís Corrêa Lima – Constata-se que há no Brasil várias publicações, e de qualidade, sobre diversidade sexual feitas por religiosos ou por editoras católicas. Também há cursos e mesas redondas. Pode-se notar que o interesse é crescente, afinal o contexto da sociedade é inevitável. Em vários ambientes católicos, sejam paróquias, escolas ou centros de pastoral, pode-se tratar do assunto com liberdade. De um modo geral, as eventuais resistências não são barreiras intransponíveis.

IHU On-Line – Os homossexuais já conquistaram o direito de manterem uma união estável no Brasil. Como avalia a luta pela cidadania religiosa no Brasil?
Luís Corrêa Lima – Na verdade, há decisões judiciais que favorecem os conviventes homoafetivos, bem como normas de instituições públicas e privadas no mesmo sentido. Casais homossexuais podem obter em cartório um documento declaratório de convivência homoafetiva. Recentemente o Imposto de Renda e os planos de saúde contemplam estes casais com os mesmos direitos dos casais heterossexuais em união estável. Sobre a cidadania religiosa, nos ambientes religiosos católicos, de um modo geral, muitos gays estão presentes mas não manifestam a sua condição para evitar discriminação. É algo semelhante à escola e ao mundo do trabalho.

IHU On-Line – O que podemos entender por diversidade sexual? Quais os principais desafios da diversidade sexual?
Luís Corrêa Lima – A visibilização dos homossexuais, e a sua organização como movimento social, já usou diversas siglas: Gay (termo anterior a homossexual, que evoca alegria e autoestima), MHB (Movimento Homossexual Brasileiro), HSH (Homens que fazem sexo com homens – sigla ainda utilizada em saúde pública), GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes – sigla adotada pelo mercado) e LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a mais recente. Há tendências de se acrescentar o ‘I’, de intersexual, para os hermafroditas. O termo diversidade sexual é uma maneira de englobar esta crescente pluralidade, embora com imprecisão.
O grande desafio da diversidade sexual é fazer-se compreender pela sociedade, não como uma ameaça, mas como uma pluralidade existente na condição humana que enriquece o mundo. No fundo, as pessoas querem ser elas mesmas, reconhecidas e aceitas pelos outros.

IHU On-Line – Como o senhor avalia o posicionamento da Igreja em relação à diversidade sexual na sociedade contemporânea?
Luís Corrêa Lima – A Igreja, antes de tudo, está alicerçada na milenar tradição judaico-cristã, ao mesmo tempo em que está presente em diversas partes do mundo, interagindo com a cultura ocidental moderna e com culturas não ocidentais. No judaísmo antigo, acreditava-se que o homem e a mulher foram criados um para o outro, para se unirem e procriarem. O homoerotismo era considerado uma abominação. Israel devia se distinguir das outras nações de várias maneiras, inclusive pela proibição do homoerotismo. A Igreja herdou esta visão antropológica com sua interdição.
Alguns conteúdos doutrinais mudam ao longo dos séculos, como é o caso da legitimidade da escravidão e da proibição do empréstimo a juros. Isto mostra que eles não comprometem o núcleo da fé. Outros conteúdos também podem mudar, mas não há como prever. De qualquer maneira, a consciência individual tem um peso decisivo em questões complexas como esta. Este papel não deve ser omitido ou subestimado. O Concílio reconheceu o direito de a pessoa agir segundo a norma reta da sua consciência, e o dever de não agir contra ela. Nela está o “sacrário da pessoa”, onde Deus está presente e se manifesta. A fidelidade à consciência une os cristãos e os outros homens no dever de buscar a verdade, e de nela resolver os problemas morais que surgem na vida individual e social (Gaudium et Spes, nº 16). Nenhuma palavra externa substitui o juízo e a reflexão da própria consciência.

IHU On-Line – Entre os evangélicos também há discordância em relação à homossexualidade. Entretanto, qual sua opinião sobre a Igreja Cristã Contemporânea, coordenada pelo casal de pastores homossexuais Fábio Inácio de Souza e Marcos Gladstone?
Luís Corrêa Lima – Entre os evangélicos, a oposição à homossexualidade em geral é mais intensa, com práticas frequentes de exorcismo para expulsar o demônio que supostamente toma conta da pessoa. Os que continuam a cometer atos homossexuais são muitas vezes expulsos de suas igrejas, ou sofrem um assédio moral devastador que os faz sair. Como o mundo protestante é fragmentado em diversas denominações, gays evangélicos fundaram igrejas inclusivas para acolherem crentes repelidos por suas igrejas de origem.
As igrejas inclusivas nasceram nos Estados Unidos, na ampla constelação do movimento gay. A Igreja Cristã Contemporânea é um rebento brasileiro com notável difusão no Rio de Janeiro. Os pastores Fábio e Marcos protagonizaram o primeiro casamento público entre dois pastores gays, com grande repercussão na mídia, muita simpatia da militância LGBT e forte execração dos evangélicos tradicionais.

IHU On-Line – Quais são, no seu entendimento, as razões que dificultam o consentimento das religiões aos homossexuais?
Luís Corrêa Lima – As grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo – enraízam-se em tradições milenares consignadas em textos sagrados antigos, situados em horizontes socioculturais bem diferentes do nosso. Estas religiões se vincularam a uma suposta heterossexualidade universal, expressa no imperativo “crescei-vos e multiplicai-vos’” do livro de Gênesis. Por outro lado, há religiões de matrizes africanas que aceitam os gays. Na verdade, a heterossexualidade não é universal, nem na espécie humana, nem entre os animais. No mundo animal, já se conhecem atualmente mais de 450 espécies com indivíduos homossexuais.
Certa vez um rabino disse que a tradição não é um bastão de uma corrida de revezamento. O bastão é sempre mesmo, passando de mão em mão. A imagem correta da tradição é uma casa em que vivem sucessivas gerações. Cada uma delas pode dar o seu toque peculiar e até fazer reformas internas. Mas a casa é sempre reconhecível por quem passa na rua. Assim é a tradição: um legado vivo, constantemente enriquecido para ser fiel a si mesmo. O teólogo Yvez Congar afirmou que a única maneira de se dizer a mesma em um contexto que mudou, é dizê-la de modo diferente. A mensagem cristã precisa se reinventar sempre se quiser ser Boa Nova.

IHU On-Line – As uniões homoafetivas representam uma ameaça à tradição?
Luís Corrêa Lima – Não, pelo contrário. A união entre o homem e a mulher conserva seu valor e função social, e permanece como sinal bíblico do amor entre o Senhor e o seu povo eleito, e do amor entre Cristo e a Igreja. As uniões homoafetivas não ameaçam as uniões heterossexuais, pois estes não são gays enrustidos prestes a debandarem diante da possibilidade de união homossexual. E nem os gays têm obrigação de se “curarem” e de se casarem com pessoas de outro sexo. Até porque, para o direito eclesiástico, este casamento é nulo. Uniões gays e uniões heterossexuais são de naturezas distintas e não concorrem entre si.
Um documento do Vaticano de 2003, sobre o reconhecimento civil da união entre pessoas do mesmo sexo, fez severa oposição à equiparação ou equivalência desta forma de união àquela entre homem e mulher. No entanto, ele afirma que, mesmo assim, podem-se reconhecer direitos decorrentes da convivência homossexual. Este é um passo muito importante. Se não houver nenhum reconhecimento social ou proteção legal às uniões gays, o preconceito homofóbico difuso na sociedade vai pressionar os gays a contraírem uniões heterossexuais. O que já acontece há séculos continuará acontecendo. É lastimável, pois isto traz enorme sofrimento a muitas pessoas.

IHU On-Line – O que deve fazer parte de uma reflexão moral sobre o amor homossexual?
Luís Corrêa Lima – Antes de tudo, a vocação fundamental do ser humano é amar e ser amado. O amor é a plenitude da lei e da vida em Cristo. E o próprio Cristo ensina que a lei foi feita para o homem, e não o homem para a lei. Para a reflexão moral, convém escutar a Palavra de Deus e buscar uma teologia que supere a leitura ao pé da letra; e que leve em conta a Tradição, o ensinamento da Igreja, os sinais dos tempos e os saberes seculares.
A moral não deve se limitar ao ideal, mas deve estar atenta ao possível, à situação em que cada um se encontra e aos passos que pode dar. O papa tratou recentemente do uso da camisinha, e afirmou que em algumas circunstâncias ele representa o primeiro passo para uma humanização da sexualidade. É preciso buscar sempre os caminhos de humanização.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Luís Corrêa Lima – Sim. Jesus afirmou que há eunucos de nascença, eunucos feitos pelos homens e eunucos que assim se fizeram pelo Reino dos Céus (Mt 19,12). Esta frase, um tanto estranha, tem um sentido literal e um sentido não literal. No caso de eunucos feitos pelos homens, trata-se de castração. No caso de eunucos pelo Reino dos Céus, trata-se do próprio Jesus e dos que renunciaram ao casamento para se dedicarem inteiramente à obra de Deus. Não há propriamente castração. E quem são os “eunucos de nascença”? Para os primeiros leitores do Evangelho, talvez fossem pessoas com um defeito físico que impossibilita o casamento. Mas para nós, hoje, é indispensável considerar aqueles que por natureza, em razão de sua libido, não se destinam ao casamento tradicional. São os gays. Eles têm seu lugar no plano divino. E também devem tê-lo na sociedade e na Igreja.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rede Globo vai abordar tema Ex Gay na minisérie Macho Man.


A história de "Macho Man", seriado da Globo com estreia prevista para abril, tem o diretor e ator Jorge Fernando no papel do cabeleireiro homossexual Nelson, mais conhecido como Zuzu, e que após sofrer um acidente passa a se interessar por mulheres. 
"Procuramos sair de tudo o que já havia sido explorado. Se fala de homem que vira gay, rico que vira pobre, homem que vira mulher, mulher que vira homem, mas ainda não havia se falado de um gay que vira hétero. Um seriado vive de grandes personagens e as pessoas se identificam. Todos nós já fomos ex-alguma coisa pelo menos uma vez na vida", explica o escritor Alexandre Machado, que assina o seriado ao lado da mulher e também escritora, Fernada Young. "Fazer as pessoas refletirem sobre determinado assunto através do riso, para nós é muito interessante. E eu tenho como ideologia fazer para a sociedade coisas que passem uma ideia bacana, que colaborem para termos um mundo melhor", avalia Fernanda, após ser questionada sobre os motivos que a levaram escrever sobre um ex-gay. Fonte


Muita gente comemora quando a globo coloca algum personagem gay em suas tramas, eu sempre fico com o pé atrás. Geralmente a globo só contribui para reforçar os equívocos que nossos pais têm a respeito da homossexualidade ou reforçar estereótipos. O maior desses equívocos é a possibilidade de um gay, de uma hora para outra se tornar hetero. Como se de fato a sexualidade fosse uma opção.
Isso já aconteceu em diversas tramas da emissora, gays que começaram gays mas que pela rejeição do público acabam se apaixonando por garotas no decorrer da história, como o Cássio, de "Caras & Bocas" e o Orlandinho de "A Favorita" e até com Serginho e Fernanda do BBB10 (risos).
Dessa vez a globo resolveu contar a história de um ex gay. Pelo menos o personagem "vira hetero" depois de sofrer um acidente e perder a memória, ainda bem que não será através de alguma terapia de reversão, ufa! Mas ainda assim esse tipo de história reforça no imaginário hetero que somos gays por safadeza, porque queremos ser e que podemos de uma hora pra outra virarmos heteros.
Espero que em "Macho Man" o personagem de Jorge Fernando mostre ao Brasil que de fato EX GAY não existe, é esperar para ver o desenrolar da história e ver o que virá por ai. 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Por que os gays são gays? (Reportagem da Super Interessante)


Batman ou Robin? 

Por que é que algumas pessoas se interessam por outras do mesmo sexo?

Por Eduardo Szklarz

Bar depois do expediente, cervejinha gelada, papo animado sobre colegas de trabalho. De repente, alguém faz a revelação bombástica: "Sabe o fulano? É gay!" Você provavelmente já participou de uma conversa como essa. Ela acontece todos os dias, nos melhores bares e também nas melhores famílias. Depois do silêncio, a mesa se divide entre os completamente surpresos e os que "sempre tiveram certeza, estava na cara que ele era". Até que alguém finalmente pergunta: "Mas por quê? O que levou fulano a ser diferente da maioria?" E começa a rodada de especulações: "A culpa é da mãe repressora." "Ele foi violentado pelo pai." "Não gostava de futebol." "É genético, desde pequeno tinha trejeitos afeminados." "Só é gay porque está na moda."

Pois as mesas de bar mais uma vez provam estar entre as entidades mais antenadas do planeta. O debate sobre a origem da orientação sexual é hoje um dos mais quentes da ciência - e também um daqueles em que os resultados parecem mais surpreendentes.

Historicamente, as respostas se dividiam entre os que defendiam que uma pessoa nasce gay e as que sustentavam que nos tornamos gays, bi ou heterossexuais dependendo do ambiente em que vivemos.
Mas, nos últimos anos, pesquisadores começaram a apontar novos - e surpreendentes - caminhos. As maiores novidades vêm dos estudos biológicos. Eles indicam que a formação da sexualidade acontece antes do nascimento - em parte pelos genes, mas também por fatores que atuam no desenvolvimento do feto. Não há nada comprovado e ainda falta muito a ser desvendado, especialmente sobre a influência do ambiente onde a criança é criada em sua sexualidade. Mas as evidências estão causando uma revolução no pensamento científico. E se comprovadas, poderão subverter noções básicas que construímos ao redor dos gays.

Que importa?
Muita gente acredita que a ciência deveria deixar essa polêmica de lado. O argumento é que gays existem e pronto - não há nada além disso para entender. Para elas, perguntar sobre o que leva uma pessoa a ser gay é uma atitude preconceituosa que supõe que a heterossexualidade não precisa de explicação. Cientistas, no entanto, defendem a necessidade de pesquisa, argumentando que elas podem acabar - ou pelo menos diminuir - preconceitos. "Os homossexuais são muitas vezes acusados de exibir um comportamento não natural. A única maneira de refutar essa acusação é pesquisar as causas das diferentes orientações sexuais", diz a bióloga transexual Joan Roughgard, professora da Universidade Stanford e autora do livro Evolution's Rainbow ("Arco-Íris da Evolução", sem tradução em português), em que analisa cerca de 300 casos de comportamento homossexual entre animais. Para o antropólogo Luiz Mott, presidente do Grupo Gay da Bahia, as pesquisas são importantes porque desconstroem a noção religiosa milenar de que homossexualidade é um comportamento diabólico e patológico. "Se comprovarem que há uma raiz genética, estará claro que a homossexualidade está nos próprios desígnios do Criador", afirma.
Outro argumento pró-pesquisas diz que saber a origem do próprio comportamento aplaca um pouco a ansiedade. "Vemos a preocupação do homossexual em não ser discriminado, mas também a dos pais, que se sentem responsáveis e querem entender até que ponto esse sentimento procede", diz Carmita Abdo, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenadora do projeto Sexualidade, maior pesquisa já feita sobre os hábitos sexuais dos brasileiros.

As tentativas de explicar a origem da homossexualidade incluem teorias que vão da mitologia à sociologia. No século 19, psiquiatras concluíram que ser gay era um transtorno mental causado por equívocos na criação da criança - e essa idéia reinou na maior parte do século 20. Mas se essa teoria estivesse correta, então seria possível evitar e até reverter quadros homossexuais. Ao perceber o fracasso total das terapias de "cura", em 1973, a Associação Psiquiátrica Americana achou melhor retirar de sua lista de distúrbios mentais a atração sexual por pessoas do mesmo sexo. Foi quando o termo mudou de nome: homossexualismo deu lugar a homossexualidade - porque o sufixo "ismo" denota doença. A essa altura, os cientistas já consideravam ser gay uma variação absolutamente natural do comportamento humano.

Até que em 1991 o neurocientista anglo-americano Simon LeVay, gay declarado, anunciou ter encontrado diferenças em cérebros de homens gays e héteros. LeVay examinou o hipotálamo, zona-chave da sexualidade no cérebro, e descobriu que a região chamada INAH-3 era entre 2 e 3 vezes menor nos gays. Era a primeira indicação da origem biológica da homossexualidade. Mas, como várias pesquisas da área, a de LeVay tinha limitações: os gays do estudo haviam morrido em decorrência da aids e talvez a doença fosse responsável pela diferença. E, mesmo que essa diferença não estivesse relacionada com a aids, era impossível determinar se ela era causa ou conseqüência da experiência gay. Apesar das dúvidas, a descoberta abriu caminho para estudos que reforçam a suspeita de que a homossexualidade vem do útero. "Minhas pesquisas sugerem que algo acontece muito cedo na vida dessas pessoas, provavelmente na vida pré-natal", diz LeVay.

Mas o quê? Parte da resposta veio em 1993 com as pesquisas de Dean Hamer, do Instituto Nacional do Câncer, nos EUA. Hamer percebeu que dentro das famílias havia muito mais gays do lado materno. A descoberta atraiu sua atenção para o cromossomo X (mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm um X e um Y). Em seguida, a descoberta: usando um escâner, Hamer viu que uma região do cromossomo X, a Xq28, era idêntica em muitos irmãos gays. O que ele descobriu não foi propriamente um único gene gay, mas uma tira de DNA transmitida por inteiro. A notícia provocou rebuliço, e não era para menos. Mesmo contestada por outros estudos, a conexão entre genes e orientação sexual sugere que as pessoas não escolhem ser homossexuais, mas nascem assim. A comunidade gay começou a ver na ciência a resposta contra a idéia de que seu comportamento era "antinatural".

Resposta genética?
Patrick e Thomas são gêmeos, têm 7 anos, olhos azuis e cabelo ondulado. Cresceram na mesma casa, criados pelos mesmos pais. À primeira vista, é impossível distingui-los. Mas passe algum tempo com eles e você verá que Patrick é sociável, atento e pensativo, enquanto Thomas é espontâneo e adora brincar de luta. Quando tinham 2 anos, Patrick encontrou os sapatos da mãe e gostou de calçá-los. Aos 3, Thomas disse que o revólver de plástico era seu brinquedo favorito. Aos 5, Thomas se fantasiou de monstro no Halloween; Patrick quis se vestir de princesa. Ridicularizado pelas risadas do irmão, decidiu ser Batman. Patrick sempre brincou entre meninas, nunca meninos. Os pais deixaram que ele fosse ele mesmo em casa, mas mantiveram alguns limites em público com medo de que seu comportamento feminino o expusesse. Funcionou até o ano passado, quando o orientador da escola ligou dizendo que ele deixara os colegas incomodados: insistia que era uma menina.
A história de Patrick e Thomas foi revelada pelo jornal Boston Globe. Como os demais gêmeos univitelinos (gerados pelo mesmo óvulo), os garotos são clones genéticos. Se a homossexualidade fosse mesmo causada por um cromossomo, os dois deveriam ter a mesma orientação sexual. Segundo estudos recentes, como o do psiquiatra americano Richard Green, garotos como Patrick têm até 75% de possibilidade de ser homossexuais quando adultos. Thomas aparenta ser heterossexual.
O caso de gêmeos com orientação sexual diferente mostra que, sozinha, a genética não explica a homossexualidade. Mas isso não significa que a criação tem todas as respostas. Afinal, antes mesmo de falar, Patrick já exibia traços femininos. Há mais dicas nessa charada: os pesquisadores americanos Michael Bailey, da Universidade Northwestern, e Richard Pillard, da Universidade de Boston, analisaram gêmeos e viram que, entre bivitelinos, se um deles é gay, o outro tem 22% de possibilidade de também ser. Para os univitelinos, a probabilidade sobe para 52%.
São números bastante superiores à taxa de homossexualidade entre a população, que seria de 10% de acordo com o famoso e polêmico Relatório Kinsey, dos anos 40, e entre 2% e 5% segundo pesquisas mais recentes. Bailey e Pillard, portanto, praticamente provam a existência de um componente genético para a homossexualidade. Ao mesmo tempo, praticamente provam, também, que os genes não dão conta de tudo. "Os estudos com gêmeos feitos até agora nos permitem uma estimativa de que até 40% da orientação sexual venha dos genes", diz o pesquisador Alan Sanders, da Universidade Northwestern, EUA. Para aprofundar suas pesquisas, Sanders está recrutando voluntários, inclusive brasileiros, para o maior estudo genético sobre homossexualidade já realizado. "A meta é selecionar
1 000 pares de irmãos gays bivitelinos", afirma. "Em irmãos assim, espera-se uma variação genética de 50%. Vamos analisar todo o genoma para saber se a variação é maior."

O que mais está em jogo?
Se os genes não explicam tudo, que outros elementos explicariam? Um deles parece ser o desenvolvimento biológico do feto ainda no útero. E é dessa área que vêm saindo as pesquisas mais promissoras. Uma delas é a teoria dos hormônios pré-natais. A idéia é que os hormônios sexuais masculinos (andrógenos) se conectam às partes responsáveis pelos desejos sexuais no cérebro e influenciam seu crescimento, tornando o cérebro mais tipicamente masculino ou feminino. A conexão dependeria das proteínas receptoras de andrógenos (AR, na sigla em inglês). Imagine que cada célula do cérebro seja uma casa. As ARs funcionariam como o portão dessas casas, que controla a entrada de pessoas. Sabe-se que a quantidade e a localização desses portões são diferente nos homens e nas mulheres. Cientistas já constataram, por exemplo, que o hipotálamo masculino tem mais ARs que o feminino.
Essa teoria supõe que a homossexualidade nos homens é causada por "portões" que restringem a entrada de andrógenos nas regiões responsáveis pela sexualidade, formando um cérebro submasculinizado. Nas mulheres, esses portões facilitariam entradas maiores, construindo uma estrutura supermasculinizada. Tudo conseqüência do número de ARs de cada feto - o que talvez se deva à carga genética.
Os cientistas advertem que esse processo é complexo. Em todo caso, as pistas da ação dos hormônios pré-natais estão por todo lado. Por exemplo, na nossa mão. Homens geralmente têm o dedo indicador um pouco menor que o anular, enquanto nas mulheres o comprimento costuma ser igual. Richard Lippa, da Universidade Estadual da Califórnia, notou que essa diferença no tamanho dos dedos tende a ser maior nos gays que nos héteros. Em outra pesquisa, Dennis McFadden, da Universidade do Texas, observou que lésbicas são menos sensíveis que as outras mulheres a sons baixos.
Mas é preciso cautela: correlações entre interesse sexual e traços físicos estão longe de ser provadas. Também vale lembrar que os hormônios importantes não são os que circulam no nosso sangue quando adultos - cujos níveis são iguais em homossexuais e héteros - mas os que atuaram no período de gestação.
O novo desafio dos pesquisadores é entender quais as origens de um fenômeno recém-descoberto: a existência de irmãos mais velhos parece afetar a sexualidade dos mais novos. É o chamado "efeito big brother". O cientista canadense Ray Blanchard acompanhou 7 mil pessoas e viu que a maioria dos gays nasce depois de irmãos homens e heterossexuais. Blanchard e o colega Anthony Bogaert calcularam que cada irmão mais velho aumenta em 33% a possibilidade de o menor ser gay. Um garoto com 3 irmãos mais velhos tem o dobro de possibilidade de ser gay que outro sem irmão mais velho. Um garoto com 4 irmãos mais velhos tem o triplo. Ter irmãs mais velhas não altera a probabilidade de o menino ser gay.
Para alguns, a explicação está na convivência familiar: depois de dar à luz vários homens, a mãe trataria o caçula como a menina que ela não teve. Os irmãos mais velhos também tenderiam a "dominar" o mais novo, influindo em seus sentimentos sobre si e os demais. Outra hipótese vem da biologia. "Os fetos masculinos talvez acionem uma reação imunológica na mãe ao produzirem substâncias que ameaçam seu equilíbrio hormonal", diz o cientista Qazi Rahman, da Universidade de East London. Segundo ele, o corpo da mãe acionaria um alarme para produção de anticorpos contra proteínas ou hormônios do bebê. Cada novo feto masculino intensifica a resposta, e o acúmulo de anticorpos redirecionaria a diferenciação tipicamente masculina para uma mais feminina, gerando orientação homossexual nos filhos seguintes.
Como os outros pesquisadores, Rahman não nega que fatores ambientais possam entrar na equação. O problema é que ninguém sabe exatamente quais são eles. Não há provas, por exemplo, de que o abuso sexual na infância causa homossexualidade. O número de gays não é maior em lares chefiados por mulheres nem entre filhos criados por casais gays. Tampouco há mais casos de homossexualidade após períodos de guerra, quando os pais se ausentam de casa, o que enfraquece as hipóteses sobre dinâmicas familiares. Nem mesmo a teoria de Sigmund Freud encontra sustentação científica. O pai da psicanálise dizia que mães superprotetoras e pais ausentes poderiam levar o filho a ser gay. Mas ao invés de encontrar a causa, Freud possivelmente enxergou a conseqüência: a superproteção da mãe não seria a origem da homossexualidade, mas um ato de defesa para um filho que é rejeitado pelo pai por se comportar, desde cedo, de maneira feminina. Antes que você deixe de lado as explicações psicológicas, é bom ler o que vem a seguir.

Do exótico ao erótico
"Fatores biológicos (como genes e hormônios) são certamente responsáveis por mais de 50% da orientação sexual", diz Dean Hamer. Ou seja: até mesmo o pai do "gene gay" admite que há espaço para fatores psicológicos. É justamente por apostar na interação entre biologia e ambiente que a teoria "exótico se torna erótico" vem chamando a atenção dos estudiosos. Seu autor, o psicólogo Daryl Bem, da Universidade Cornell, no estado de Nova York, afirma que os indivíduos são atraídos por outros de quem se sentiram diferentes na infância. Daryl diz que fatores biológicos atuam na formação da sexualidade ao agir sobre o temperamento da criança, predispondo-a a realizar certas atividades mais do que outras.
Assim, um menino que gostar de luta, futebol e esportes competitivos tipicamente masculinos conviverá num grupo com o mesmo perfil. Outro garoto que preferir bonecas e socialização mais calma, tipicamente feminina, encontrará colegas que também preferem a Barbie. Para esse garoto que convive entre amiguinhas e brinca com bonecas, a figura exótica que despertará sua atenção sexual será um menino. No caso de meninas homossexuais, se inverteriam os papéis. "Isso ocorre porque nossa sociedade polariza as diferenças de gênero. Se não as polarizasse tanto, mais homens e mulheres escolheriam parceiros com base em outros atributos além do sexo biológico", diz Daryl.
Isso significa que, apesar de a ciência estar caminhando para a noção de que a homossexualidade é inata, a biologia não é completamente determinante. "Essa predisposição para a homossexualidade vai se manifestar ou não dependendo das experiências de vida da pessoa", diz a psiquiatra Carmita Abdo. Tudo indica que a homossexualidade é mesmo o resultado da interação de 3 fatores: biológicos, psicológicos e sociais, mesmo que esses dois últimos ainda precisem de mais evidências. Enquanto elas não aparecem, é melhor você ser menos taxativo nas suas conversas de mesa de bar.

Terapia para gays?
Robert Spitzer é o psiquiatra que encorajou a Associação Psiquiátrica Americana a retirar a homossexualidade da lista de transtornos mentais. Graças a ele, não se pode dizer hoje que ser gay é doença. Por isso, Spitzer causou espanto ao afirmar, em 2001, que sessões de terapia podem mudar a orientação sexual de um gay. Ele chegou a essa conclusão ao entrevistar pessoas que diziam ter deixado a homossexualidade após o tratamento. "A medicina não trata apenas das doenças", diz.
A Super conversou com Ben Newman, diretor de um site que oferece apoio não religioso a pessoas que querem mudar de orientação sexual. "Com um terapeuta que entendia o que eu passava e respeitava meus valores descobri que não tinha desejo por sexo, mas uma necessidade de amizade e identidade masculinas", diz Newman. Mas é preciso extrema cautela nesse assunto. Muitos psicólogos dizem que a pesquisa de Spitzer tem problemas metodológicos. "Terapias de conversão não funcionam e só causam mais sofrimento", diz a psicóloga Adriana Nunan, da PUC-RJ. O Conselho Regional de Psicologia desaconselha tratar a homossexualidade. "O que se trata é o desconforto de ter essa condição", diz a psiquiatra Carmita Abdo.

O gene gay e a evolução
O desafio dos que apóiam uma base genética para a orientação sexual é explicar a permanência e adaptação dos genes gays ao longo da evolução. "Ser atraído pelo sexo oposto é útil porque leva o indivíduo a gerar filhos - por isso os genes da heterossexualidade dominam o planeta. Mas como os genes da homossexualidade também parecem existir, é provável que sirvam ou tenham servido a algum valor reprodutivo ao longo da evolução", diz o cientista inglês Qazi Rahman. Talvez os animais possam dar a resposta. O biólogo americano Bruce Bagemihl analisou 450 espécies e constatou que elas não fazem sexo só para produzir filhotes. Mais de 70 tipos de aves e 30 de mamíferos "casam-se" com indivíduos do mesmo sexo. Muitas vezes, para ter prazer.
Para a bióloga Joan Roughgarden, a homossexualidade é um traço natural que mantém indivíduos unidos através do contato. Para ela, não há diferença entre jogadores de futebol que se tocam para funcionar melhor como equipe e duas pessoas que se acariciam intimamente. "Estamos muito preocupados com o contato genital, mas tudo não passa de intimidade física", diz.

Equívoco no divã
Não é que Freud errou ao dizer que gays eram filhos de mães superprotetoras. Mas o pai da psicanálise pode ter enxergado a conseqüência ao invés da causa.

Brincando de barbie
Muitos meninos se interessam cedo por roupas, brinquedos e atitudes femininas. Quando eles crescerem, garotos vão representar um mundo misterioso, cheio de novidades. E, segundo uma nova teoria, extremamente sexy.
Para saber mais

Born Gay
Glenn Wilson e Qazi Rahman, Peter Owen, Londres, 2005

Archives of Sexual Behaviour (Arquivos de comportamento sexual)
www.gaybros.com
Site da pesquisa genética que vai contar com 1 000 pares de irmãos gays e busca participantes do Brasil.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Famosos Ex Heteros: Tonéx




Anthony Charles Williams II (nascido em 16 maio de 1975, em San Diego, Califórnia), mais conhecido pelo seu nome artístico Tonéx é um cantor, compositor, multi-instrumentista, rapper, dançarino, produtor e pregador.
Ele tem Vários apelidos dentre eles T.Bizzy, The Black Maverick, T'Boy, O'ryn, Pastor N8ion, ACW2, Brian Slade, B. Slade mas ele é mais conhecido como Tonéx ou Ton3x. Tonex lançou centenas de canções em 24 álbuns ao longo de um período de 15 anos em atividade. Ele ganhou seis prêmios Stellar, um prêmio GMA, e recebeu duas indicações ao Grammy: o de Melhor Álbum de Soul Gospel para o seu álbum de 2004, Out The Box e outra em 2009 Best Urban / Alternative Performance Soul com seu single, Blend, a partir de sua maestria no álbum, Unspoken. Ele é conhecido por gravações de hits Gospel, mas seu gênero musical é conhecido por misturar estilos como, R&b, pop, jazz, soul, funk, hip hop, rock, latim, electro, punk e trance, dentre outros. Suas principais influências incluem Prince, Michael Jackson, Shirley Caesar, e Janet Jackson. Seu som e um estilo eclético da música o levou a dar a sua música seu próprio gênero, chamando-lhe "Nureau".


Em julho de 2004, seu pai faleceu, obrigando-o a assumir a responsabilidade de se tornar pastor da igreja de sua família em seu lugar.  Ele também se divorciou de sua esposa após cinco anos de casamento, Yvette Williams (née Graham). Além disso, a Verity Records processou Tonéx em um milhão de dólares alegando quebra de contrato. Posteriormente, Tonéx anunciou que iria retirar-se da indústria da música Gospel, frustrados pela política e maus tratos. Após o anúncio, Kirk Franklin postou em seu blog pessoal simpatizar com o artista e sentir "o peso de uma indústria que só é feita para ganhar dinheiro e não curar almas perdidas."


Em março de 2007, uma reconciliação com a Zomba Label Group foi anunciada. O acordo foi firmado sob a égide do novo presidente da Zomba, Jazzy Jordão (que já orientou a carreira de R. Kelly e Salt-N-Pepa). Com um novo contrato de gravação com o seu selo, ele estava se preparando para lançar um disco duplo intitulado Stereotype:  Velvet & Steel, que estava programado para ser lançado em 11 de setembro de 2007, e que supostamente deveria fazer em sua carreira o que Thriller fez na de Michael Jackson e Purple Rain na de Prince. 
No entanto, em junho de 2007, outro rompimento com Zomba foi anunciado, devido à sua "fuga de estilo" com a canção "The Naked Truth" carregada de palavrões, juntamente com vários blogs e videos repercutindo o tema. Tonex enfrentou o exame minucioso tanto dentro da arena evangélica conservadora para a sua nova linguagem explícita e o tom irritado da música e os blogs e videos que se seguiram. A análise levou a adotar um novo apelido "Black Maverick", e também ao fechamento de sua página no MySpace por vários meses antes do desgaste no site em janeiro de 2008.


Mas foi em 2010 que Tonex teve de enfrentar seu maior desafio, sair do armário e assumir sua homossexualidade.

"Essa é a diferença por excelência, é a primeira luta sobre isso, mesmo depois de saber que essa é a de menor importância sobre quem você é. Essa é realmente uma parte tecnicamente privada, mas porque vivemos em uma sociedade reprimida, particularmente na igreja Afro americana esse tipo de temas parecem não vir à tona ", disse Tonex.


Tonex diz que se sentiu isolado e sozinho em relação aos seus parentes. 


"Eu me senti discriminado. Eu senti como se estivesse nos anos 60 ou algo assim. Eu não podia beber água do bebedouro branco. Eu sou o mesmo cara e eles são as mesmas pessoas"


A reação não foi apenas enfrentar as críticas dentro da comunidade cristã e evangélica, sua agenda lotada de repente parou.



"Bem recentemente eu estava confirmado para se apresentar no Sunday's Best Season-Three e no dia do evento, recebo uma ligação deles misteriosamente desmarcando, já não precisam dos meus serviços depois que tudo já tinha sido aprovado. Então, que deixe-me saber que não é que eu vou parar de cantar gospel, mas que eu vou apresentar o evangelho em meus próprios termos ", disse Tonex.

Apesar da controvérsia, a história de Tonex tornou-se uma inspiração. Ao sair do armário Tonéx define o tom para que outras pessoas sigam o seu exemplo. 



"Me da a esperança que eu ainda posso ser bem sucedido, você sabe, dentro do conjunto da sociedade e ainda posso ser quem eu sou, Keisha Brown , pastor de uma igreja."

Estes dias, quando não está cantando para seus fãs como Tonex, o Pastor Williams viaja por todo o país pregando uma mensagem de aceitação. Agora, sua audiência é uma congregação e seu estádio um púlpito.





*Ex Hetero: São homossexuais ou Bissexuais que em algum momento de suas vidas tiveram que se comportar como heteros por causa da religião, mas depois voltaram atrás e reconheceram e se assumiram como realmente são. O termo surgiu de forma irônica para satirizar o termo "ex gay", se existe ex gay, tb existem ex heteros, certo?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Filme Prom Queen



Baseado em fatos reais. Aaron Ashmore interpreta Marc Hall, um adolescente canadense, popular no colégio católico onde estuda e que conseguiu evitar as típicas perseguições aos homossexuais nas escolas. Entretanto, Marc levará a direção do colégio aos tribunais sob a acusação de discriminação, homofobia e desrespeito aos Direitos Civis dos homossexuais. O caso vira o foco da mídia canadense e Marc Hall percebe que não está lutando apenas pelo direito de levar seu namorado à formatura, e sim, pelos direitos civis de todos os homossexuais.

O Filme conta a trajetória de um jovem em busca de aceitação pela igreja católica e mostra o quão cruel pode ser o enfretamento contra a igreja.
Tamanho: 373,36mb
Gênero: Drama
Legenda: Português
DOWNLOAD


terça-feira, 15 de março de 2011

Reversão Sexual faz nova vítima.

Rapaz depressivo comete suicídio em Delmiro Gouveia
(05/03/2011 13:38)





O jovem Williams da Silva Barbosa, de 18 anos, cometeu suicídio, na noite de ontem (4). Segundo familiares ele estava depressivo. Para cometer o suicídio, Williams usou um lençol e pulou de cima da sua cama, o jovem residia na Rua "E", no bairro Eldorado.

Familiares e amigos ficaram surpresos e, ainda em estado de choque, revelaram o suposto motivo que teria forçado a vítima cometer o suicídio seria discriminação sexual, pois o mesmo era homossexual e estava tentando viver uma vida normal.

Williams freqüentava uma igreja evangélica e estava acreditando que sua vida iria mudar. Ainda segundo familiares, ao saber da sua opção sexual o pastor de nome não revelado por sua família não aprovou sua permanência na igreja.

Williams tentou falar por três vezes com o pastor de sua igreja mais não foi atendido pelo mesmo, "talvez seja esse o motivo de sua depressão" frisou Luizinha tia da vítima.

O corpo do jovem foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Arapiraca, onde será submetido à necropsia e posteriormente será liberado para sepultamento.

COMENTÁRIO DO SERGIO:

"...o mesmo era homossexual e estava tentando viver uma vida normal."

"Williams frequentava uma igreja evangélica e estava acreditando que sua vida iria mudar."

E ainda tem uns idiotas que acham que esse tipo de "PREGAÇÃO" seja uma forma de terapia, defendendo o SUPOSTO direito de colocar à disposição das pessoas (muitas vezes ignorantes sobre o risco que correm) esse tipo de "tratamento". Para começar, não existe motivo para terapia na homossexualidade em si. Terapia pode ser necessária para se livrar do "jugo" da discriminação e do preconceito internalizado que a sociedade (a igreja, principalmente) perpetuam.
A lamentável morte desse jovem não será chorada por aqueles que desprezam os homossexuais. Eles não assumirão sua parcela de culpa. Dirão apenas que esse é o fim dos pecadores sem arrependimento. Que o diabo veio para matar, roubar e destruir (soa parecido com a igreja?). 
 Mas, não estava esse jovem supostamente fazendo o que esses pregadores da morte aconselham?


ESPECIAL BORN THIS WAY

"Criança oprimida, exalte sua verdade
Na religião da insegurança
Devo ser eu mesmo, respeitar minha juventude
Um amor diferente não é um pecado
Acredite N-E-L-E
Eu sou lindo à minha maneira
Pois Deus não comete erros
Estou no caminho certo,
Eu Nasci assim."




Hoje a nossa Dica Musical é mais do que especial, lançado no mês passado, o novo single da cantora Lady Gaga foi chamado de "o novo hino gay" por Elton John. Born This Way é uma música importante sobretudo para militância gay religiosa por que reafirma o que todo fundamentalista religioso adora refutar, o fato de sermos o que somos desde pequenos. A letra bate de frente com a religião e nas entrelinha a desmente dizendo: "você não está errado ou em pecado como seu padre/pastor te disse, você nasceu assim."
E enquanto a comunidade científica ainda não prova por A mais B essas teorias, um blog na internet lançado no inicio do ano vem fazendo muito sucesso.

Com mais de 2 milhões de acessos e com o titulo homônimo ao single da Lady Gaga o blog Born This Way recebe diariamente depoimentos reais de seus próprios leitores que contam através de fotos de sua infância como se descobriram homossexuais desde cedo.


A minha história não foi muito diferente destas que estão no blog citado, não vou por foto aqui e nem enviar pra lá, mas eu posso dizer que lembro da primeira vez que tive uma ereção. Eu tinha por volta dos 7 anos de idade, estava na segunda série do então ensino fundamental e já sentia uma certa admiração pelos meninos. No entanto não fazia idéia do que seria aquela atração. Uma vez durante o recreio brincando de pic esconde eu e mais um grupo de colegas fomos nos esconder atrás de uma casinha que tinha no parquinho da escola e que ficava encostada na parede, de forma que fazia um vão onde podíamos nos esconder. Enquanto não nos achavam, meu colega Rafael (lembro o nome dele até hoje) simulou estar fazendo sexo com a casinha, se esfregando na parede. Eu nem sabia o que era sexo, mas fiquei excitado pela primeira vez ao ver a cena, foi quando sai correndo pra sala de aula sentei e coloquei a mochila no colo pra esconder, morrendo de vergonha. Não tenho certeza se fiquei com tesão pela situação ou se o fato de eu já admira-lo contribuiu para isso. A partir de então minha admiração por meninos só foi aumentando, sempre quando via alguma revista de lingerie não eram as garotas de calcinha e sutiã que me chamavam atenção e muito menos quando eu ia a praia, mais sim os rapazes de sunga. Não fui abusado por ninguém, não senti que minha mãe me superprotegeu na infância e muito menos que meu pai tenha sido ausente. Nenhuma dessas causas diagnosticadas geralmente por religiosos para justificar a homossexualidade de alguém se encaixam na minha situação e por isso eu acredito que I was born this way.

Para embasar tudo isso, essa semana pipocou na net um vídeo de um menininho travestido fazendo uma performance na frente da câmera. Não que todo gay seja afeminado desde a infância, na verdade os gays não afeminados muitas das vezes brincaram de carrinho (como meu caso) e não de boneca na infância. Mas através dos afeminados podemos perceber o quanto precoce aparece a identidade sexual de cada homo/bissexual, mesmo que nem sempre isso seja tão perceptível, como no caso dos "discretos".



Abaixo segue a música com a letra original e traduzida.



Born This Way                  

 

It doesn't matter if you love him, or capital H-I-M
Just put your paws up
'Cause you were born this way, baby

My mama told me when I was young
We are all born superstars
She rolled my hair and put my lipstick on
In the glass of her boudoir

"There's nothing wrong with lovin' who you are"
She said, "'Cause he made you perfect, babe"
"So hold your head up girl and you'll go far,
Listen to me when I say"

I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

Ooo there ain't no other way
Baby I was born this way
Baby I was born this way

Ooo there ain’t no other way
Baby I was born this way
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't be a drag – just be a queen
Don't be a drag – just be a queen
Don't be a drag – just be a queen
Don't be!

Give yourself prudence
And love your friends
Subway kid, rejoice your truth

In the religion of the insecure
I must be myself, respect my youth

A different lover is not a sin
Believe capital H-I-M (hey hey hey)
I love my life I love this record and
Mi amore vole fe yah (love needs faith)

I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

Ooo there ain't no other way
Baby I was born this way
Baby I was born this way

Ooo there ain’t no other way
Baby I was born this way
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't be a drag, just be a queen
Whether you're broke or evergreen
You're black, white, beige, chola descent
You're lebanese, you're orient

Whether life's disabilities
Left you outcast, bullied, or teased
Rejoice and love yourself today
'Cause baby you were born this way

No matter gay, straight, or bi
Lesbian, transgendered life
I'm on the right track baby
I was born to survive

No matter black, white or beige
Chola or orient made
I'm on the right track baby
I was born to be brave

I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track baby
I was born this way

Don't hide yourself in regret
Just love yourself and you're set
I'm on the right track baby
I was born this way

Ooo there ain’t no other way
Baby I was born this way
Baby I was born this way

Ooo there ain’t no other way
Baby I was born this way
I'm on the right track baby
I was born this way

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey!

I was born this way hey!
I was born this way hey!
I'm on the right track baby
I was born this way hey!

Nasci Assim


Não importa se você o ama, ou O ama

Apenas levante as mãos

Pois você nasceu assim, baby



Minha mãe me dizia, quando eu era jovem

Que nós nascemos como super estrelas

Ela arrumava meu cabelo e me passava batom

No espelho de seu vestiário



"Não há nada de errado em amar quem você é"

Ela dizia, "Pois ele te fez perfeita, querida"

"Então erga sua cabeça garota e você irá longe,

Ouça-me quando eu digo"



Eu sou linda à minha maneira

Pois Deus não comete erros

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Não se cubra de arrependimentos

Apenas ame-se e você estará bem

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Ooo, não há outro jeito

Baby, eu nasci assim

Baby, eu nasci assim



Ooo, não há nada que eu possa fazer

Baby, eu nasci assim

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Não seja uma drag, seja simplesmente uma rainha

Não seja uma drag, seja simplesmente uma rainha

Não seja uma drag, seja simplesmente uma rainha

Não seja!



Seja prudente

E ame seus amigos

Criança oprimida, exalte sua verdade



Na religião da insegurança

Devo ser eu mesma, respeitar minha juventude



Um amor diferente não é um pecado

Acredite N-E-L-E (hey hey hey)

Eu amo minha vida e amo esse álbum e

Meu amor precisa de fé (amor precisa de fé)



Eu sou linda à minha maneira

Pois Deus não comete erros

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Não se cubra de arrependimentos

Apenas ame-se e você estará bem

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Ooo, não há outro jeito

Baby, eu nasci assim

Baby, eu nasci assim



Ooo, não há nada que eu possa fazer

Baby, eu nasci assim

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Não resista, seja simplesmente uma rainha

Sendo rico ou pobre

Sendo preto, branco, pardo ou albino

Sendo libanês ou oriental



Se a vida trouxe dificuldades

Te deixaram afastado, assediado ou importunado

Exalte e ame-se hoje

Pois você nasceu assim, baby



Não importa se você é gay, hétero ou bi

Lésbica ou transexual

Estou no caminho certo

Nasci para sobreviver



Não importa se é preto, branco ou pardo

Albino ou oriental

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci para ser corajoso



Eu sou linda à minha maneira

Pois Deus não comete erros

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Não se cubra de arrependimentos

Apenas ame-se e você estará bem

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Ooo, não há outro jeito

Baby, eu nasci assim

Baby, eu nasci assim



Ooo, não há nada que eu possa fazer

Baby, eu nasci assim

Estou no caminho certo, baby

Eu nasci assim



Nasci assim, hey!

Nasci assim, hey!

Estou no caminho certo, baby

Nasci assim, hey!



Nasci assim, hey!

Nasci assim, hey!

Estou no caminho certo, baby

Nasci assim, hey!

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