sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Depoimento do Fundador do MOSES Sergio Viula.


Olá amigos, reproduzo abaixo o depoimento do fundador de um dos mais tradicionais grupos de reversão atuantes no Brasil, a entrevista foi publicada no blog do Sérgio e autorizada pelo mesmo a reprodução aqui.

Sérgio tem uma rica experiência de vida e no que diz respeito à religião e homossexualidade, ele é um mestre! Estudou Teologia, foi pastor batista, missionário e professor de seminário. Nesta fase, casou, é pai de dois filhos e fundou o Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) junto com João Santolin. Trabalhando no MOSES, aos poucos foi percebendo o quão falaciosa é a tentativa de ser o que não é e, então, rompeu com tudo. Separou da esposa, saiu da igreja, deixou de ser pastor e assumiu sua homossexualidade. Concedeu uma bombástica entrevista à revista Época, revelando-se e também revelando a falácia do MOSES. Tornou-se ateu. Hoje é professor de inglês, estudante de Filosofia na UERJ, é dono do blog "Fora do Armário" e vive feliz ao lado do seu amor, Emanuel.

Para muitos cristãos fundamentalistas, Sergio é um desertor; para mim, Sergio é um profeta. Na entrevista que segue, Sergio compartilha conosco sua experiência de vida e visão de mundo.

Sergio, como aconteceu sua adesão à fé cristã e qual foi o ápice dessa trajetória?

Eu me converti na Igreja Missionária Evangélica Maranata durante um culto realizado no auditório da A.B.I. (Associação Brasileira de Imprensa). Depois de muito insistirem, dois amigos meus finalmente conseguiram me convencer a ir ao culto. Fui duas vezes, e na segunda vez entreguei-me publicamente a Cristo. Tinha apenas 16 anos de idade, mas levei tão a serio a decisão que rapidamente subi na hierarquia da igreja. Fui professor de EBD, líder de mocidade, missionário com a Operação Mobilização. Mais tarde, saí da Maranata e fui para outra igreja pentecostal, onde continuei trabalhando arduamente no ministério. Quando percebi que esta igreja desviara-se do que considerava bíblico, migrei para a Igreja Batista (CBB). Já havia me formado no Seminário Teológico Betel, no qual também lecionei. Fui ordenado pastor. Trabalhava como editor do jornal Desafio das Seitas, que era administrado pelo Centro de Pesquisas Religiosas (CPR). Fiz duas pós-graduações em missiologia no Seminário Teológico Betel em parceria com o Fuller Theological Seminary dos Estados Unidos. Fiz um Seminário de Liderança Avançada pelo Instituto Haggai em Cingapura. Este foi meu último grande feito como crente. Nenhum destes ministérios, porém, foi mais INÚTIL para o bem da humanidade do que o MOSES (Movimento pela Sexualidade Sadia), do qual eu fui um dos fundadores em 1997.

Você foi um dos fundadores do MOSES [Movimento pela Sexualidade Sadia] que prega a conversão de homossexuais em heterossexuais. Como foi o processo até você entender que essa conversão é uma falácia?

Diversas coisas aconteceram para que eu pudesse despertar do sono dogmático em que me encontrava. Primeiro, fui percebendo que eu mesmo - a despeito de toda fé e dedicação - não experimentara nenhuma mudança real. Depois, passei a prestar atenção à vida das inúmeras pessoas que nos procuravam e passavam pelos aconselhamentos, retiros, orações etc. Nenhuma delas havia mudado de fato. Só sabiam sofrer com a tensão entre o que diziam os fundamentalistas cristãos e o que desejavam de coração. Várias pessoas se envolveram com pessoas que estavam no MOSES. Várias vezes presenciei confrontações entre a liderança do MOSES e gente que havia transado com amigos conhecidos no ministério. Além daqueles que transavam fora e traziam suas histórias aos prantos para as sessões de aconselhamento.

O MOSES hoje me parece em declínio, não ouvimos mais falar de ações desta instituição. Você atribui isso a quê? Muitos pensam que sua entrevista à revista Época, naquele tempo, foi um duro golpe na instituição.

Certamente que a minha denúncia foi um divisor de águas. Não é todo dia que um homem com 18 anos de crença e ministério, fundador de um grupo de "reversão", pastor de uma igreja respeitada, com vasta experiência ministerial, vem a público e denuncia as falácias de uma organização e crença deste tipo. Os próprios crentes passaram a desconfiar daquela organização. Não só isso, mas entre a própria liderança já havia aqueles que se perguntavam por que as pessoas não mudavam realmente. Devem ter visto em tudo isso um ponto final para a pergunta. Porém, sempre há os saudosistas e não me admiraria se alguém retomasse o nome desta organização e sua proposta.

Sair do armário é um duro processo! O título do seu blog é "Fora do Armário", e diz muito sobre a sua atual condição existencial. Como foi esse processo de sair do armário para você e para a sua família?

Foi duro. Fui perseguido por meus pais e irmãs, minha ex-mulher, incompreendido por "amigos", etc. Meus filhos foram surpreendentemente maduros, apesar de tão novos. Nunca deixaram de me amar e querer estar comigo. Deixei minha casa e tudo o que havia dentro dela nas mãos da minha ex-mulher por causa dos meus filhos. Comecei tudo do zero de novo. Arrumei novo emprego, porque a escola na qual lecionava estava nas mãos de gente da igreja batista, e a convivência ficou insustentável. Nunca me arrependi de ter saído do armário. Fui em frente. Batalhei. E por isso progredi para um emprego melhor, consegui minha casa própria, conheci Emanuel (com quem estou casado hoje), passei a morar perto dos meus filhos (que estão com minha mãe atualmente), meus pais passaram a aceitar a realidade e se dão bem comigo e com Emanuel atualmente. Estou colhendo a tranquilidade que plantei no meio da maior tempestade que enfrentei na vida. Valeu a pena!

Pesando tudo isso, apesar das lutas internas e externas, valeu a pena? O que você diria para alguém que deseja muito sair do armário, mas ainda não encontrou forças para isso?

Sair do armário vale a pena! É muito melhor viver 100% na autenticidade com relação à sua homoafetividade do que "de dia ser Maria e de noite ser João", como cantava o Chacrinha. A pessoa nem é realmente heterossexual e nem vive plenamente sua homossexualidade. Quando a gente é resolvido e assumido, a chantagem, a ameaça, as acusações indiretas e coisas semelhantes perdem totalmente o efeito. Você assume o controle de sua própria vida e desejo. Se tiver que mudar tudo para viver plenamente, mude! Eu mudei de emprego, de endereço, de amigos, mas ganhei qualidade de vida, tranquilidade e as condições necessárias para me realizar plenamente.

O ateísmo que hoje você professa é fruto de um processo de entendimento acerca da religião, sua natureza e papel social, ou reação emocional, portanto, reativa, a tudo o que você viveu na igreja evangélica? Como você de cristão passou a ateu?

Tudo isso junto. Compreendi que - essencialmente falando - o cristianismo não está em posição melhor do que qualquer outra religião atual ou antiga. A religião egípcia, grega, cananita pode ser encarada até como superior em alguns aspectos. Qual é o fundamento seguro, ou seja, evidente e infalível que me garante que Deus existe, ou que a Bíblia é uma revelação divina, ou que o céu existe, ou que o inferno seja real? Como saber seguramente que Jesus e não Maomé ou Buda é o caminho, a verdade e a vida? Quem me garante que Jesus - se existiu de fato - não foi meramente um judeu, inconformado e ressentido com os dominadores da época, que acabou sendo mitificado por seus seguidores como ainda hoje acontece com aqueles que inspiram os desesperados. O próprio Inri Cristo que vive no sul do Brasil e alega ser a reencarnação de Cristo tem seus seguidores. Pode parecer uma comparação ridícula, mas só soa ridícula, porque a carga emocional que cerca a figura de Jesus hoje é muito forte. Imagine como seria visto o Inri Cristo daqui a algumas décadas ou séculos se pudesse contar com todas as forças políticas, sociais e econômicas que levaram Jesus a se tornar o messias de milhões pessoas do lado de cá do mundo. Haveria quem acendesse fogueiras em nome dele! Emocionalmente falando, entender que não preciso dar contas a deus nenhum me liberou para ser eu mesmo e fazer de mim o melhor que eu possa. Se por um lado eu não tenho um fustigador celestial, por outro não tenho um onipotente provedor. Isso me libera para ser e fazer muito mais da vida! Deus não existe para cobrar, mas também não existe para dar nada. Não existe medo e nem esperança inútil. Restam a determinação em fazer da vida uma obra de arte e a ação prática na realização desta empreitada!

Como você analisa este fenômeno social das igrejas inclusivas?

Acho excelente que os homossexuais crentes tenham onde se reunir e cultuar. Não sou contra o culto. Apenas não cultuo. Entretanto, gosto mesmo é da postura de igrejas como a Comunidade Betel em Botafogo. É uma comunidade engajada na luta pelos direitos dos homossexuais, que gosta de pensar e não tem medo de idéias confrontadoras. Fico muito preocupado com as "igrejas-clone" de igrejas homofóbicas que apenas encaram a homossexualidade de uma forma positiva. Gay-friendly não significa sempre certo. Uma igreja simpatizante dos homossexuais que anestesia seus membros com doutrinas e práticas que os isolem da realidade social e política que os circunda não é diferente de qualquer outra, no que diz respeito à luta pela emancipação plena do cidadão homossexual.

Algumas igrejas históricas como Anglicana, Luterana (nos EUA) e Presbiteriana (na Escócia) estão reconhecendo a homossexualidade como algo natural. Tais igrejas já ordenam pastores e pastoras homossexuais e celebram os ritos de casamento. No seu entendimento enquanto teólogo, o que está acontecendo nestas igrejas é fruto do trabalho cada vez mais relevante da militância LGBT ou os teólogos resolveram admitir publicamente que a Bíblia não condena a homossexualidade?

A militância tem grande mérito nisso. As igrejas chamadas inclusivas estão assustando por seu crescimento - o que significa que muitas igrejas da ala tradicional estão perdendo membros. Eles são obrigados a parar e refletir sobre isso. Os teólogos muitas vezes pensam coisas diferentes daquelas que a maioria dos pregadores dizem em seus púlpitos. Saber que eles estão revendo seus conceitos é uma boa nova. Já houve tempo em que negro só se reunia em igreja de negro nos EUA. Isso é segregação. Quero ver o dia em que gays não tenham que frequentar e ministrar somente em igreja de gays. No dia que isso acontecer, podemos dizer que a segregação por orientação e identidade sexual é coisa do passado. Espero viver para ver.

Religião e política tem andado de mãos dadas no nosso país. O Brasil assinou um acordo bilateral com o Vaticano nos últimos meses e só cresce o número de políticos evangélicos. Nossos espaços públicos são cheios de imagens e ícones do cristianismo. O Estado Laico ainda é um sonho?

O Brasil é uma piada em diversos sentidos. Somos constitucionalmente laicos, mas na prática o sacerdócio dá muito palpite na vida pública. Qualquer pessoa pode professar a religião que quiser. Ateus também deveriam ser mais claros em relação ao seu ateísmo. Existe um armário para os ateus também. Ateus precisam assumir tranquilamente suas idéias. Isso faz diferença. Agora ninguém pode usar cargo político para favorecer grupos religiosos ou agremiações de qualquer espécie. Foi isso o que Édino Fonseca tentou fazer em 2004 e a Revista Época denunciou através da minha entrevista. Isso tem que acabar. Isso também é uma forma de corrupção. O Estado Secular de Direito é melhor, porque garante mais direitos para todos, inclusive para os religiosos. O dia em que uma religião tomar o poder, todas as outras estão perdidas. Vejam os exemplos históricos da Europa, do Oriente Médio e do Sul da Ásia.

As eleições estão chegando e, pelo atual desenho eleitoral, teremos duas mulheres que, embora façam parte da esquerda, são evangélicas e concorrerão para importantes cargos no Executivo. Falo da senadora Marina Silva e da atual vereadora Heloísa Helena. Você votaria em evangélicos ainda que de esquerda?

Dificilmente. A maioria dos crentes faria qualquer coisa para preservar aquilo em que crê. Isso é perigoso. Por outro lado, o fato de alguém ser ateu não garante que será bom governante. É preciso ver as propostas e o passado político de cada candidato(a). O próprio Barack Obama que tantas expectativas alimentou vem sendo alvo da crítica do movimento homossexual americano por não estar realmente fazendo avançar a luta pela conquista de direitos civis em território americano. É muito difícil acreditar nos políticos. Os homossexuais já foram massa de manobra nas mãos dessa gente por tantas vezes que já não dá para apostar em nenhum deles.

Estamos chegando ao fim de dois mandatos do presidente Lula e até o presente momento nenhuma lei que contemple a população LGBT foi aprovada no Congresso Nacional, ainda que a base do governo do "Brasil sem Homofobia" seja majoritária. Muitas palavras no papel e pouca ação efetiva? Analise.

É exatamente o que acabei de dizer. Se o Lula que é o presidente com maior aprovação popular e com aliados por todos os lados não fez nada de concreto no que diz respeito a mudar essa legislação heterossexista que está aí, como podemos acreditar que uma candidata do partido dele fará? Ele nem tem a desculpa de estar esperando o segundo mandato, como parece ser o caso de Obama. Ele já está apagando as luzes de seu gabinete, mas não acendeu nenhuma no fim do túnel dessa história de apatia política para com a comunidade gay brasileira.

Recentemente, uma travesti foi surrada publicamente por policiais na Parada Gay de Penedo, nas Alagoas. Em São Paulo, Marcelo Campos foi assassinado e uma bomba de fabricação caseira foi atirada contra gays. Somente no ano de 2009, segundo as estatísticas do Prof. Luiz Mott, já contamos com 108 assassinatos de homossexuais. No seu entendimento, a homofobia tem crescido ou tem mostrado a sua cara na medida em que os LGBTs saem da invisibilidade?

Está ficando mais evidente, mas sempre existiu. Todavia, não podemos recuar. O nazismo lançou mais de 300 mil homossexuais à morte em seus campos de concentração, além dos que saíram de lá para morrer aqui fora em conseqüência dos mau tratos. Não havia movimento gay na Alemanha para defendê-los até então. Hoje temos o privilégio de estar organizados e podermos falar e agir contra a violência homofóbica. Não podemos recuar. Devemos ser apenas mais cautelosos nessas concentrações, porque nem tudo é festa. Aliás, essa é uma luta política. Muita gente gay não tem noção disso. Quando falamos em direitos, falamos de vida, liberdade, segurança. Ser visível é o primeiro passo, mas não é o único. Talvez os homossexuais precisem fazer mais pressão. Mas como é que homossexuais enrustidos podem colaborar com isso? É preciso ser assumido para poder colocar a boca no trombone sem medo de ser visto por fulano ou sicrano. Gente enrustida não pode fazer isso, a menos que queira sair do armário em grande estilo. Por isso, sair do armário é muito mais do que um luxo reservado só para alguns. É dever de todos os que desejam uma sociedade melhor assumir seu desejo, orientação e identidade.

Como combater a homofobia internalizada e a social?

A homofobia internalizada tem que passar por uma transvaloração dos valores. O indivíduo tem que repensar seus pressupostos "morais", religiosos, sociais. A homofobia social deve ser combatida com campanhas educativas e com legislação rigorosa contra os agressores, seja verbalmente ou fisicamente.

A verdade realmente liberta?

A verdade liberta! Mas só deve ser entendido por verdade aquilo que possa ser evidentemente demonstrado e que se aplique a todas as situações daquele mesmo tipo em qualquer tempo e lugar. Por exemplo, não é verdade que a homossexualidade seja pecado, apesar de muita gente achar que isso seja verdade. Para aqueles que pensam ser verdade que a homossexualidade é pecado, a "verdade" é escravizante, porque não é VERDADE, de fato. Neste sentido, a VERDADE liberta. Quando o indivíduo perceber que a homossexualidade é universal, apresentando-se em mais de 300 espécies animais, perpassando toda a história da humanidade, sendo característica de gente que produziu muito mais do que a média no campo das artes, da política, da filosofia, da ciência, essa pessoa vai ser liberta da ignorância, do dogma escravizante. Neste sentido, verdade equivale a conhecimento verdadeiro. E o conhecimento (não a fé) realmente liberta! Transforma! Fecunda a vida! Vale a pena reavaliar o que se pensa e ousar pensar diferente e agir diferente quando se percebe que tudo não passava de um profundo e doloroso equívoco.

Entrevista dada ao Márcio Retamero, 35 anos, teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro - uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva -, desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva e Homofobia Cristã. Seu e-mail é: revretamero@betelrj.com.

domingo, 26 de setembro de 2010

Latter Days


Latter Days (Ultimos dias) é um outro filme que aborda a questão religiosa da homossexualidade. Um missionário mórmon (Igreja do senhor Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) se apaixona pelo vizinho de sua nova casa, uma república mórmon onde Elder Davis de 19 anos se muda em missão, para fazer novas evangelizações. Sinopse Oficial:

O filme conta a história de um gay que vive em festas e curtindo a vida, ele não pensa muito sobre qualquer coisa e ao que pode acontecer.
Acontece que surge Elder Davis de 19 anos, um missionário Mormon sexualmente confuso, que se muda para o seu condomínio e Christian tenta seduzí-lo.
Quando Christian simplesmente se envolve com este missionário mórmon, a relação se transforma em um apaixonado romance que acaba ameaçando até a própria vida deles.
Você pode assisti-lo completo no Dailymotion, esta dividido em 18 partes e legendado em espanhol, vou postar a primeira aqui embaixo ou fazer o download em duas partes. Parte 1 e Parte 2



Latter days - parte 1 de 18
Carregado por Guilanth. - Veja filmes em destaque e emissoras de televisão inteiras

Prayers for Bobby


Orações para Bobby foi um filme que eu relutei um pouco para assistir com medo da historia que ele conta. rs
Justamente por acha-la muito parecida com a história do meu melhor amigo.
Ainda estou tentando pensar em como farei para que ele tenha acesso ao conteúdo desse blog, mas enquanto isso, vc que ainda não assistiu esse filme. Assista!
Ele foi baseado na história de Mary Griffith, uma mulher que se tornou membro da Igreja da Comunidade Metropolitana nos EUA, uma das igrejas inclusivas mais antigas senão a mais antiga do mundo, e militante do movimento LGBT depois de passar por essa trágica história.
Fotos reais de Mary e Bobby

Sinopse retirada do site da ICM Brasil:
 "Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim... Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da Terra." 


Estas palavras estão escritas no diário de Bobby Griffith, quando tinha 16 anos. A sua mãe, "Mary Griffith", interpretada por Sigourney Weaver, a senhora dos ELIEN, sabedora da sexualidade do filho acredita"curar" o filho com base na religião e terapias, para quatro anos depois (1979) Bobby lançar-se de uma ponte. Um filme intenso, dramático, e que espelha ainda hoje a realidade de muitas e muitos jovens no mundo! Mary após a morte do filho questiona-se a si e ao fundamentalismo religioso, redime-se da sua posição homofobica tornando-se uma defensora dos direitos GLBT


Discurso de Mary lido no filme:
“Homossexualidade é um pecado. Homossexuais estão condenados a passar a eternidade no inferno. Se quisessem mudar, poderiam ser curados de seus hábitos malignos. Se desviassem da tentação, poderiam ser normais de novo. Se eles ao menos tentassem e tentassem de novo em caso de falha. Isso foi o que eu disse ao meu filho, Bobby, quando descobri que ele era gay. Quando ele me disse que era homossexual, meu mundo caiu. Eu fiz tudo que pude para curá-lo de sua doença. Há oito meses, meu filho pulou de uma ponte e se matou. Eu me arrependo amargamente de minha falta de conhecimento sobre gays e lésbicas. Percebo que tudo o que me ensinaram e disseram era odioso e desumano. Se eu tivesse investigado além do que me disseram, se eu tivesse simplesmente ouvido meu filho quando ele abriu o coração para mim... eu não estaria aqui hoje, com vocês, plenamente arrependida. Eu acredito que Deus foi presenteado com o espírito gentil e amável do Bobby. Perante deus, gentileza e amor é tudo. Eu não sabia que, cada vez que eu repetia condenação eterna aos gays... cada vez que eu me referia ao Bobby como doente e pervertido e perigoso às nossas crianças... sua auto-estima e seu valor próprio estavam sendo destruídos. E finalmente seu espírito se quebrou alem de qualquer conserto. Não era desejo de Deus que o Bobby debruçasse sobre o corrimão de um viaduto e pulasse diretamente no caminho de um caminhão de dezoito rodas que o matou instantaneamente. A morte do Bobby foi resultado direto da ignorância e do medo de seus pais quanto à palavra “gay”. Ele queria ser escritor. Suas esperanças e seus sonhos não deveriam ser tomados dele, mas se foram. Há crianças como Bobby presentes nas suas reuniões. Sem que vocês saibam, elas estarão ouvindo enquanto vocês ecoam ‘amém’. E isso logo silenciará as preces delas. Suas preces para Deus por entendimento e aceitação e pelo amor de vocês. Mas o seu ódio e medo e ignorância da palavra ‘gay’ silenciarão essas preces. Então... Antes de ecoar ‘Amém’ na sua casa e no lugar de adoração, pensem. Pensem e lembrem-se. Uma criança está ouvindo.” – Mary Griffith 


Você pode assistir o filme completo no google videos (incorporei aqui embaixo é só apertar o play! ) ou fazer o download pro seu computador. Caso os links estejam quebrados na data em que você está lendo este post, deixe um comentário que coloco um novo link para download.

Filme Save Me


Esse filme aborda uma questão já falada pelo meu amigo Sergio Viula no post que retirei do blog da ICC, sobre os tratamentos de reversão, onde muita das vezes esses "grupos de ajuda" acabam servindo como ponto de encontros e paqueras entre os "pacientes", é claro que o filme vai muito além da história de amor entre Mark, que é internado em uma clínica de reabilitação para gays e conhece e se apaixona por um dos internos.
Fala sobre todas as questões que envolvem homossexualidade e religão, não sei se foi baseado em alguma história real, mas com certeza vc irá se identificar.
O link para o download eu pegay em um outro blog, já tenho ele aqui no meu computador, então se o link for quebrado me avisem que posto em minha conta do 4share e coloco um novo link para vocês.

Assista o trailer no You Tube:

Entendendo melhor que não há doença, portanto não há cura!


Animação muito bem feita que fala de forma simples e científica sobre a questão da homossexualidade abordando inclusive as técnicas religiosas de reversão.
.

Existe "recuperação" para gays?


“Pouco tempo atrás contei aos meus pais que eu era gay. Não pegou muito bem e eles me disseram que há algo psicologicamente errado comigo, que me criaram errado. Hoje minha mãe, meu pai e eu tivemos uma longa ‘conversa’ no meu quarto, na qual eles me informaram que eu devo me inscrever em um programa cristão fundamentalista para gays… É como um treinamento militar… Se eu sair ‘hétero’, ficarei tão instável mentalmente e deprimido que não terá importância”.

O depoimento é do adolescente Zach, 16, do Tennessee (EUA), num blog na internet, antes de ser enviado para a associação Love in Action, de onde sairia “liberto”. Lá, Zach jogaria futebol, não manteria contato físico (nem aperto de mãos) e teria todas as conversas monitoradas – inclusive com a família. Houve comoção, e o Estado interveio. Havia a suspeita de que a associação oferecia “serviços terapêuticos” sem licença. Quando recebeu alta, Zach

ainda se dizia gay.

No Brasil, Daniel Silva, 32, também nascido num lar evangélico, conheceu o ministério “Deus se Importa”, da Igreja Batista da Lagoinha (Belo Horizonte, MG). Alimentando a “idéia de que era possível ser liberto da homossexualidade”, internou-se na “casa de recuperação”.

“Minhas malas foram todas fiscalizadas”, diz Silva. “A única hora que tínhamos com Deus era de manhã, das 7h às 8h, antes do café e à noite. Somente algumas pessoas eram autorizadas a sair. Eu não podia sair sem autorização. Íamos à igreja somente no domingo à noite acompanhados por alguém da casa”. Daniel Silva permanece gay.

Sergio Viula, 41, professor de inglês, formando pelo Seminário Teológico Betel e em filosofia pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), ajudou a formar o Movimento pela Sexualidade Sadia (Moses) – ONG evangélica que auxilia na “cura do homossexualismo”. Chegou a ser pastor da Igreja Batista, casou-se, teve dois filhos. Era um exemplo de cura e libertação. Dava testemunho da própria “cura”. Hoje, diz-se homossexual – como, na verdade, sempre o fora.

São três exemplos, mas não únicos (você, leitor, provavelmente acreditou ou ainda acredita na libertação da homossexualidade). E a tinta fica mais forte quando lê-se o estudo da Universidade da Califórnia que mostrou que a postura dos pais causa ações autodestrutivas (depressão e tentativa de suicídio) nos adolescentes homossexuais. Os rechaçados por suas famílias tem oito vezes mais probabilidade de tentar suicídio e três vezes mais chances de se drogar quando adultos em relação aos que recebem apoio familiar. Normalmente, pais evangélicos reagem muito mal à homossexualidade dos filhos – em grande parte, responsabilidade do discurso religioso homofóbico.

Em outro estudo, este do Departamento de Saúde dos EUA – mostra que 40% dos casos de suicídio ocorridos entre jovens LGBT têm ligação com a homofobia religiosa.

Mestre em saúde coletiva pelo IMS/UERJ (Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e doutor IFSC/UFRJ (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Marcelo Natividade, no estudo “Homossexualidade, gênero e cura em perspectivas pastorais evangélicas” traça três afirmações recorrentes nas igrejas, sobre homossexualidade: 1) é comportamento aprendido; 2) é um problema espiritual; 3) é antinatural.

Viula, um dos fundadores desses movimentos de cura, confirma o estudo de Natividade. Em entrevista à revista Época de novembro de 2004, diz que essas “casas de recuperação” “vendem uma solução, enchendo a pessoa de culpa”. As razões para a homossexualidade “sempre [estão] ligadas à desestruturação familiar ou a traumas”. Diz que o discurso é “cruel”: “Jesus te ama, nós também, mas você precisa deixar de ser gay”. Para o ex-pastor, o homossexual continua gay, mas com um “pé no prazer e o outro na dor”, com sentimento de culpa, medo e autorrejeição. “Criávamos uma paranóia na cabeça deles”, assume.

Algumas igrejas não internam gays, no entanto, prometem a “cura interior” – caso da Igreja Renascer em Cristo. Relatos ouvidos pela reportagem dão o caminho das pedras para “a cura”. Primeiro: a pessoa conta toda a sua história a um pastor – acompanhados de testemunha; depois: ouve conselhos, é acompanhada por um líder e recebe “receitas” de jejum e oração. É das mais leves. No entanto, na semana anterior à publicação desta reportagem, um ex-bispo cometeu suicídio. Ele era gay.

Nestas clínicas de reversão sexual e nos discursos de religiosos radicais, diz Natividade, os homossexuais “são vistos como promíscuos, pedófilos e sujeitos que espalham doenças, portanto, indivíduos perigosos à coletividade”. E alerta para o suposto embasamento científico, que, na verdade, tratam-se de “saberes biomédicos do início do século passado”. Dito isto num ambiente de isolamento familiar, a agressão psicológica é ainda mais cruel.

“Que tipo de recuperação um homossexual pode ter num lugar como esse e com esse regime?”, pergunta Daniel Silva – o do “Deus se Importa”, da Igreja Batista da Lagoinha – que confirma a chantagem emocional a que são submetidos os internos. Segundo Silva, no internato não pode haver questionamento sob o risco de o interno ser “taxado como rebelde”. Outra frase comum: “Não dificulte seu processo de libertação”.

“As cartas que a minha mãe me escrevia eram abertas e lidas antes de mim”, revela. E conta que a direção não as entregava caso o conteúdo fosse reprovado. A alegação era de que queriam poupá-los de assuntos que os pudessem deixar “sensíveis”. Ligações da família só eram recebidas com o pastor presente. Nenhuma carta pôde ser respondida, segundo Silva. A mãe – há de se deduzir – estava em “desespero”.

Mesmo que oficialmente a permanência não seja obrigatória, há casos que beiram a ocorrência policial. Foi o que ocorreu com Daniel Silva, inclusive. A pedido da mãe, uma missionária ameaçou chamar a polícia, caso o rapaz não fosse libertado. “Ela ameaçou ir com a polícia à casa [de ‘recuperação’] caso eles não me colocassem na linha [telefônica]”, relata. “[Na saída], ninguém da direção se despediu de mim”.
“Sou o melhor exemplo de que não existe ‘cura’ para homossexualidade”, conclui Sérgio Viula (co-fundador do Moses). A afirmação é corroborada pelo Conselho Federal de Psicologia. Na resolução 001/1999, o conselho trata a homossexualidade como “identidade”, não como “doença, nem distúrbio, nem perversão” e proíbe que psicólogos colaborem em “eventos ou serviços que proponham tratamento e cura” de LGBT.
Portanto, é ilegal qualquer “casa de recuperação” ou “tratamento de cura e libertação” promovidos por igrejas evangélicas com pseudoprofissionais. “A literatura científica não registra nenhum caso [de reversão]”, afirma João Batista Pedrosa, psicólogo e autor do livro “Segundo Desejo”, à revista “A Capa”. E diz mais: “estudos e pesquisas, entidades representativas e científicas de psicólogos nos EUA, na França, Espanha e no Brasil concluíram (…) [que] para que o indivíduo possa ser emocionalmente saudável e ter uma boa qualidade de vida é necessário que ele vivencie a sua verdadeira orientação sexual”.
As consequências da intolerância religiosa são dor e sofrimento. “Uso a psicoterapia há mais de 10 anos, hoje, estou com 18. Aos oito anos, um psicanalista ‘descobriu’ a minha homossexualidade, tentou revertê-la com psicoterapia e me impôs a obrigação de gostar de meninas”, diz Silva em depoimento a Pedrosa. Há três anos, ele entrou em um estado depressivo grave, com uso, inclusive, de remédios, já que ser gay “é um pecado muito grande no meio cristão”. “Somos encarados como leprosos e somos afastados de tudo e de todos”, lamenta o jovem.
Silva passou a sofrer de fobia social, depois com paranóia e “colapsos de pavor e somatizações, como: vômitos, falta de ar e taquicardia”. Tempo depois, trocado o psiquiatra por um neurologista, “a depressão atenuou a ponto de conseguir frequentar um psicólogo” – para o azar do rapaz – adepto a corrente dos que acreditam na “reversão sexual”. Silva era obrigado a assistir a filmes eróticos héteros para que “passasse a ter prazer com aquilo”. “Foi catastrófico”, diz. “Toda a minha depressão voltou”.
O jovem de 18 anos diz ser dependente de remédios e já ter tentado suicídio três vezes.
Além do dolo, beira a hipocrisia a promessa de “reversão” sexual. E revolta. “Uma vez criaram uma célula de homossexuais que se reunia na Tijuca [Zona Norte do Rio] para fazer uma espécie de terapia em grupo. Em vez de virarem heterossexuais, começou a rolar paquera”, diz Viula, ex-Moses. E continua: “Tinha gente que saía da reunião para namorar. Dentro do próprio apartamento que sediava os encontros aconteceram experiências sexuais”.
“Outra situação absurda ocorreu em um congresso da Exodus – grupo cristão internacional que combate a homossexualidade. Os caras paqueravam e ficavam juntos durante o evento”, revela Viula. “A mensagem da militância gay, que se reuniu na porta, era: ‘Nos deixem em paz’. Lá dentro dizíamos que Deus transforma. Mas quem estava no evento fazia o mesmo que o pessoal de fora”. E conclui: “Era uma incoerência total”.
“Do ponto de vista científico, é uma fraude [a promessa de reversão da orientação sexual], pois a psicologia não reconhece que seja possível”, afirma peremptoriamente Pedrosa, para lembrar da proibição, pelo conselho, que psicólogos utilizem tais práticas com pacientes. “O resultado é danoso. Os efeitos são severos distúrbios comportamentais e psiquiátricos”, alerta.
Uma das precursoras no movimento teológico inclusivo no Brasil, a Igreja Cristã Contemporânea milita para desconstruir o discurso religioso homofóbico. “Queremos levar a todos, inclusive ao público LGBT, que Deus não tem preconceito. Que tem um amor incondicional. Que nos ama tal como fomos feitos”, diz o pastor Marcos Gladstone, fundador e presidente da igreja. “É possível ter uma vida de amor e fidelidade com Deus e o companheiro – mesmo que do mesmo sexo”.
Mas a “luta” está só no começo. No último fim de semana, Gladstone e seu companheiro, pastor Fábio Inácio, foram vítimas de um vídeo criminoso, no Youtube, em que apareciam fotos do seu casamento, trilha de um forró tosco evangélico com o nome “Adão e Ivo”, de Antonio Jose Ferreira de Lima, o Toinho de Aripibu(!).
Os pastores apresentaram denúncia contra o cantor Emanuel Ferreira de Albertin e o compositor – o Aripibu(!) – no MP-RJ (Ministério Público), OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ e na Comissão de Combate à Intolerância Religioso por práticas de preconceito, discriminação e homofobia religiosa.
“Louvor é para adorar, exaltar, engrandecer, agradecer a Deus. Não para atacar o próximo”, lembra Gladstone. “E a democracia tem como prerrogativa a liberdade de expressão, como adoram dizer quem condena a homossexualidade. Mas é também do jogo democrático que respondamos por nossos atos, acusações e danos”.
A reportagem procurou, via e-mail, a Igreja Batista da Lagoinha – responsável pelo ministério “Deus se Importa” -, a direção do Moses e a Igreja Renascer em Cristo, citados nessa matéria. Até o fechamento da matéria, ninguém respondeu.
Por Notato Viegas

A CURA QUE NÃO LIBERTA

domingo, 19 de setembro de 2010

Minha História


Fui criado em uma igreja evangélica pentecostal, me batizei muito cedo na pré adolescência, mas sempre fui evangélico por causa dos meus pais. Desde cedo sempre fui muito cético e nunca acreditei muito no que via na igreja, principalmente algumas manifestações espirituais que lá aconteciam.
Na adolescência migrei para uma igreja neo pentecostal, na busca por respostas, já que não me sentia a vontade no "clube social" a qual meus pais eram membros, apesar de me jogar na busca pelo espirito santo, por deus, etc e tal, nessa nova igreja não o encontrei... Pelo menos não da forma como é pregado na maioria das igrejas evangélicas atuais e na biblia, ele não se manifestou a mim. Fui "batizado no espirito santo" passei por vários outros "encontros com deus" que na verdade não passaram de manifestações coletivas histéricas.
Apesar da minha igreja incentivar o confissão dos pecados aos líderes acima de mim na hierárquia daquela denominação, nunca me senti a vontade de contar nada a respeito da minha vida pessoal, justamente por não crer que poderiam me ajudar, e talves essa tenha sido minha salvação.
Por isso nunca entrei em nenhum tratamento de reversão propriamente dito, apesar de ter passado por muitos momentos de conflitos espirituais "com deus", porém sozinho, jejuando, fazendo campanhas, pactos com deus, provas com deus, me mantendo afastado de televisão, rádio, internet, amigos e todo esses conselhos que sempre são dados nesses casos.
Me lembro que em muitos desses momentos, sozinho no meu quarto, orando por horas, eu chegava e me "auto fragelar", esmurrava a mim mesmo como punição por minha "fraquesa", isso se repetiu por algumas vezes depois de dias sem "pecar" seguido de "uma queda".
Quando entrei na faculdade assumi de vez minha posição cética, e como alguns dos evangélicos dizem que a letra mata a fé, foi isso que aconteceu comigo. Como me formei numa área cientifica, ficou impossível continuar conciliando criacionismo e evolucionismo e assumi uma visão menos literal da biblia.
Foi então que sai da igreja e me assumi (para mim mesmo) como bissexual e sem religião.
Na verdade ainda não sei o que é mais dificil, sair do armário sexual ou do armário religioso, uma vez que TODA minha familia é evangélica.
Quando entrei na faculdade conheci um menino que logo se tornou "meu melhor amigo", e assim como os meus pais são extremamente religiosos e evangélicos os dele também são. 
Ele é gay e os pais dele descobriram de forma um pouco trágica e precoce, não foi ele que contou. Foi ai então que ele começou um tratamento de reversão com um tal "grupo de amigos" (G.A), que trabalham prometendo uma cura para a identidade gay.
Inclusive foi orientado por uma psicóloga do G.A. (que eu ainda não consegui o nome completo e CRP para enviar uma denúncia ao CRP-RJ). Que o "proibiu" de mer ver, foi ameaçado pelos pais em retira-lo da faculdade e manda-lo ir morar com parentes em outro estado, entre outras barbaridades.
Já faz quase um ano que não mantemos praticamente mais nenhum contato, o que me incentivou a criar esse blog e buscar ajuda para conseguir ajuda-lo ou pelo menos fazer com que ele tenha acesso ao conteúdo que será postado aqui, além de compartilhar experiências com quem passa ou já passou por essa situação.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...