quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Dica Musical: (Tristeza Escondida) Concealed Sorrow, Theory Hazit.



Rapper americano cristão faz música sobre suicídio de adolescente gay e causa polêmica



O rapper cristão Theory Hazit, nascido no Kentucky, lançou a música “Concealed Sorrow” ou "Tristeza Escondida", em português, sobre Nicky, um garoto que se matou após sofrer bullying por ser homossexual. A música acendeu um alerta entre os evangélicos norte americanos já que o menino tirou sua vida por causa dos discursos comuns entre os cristãos. “Uma história real sobre dor, ódio e perda”, diz o site da gravadora Illect que lançou o single do disco Modern Marvels. A música foi inspirada no relato do pastor e professor universitário Dr. Tony Campolo.

“Eu escrevo Concealed Sorrow na esperança de que a Igreja ouça, veja, e pratique o amor de Cristo à todos os que lutam”, afirmou o artista sobre a sua canção. O vídeo clipe da música é fortíssimo e termina com o suicídio do menino. A música é um grito de socorro em forma de rap. Segundo o diretor do clipe, Donald W. Martin Jr., “a canção é definitivamente um pedido de Socorro, um pedido a Deus, um pedido pelo seu povo”.

Assista o clipe de “Concealed Sorrow” e veja a letra traduzida da música:





Concealed Sorrow (Tristeza Escondida)

As coisas não eram as mesmas desde que minha mãe faleceu.
Eu só quero ir embora.
Eu só quero ir ...

Versículo 1:

Nicolas o nome. Batizado com o nome do meu pai
Mas eu fico ridicularizado e chamado de nomes como "veado" e "bicha"
Meus verdadeiros amigos me chamam de Nicky
Eu sou apenas um filho único nascido na Twin City
Vivendo com meu pai biológico não é bonito
Ele concorda com os valentões da escola em me perseguir
Tudo bem... um dia eu vou correr e me esconder
E nunca mais voltar ao lugar onde moro
Até então, eu tenho que acertar com um disfarce
Esconder quem eu realmente sou dos olhos do meu pai
Sexualmente confuso é do que eles me rotular, dizendo-me
Todos os tipos de doenças de "A a Z" são mortais
E jogar estes medleys mais e mais
Cantando as mesmas música batidas tentando continuar sóbrio
Profundo nas sombras que procuro algum tipo de divindade
E fugir para um lugar onde exista um eu mais livre.

Refrão:

Eu apenas fecho meus olhos e oro a Deus
Que para levar o medo porque a vida é tão difícil
E eu estou cansado de ser dito o que eu não preciso ouvir
Mas a questão é: quem você realmente quer que eu seja?
Então eu continuo fingindo, eu continuo a chorar
Eu continuo de corte, eu continuo morrendo
Eu continuo fingindo, eu continuo a chorar
Mas eu ouço uma voz dizendo: mantenha

Verso 2:

Agora de volta ao bullies.
Eles sonham que um dia poderão ser gangsters.
Esta carga é como uma âncora
Me torrando na hora do almoço, tempo de diversão para eles
Fazendo piadas de gay até o nascer do sol
"Engraçado não é ... você se sente melhor?"
Eu respondo com um sorriso, e coloco o meu sweater
Eu ando por aí e um mete o pé na minha frente para eu tropeçar
Ele me pega e eu caio com tanta força que faz sangrar meu lábio
Agarraram-me os tornozelos e me arrastam para o banheiro
Esvaziam minha mochila gritando "fuc.. you"
"Bem vindo ao seu funeral" e me batem com pedras
Retiradas de um mictório quebrado
Eles me deixaram nu, eles estavam estúpidos e orgulhosos
Me obrigam a ficar em um canto e começam a mijar em mim
Depois cuspiram em mim e saíram, eu sei que Jesus chorou
Fiquei no canto gemendo, tudo que eu vejo é a morte

Coro

Versículo 3:

Voltei para casa naquela noite com a minha cabeça baixa
E apenas hoje, a depressão é 8 a 0
Meu pai perguntou: “como foi seu dia? "
O mesmoOh, o mesmoOh, mas eu estou bem. E para ele é apenas "Siga em frente!”
Fui ao banheiro e liguei o chuveiro
Tranquei a porta e silenciosamente chorei por horas
Deitado no chão, olhando para o teto
Tentando entender aquele sentimentos assustadores
Meu pai sai de casa, batendo a porta
Senti tremer o deitado no chão do banheiro
Me levanto e passo pelo corredor, andando
Eu paro e olho para as escadas do porão
Agarro meu cinto, então eu desço as escadas
Amarro o cinto ao trilho, e desdobro a cadeira
Sem medo algum, amarro o cinto ao redor do meu pescoço
Eu mudei de idéia, tento descer, mas eu escorreguei...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Bíblia como ela é! (Primeira Parte)

Moisés? Apóstolo Paulo? João Batista? Davi? Quem realmente escreveu livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de DeusO que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra? Traduções, edições, a bíblia modificada através dos tempos e as Culturas que a influenciaram. 






Hoje vamos começar uma série de posts sobre a bíblia. Já afirmei aqui no blog nossa posição sobre o que entendemos a respeito dos textos em que a bíblia condena a homossexualidade. Assim como também já explicamos nossa crítica a igrejas inclusivas que tentam provar por A + B que a bíblia não está dizendo o que ela está dizendo. No entanto acreditamos que talvez seja mais fácil convencer o "povão" com uma interpretação pessoal das escrituras do que explica-las cientificamente, o porque não devemos seguir a risca várias passagens da bíblia. Nós (do blog ex hetero) acreditamos que o mais simples e óbvio é não fazer uma leitura literal da bíblia e é para tentar explicar os motivos pelo quais não devemos fazê-la que começarei essa série hoje. Ela foi retirada do site da revista super interessante e vocês podem ler na íntegra por lá.

Em algum lugar do Oriente Médio, por volta do século 10 a.C., uma pessoa decidiu escrever um 
livro. Pegou uma pena, nanquim e folhas de papiro (uma planta importada do Egito) e começou a contar uma história mágica, diferente de tudo o que já havia sido escrito. Era tão forte, mas tão forte, que virou uma obsessão. Durante os 1 000 anos seguintes, outras pessoas continuariam reescrevendo, rasurando e compilando aquele texto, que viria a se tornar o maior best seller de todos os tempos: a Bíblia. Ela apresentou uma teoria para o surgimento do homem, trouxe os fundamentos do judaísmo e do cristianismo, influenciou o surgimento do islã, mudou a história da arte – sem a Bíblia, não existiriam os afrescos de Michelangelo nem os quadros de Leonardo da Vinci – e nos legou noções básicas da vida moderna, como os direitos humanos e o livre-arbítrio. 



Mas quem escreveu, afinal, o livro mais importante que a humanidade já viu? Quem eram e o que pensavam essas pessoas? Como criaram o enredo, e quem ditou a voz e o estilo de Deus? O que está na Bíblia deve ser levado ao pé da letra, o que até hoje provoca conflitos armados? A resposta tradicional você já conhece: segundo a tradição judaico-cristã, o autor da Bíblia é o próprio Todo-Poderoso. E ponto final. Mas a verdade é um pouco mais complexa que isso.

A própria Igreja admite que a revelação divina só veio até nós por meio de mãos humanas

A palavra do Senhor é sagrada, mas foi escrita por reles mortais. Como não sobraram vestígios nem evidências concretas da maioria deles, a chave para encontrá-los está na própria Bíblia. Mas ela não é um simples livro: imagine as Escrituras como uma biblioteca inteira, que guarda textos montados pelo tempo, pela história e pela fé. Aliás, o termo “Bíblia”, que usamos no singular, vem do plural grego ta biblia ta hagia – “os livros sagrados”. 
A tradição religiosa sempre sustentou que cada livro bíblico foi escrito por um autor claramente identificável. Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento (que no judaísmo se chamam Torá e no catolicismo Pentateuco) teriam sido escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C. Os Salmos seriam obra do rei Davi, o autor de Juízes seria o profeta Samuel, e assim por diante. Hoje, a maioria dos estudiosos acredita que os livros sagrados foram um trabalho coletivo. E há uma boa explicação para isso.
As histórias da Bíblia derivam de lendas surgidas na chamada Terra de Canaã, que hoje corresponde a Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria. Durante séculos acreditou-se que Canaã fora dominada pelos hebreus. Mas descobertas recentes da arqueologia revelam que, na maior parte do tempo, Canaã não foi um Estado, mas uma terra sem fronteiras habitada por diversos povos – os hebreus eram apenas uma entre muitas tribos que andavam por ali. Por isso, sua cultura e seus escritos foram fortemente influenciadas por vizinhos como os cananeus, que viviam ali desde o ano 5000 a.C. E eles não foram os únicos a influenciar as histórias do livro sagrado.
As raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios, antigos habitantes do atual Iraque, que no 3o milênio a.C. escreveram a Epopéia de Gilgamesh. Essa história, protagonizada pelo semideus Gilgamesh, menciona uma enchente que devasta o mundo (e da qual algumas pessoas se salvam construindo um barco). Notou semelhanças com a Bíblia e seus textos sobre o dilúvio, a arca de Noé, o fato de Cristo ser humano e divino ao mesmo tempo? Não é mera coincidência. “A Bíblia era uma obra aberta, com influências de muitas culturas”, afirma o especialista em história antiga Anderson Zalewsky Vargas, da UFRGS.


Contradições bíblicas, os "dois Deus" do pentateuco.

Foi entre os séculos 10 e 9 a.C. que os escritores hebreus começaram a colocar essa sopa multicultural no papel. Isso aconteceu após o reinado de Davi, que teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C. A primeira versão das Escrituras foi redigida nessa época e corresponde à maior parte do que hoje são o Gênesis e o Êxodo. Nesses livros, o tema principal é a relação passional (e às vezes conflituosa) entre Deus e os homens. Só que, logo no começo da Beeblia, já existiu uma divergência sobre o papel do homem e do Senhor na história toda. Isso porque o personagem principal, Deus, é tratado por dois nomes diferentes.
Em alguns trechos ele é chamado pelo nome próprio, Yahweh – traduzido em português como Javé ou Jeová. É um tratamento informal, como se o autor fosse íntimo de Deus. Em outros pontos, o Todo-Poderoso é chamado de Elohim, um título respeitoso e distante (que pode ser traduzido simplesmente como “Deus”). Como se explica isso? Para os fundamentalistas, não tem conversa: Moisés escreveu tudo sozinho e usou os dois nomes simplesmente porque quis. Só que um trecho desse texto narra a morte do próprio Moisés. Isso indica que ele não é o único autor. Os historiadores e a maioria dos religiosos aceitam outra teoria: esses textos tiveram pelo menos outros dois editores.
Acredita-se que os trechos que falam de Javé sejam os mais antigos, escritos numa época em que a religiosidade era menos formal. Eles contêm uma passagem reveladora: antes da criação do mundo, “Yahweh não derramara chuva sobre a terra, e nem havia homem para lavrar o solo”. Essa frase, “não havia homem para lavrar o solo”, indica que, na primeira versão da Bíblia, o homem não era apenas mais uma criação de Deus – ele desempenha um papel ativo e fundamental na história toda. “Nesse relato, o homem é co-criador do mundo”, diz o teólogo Humberto Gonçalves, do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, no Rio Grande do Sul.
Pelo nome que usa para se referir a Deus (Javé), o autor desses trechos foi apelidado de Javista. Já o outro autor, que teria vivido por volta de 850 a.C., é apelidado de Eloísta. Mais sisudo e religioso, ele compôs uma narrativa bastante diferente. Ao contrário do Deus-Javé, que fez o mundo num único dia, o Deus-Elohim levou 6 (e descansou no 7o). Nessa história, a criação é um ato exclusivo de Deus, e o homem surge apenas no 6o dia, junto aos animais.
Tempos mais tarde, os dois relatos foram misturados por editores anônimos – e a narrativa do Eloísta, mais comportada, foi parar no início das Escrituras. Começando por aquela frase incrivelmente simples e poderosa, notória até entre quem nunca leu a Bíblia: “E, no início, Deus criou o céu e a terra...”
Em 589 a.C., Jerusalém foi arrasada pelos babilônios, e grande parte da população foi aprisionada e levada para o atual Iraque. Décadas depois, os hebreus foram libertados por Ciro, senhor do Império Persa – um conquistador “esclarecido”, que tinha tolerância religiosa. Aos poucos, os hebreus retornaram a Canaã – mas com sua fé transformada. Agora os sacerdotes judaicos rejeitavam o politeísmo e diziam que Javé era o único e absoluto deus do Universo. “O monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas – a religião deles, o masdeísmo, pregava a existência de um deus bondoso, Ahura Mazda, em constante combate contra um deus maligno, Arimã. Essa noção se reflete até na idéia cristã de um combate entre Deus e o Diabo”, afirma Zalewsky, da UFRGS.
A versão final do Pentateuco surgiu por volta de 389 a.C. Nessa época, um religioso chamado Esdras liderou um grupo de sacerdotes que mudaram radicalmente o judaísmo – a começar por suas escrituras. Eles editaram os livros anteriores e escreveram a maior parte dos livros Deuteronômio, Números, Levítico e também um dos pontos altos da Bíblia: os 10 Mandamentos. Além de afirmar o monoteísmo sem sombra de dúvidas (“amarás a Deus acima de todas as coisas” é o primeiro mandamento), a reforma conduzida por Esdras impunha leis religiosas bem rígidas, como a proibição do casamento entre hebreus e não-hebreus. Algumas das leis encontradas no Levítico se assemelham à ética moderna dos direitos humanos: “Se um estrangeiro vier morar convosco, não o maltrates. Ama-o como se fosse um de vós”.
Outras passagens, no entanto, descrevem um Senhor belicoso, vingativo e sanguinário, que ordena o extermínio de cidades inteiras – mulheres e crianças incluídas. “Se a religião prega a compaixão, por que os textos sagrados têm tanto ódio?”, pergunta a historiadora americana Karen Armstrong, autora de um novo e provocativo estudo sobre a Bíblia. Para os especialistas, a violência do Antigo Testamento é fruto dos séculos de guerras com os assírios e os babilônios. Os autores do livro sagrado foram influenciados por essa atmosfera de ódio, e daí surgiram as histórias em que Deus se mostra bastante violento e até cruel. Os redatores da Bíblia estavam extravasando sua angústia.
Por volta do ano 200 a.C., o cânone (conjunto de livros sagrados) hebraico já estava finalizado e começou a se alastrar pelo Oriente Médio. A primeira tradução completa do Antigo Testamento é dessa época. Ela foi feita a mando do rei Ptolomeu 2o em Alexandria, no Egito, grande centro cultural da época. Segundo uma lenda, essa tradução (de hebraico para grego) foi realizada por 72 sábios judeus. Por isso, o texto é conhecido como Septuaginta. 
Além da tradução grega, também surgiram versões do Antigo Testamento no idioma aramaico – que era uma espécie de língua franca do Oriente Médio naquela época.

E é sobre como foi escrito o novo testamento que falaremos no próximo post da série.


sábado, 20 de agosto de 2011

Ajude a All Out a parar as campanhas antigays de grupos cristãos fundamentalistas.





Membros da All Out no mundo inteiro têm conseguido fazer diferença. Na início do mês de agosto, milhares de usuários bombardearam a página da cadeia internacional de hotéis Westin no Facebook. Eles exigiam que a rede de hóteis Westin rompesse sua ligação com a polêmica plataforma online chamada CVN (Rede de Valores Cristãos, em tradução livre) que permite a consumidores doar parte de suas compras para financiar grupos de ódio antigays como o Focus on the Family e o Family Research Council, que tem como um dos slogans de uma de suas campanhas, um projeto de oração em prol da criminalização da homossexualidade no Malauí: Pray For The Criminalization Of Homosexuality.
E deu certo! Em menos de três horas, o Westin concordou com as reinvidicações dos membros da All Out. Eles juntaram-se à Apple, e mais de outras 200 empresas, que romperam seus laços com a CVN. Infelizmente, muitas outras marcas de peso ainda fazem parte da plataforma, como a Expedia, um importante website de viagens que tem muitos clientes da comunidade LGBT. Apesar da pressão por parte dos membros da All Out, com a revelação das práticas cheias de ódio da CVN, eles ainda não saíram da plataforma.


Mas eles não desanimaram. Continuaram com a campanha através do Facebook convocando pessoas a postarem a seguinte mensagem na página da Expedia no Facebook: "Pare de dar dinheiro para grupos de ódio antigay por meio da Christian Values Network e vá All Out pela Igualdade LGBT.
Quando você compra um passagem ou fazer uma reserva na Expedia você ajuda a CVN
a financiar entidades como Family Research Council, um grupo que lutou para reprimir legislações de crimes hediondos nos Estados Unidos e pediu a seus membros para rezar pela criminalização da homossexualidade no Malawi.
"A Expedia tem um negócio muito lucrativo de vendas de pacotes de viagens para consumidores LGBT no mundo inteiro. Eles têm um site específico para a comunidade LGBT e são membros da International Gay & Lesbian Travel Association. Sua ação mostrará à Expedia que dar apoio a direitos LGBT não é apenas uma tática de marketing, é uma parte necessária de fazer negócios de maneira responsável. Ao chamar a atenção da Expedia publicamente, daremos um recado para as companhias que ainda estão na CVN de que é hora de pular fora", declarou a All Out.
As campanhas da All Out em parceria com a Change.org já ajudaram a promover um exôdo em massa de corporações da CVN, tornando mais difícil para grupos como o Family Research Council espalhar as mentiras e o ódio contra a comunidade LGBT.
Foi através destas campanhas que forçaram a Apple, os hotéis Westin e mais de 200 corporações a cortar seus laços com a CVN.
Você também pode ajudar a All Out nessa luta para impedir que campanhas antigay sejam financiadas através de doações da CVN. Assine as petições públicas no site:
Ou, vá até o perfil da Expedia no Facebook, dê um "Curti" na página da Expedia e publique o comentário: "Pare de financiar grupos de ódio antigay pela Christian Values Network e vá All Out pela Igualdade LGBT!"
Vídeo oficial da campanha da All Out em prol da Igualdade LGBT no mundo:

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Governo do Equador fecha 30 clínicas que prometiam "cura" para a homossexualidade



As autoridades equatorianas fecharam 30 clínicas ilegais que não só classificavam a homossexualidade como doença, como prometiam a cura da orientação sexual.
Publicamente, os centros eram apresentados como destinados à reabilitação de dependentes químicos. Porém, as denúncias de vários homossexuais, que ali foram parar por internamento forçado das famílias, o Ministério da Saúde Pública do Equador a emitir um comunicado onde admite que podem haver cerca de 200 clínicas que prometem "cura"para gays e lésbicas no Equador.


O ministro da Saúde Pública do Equador, Nicolas Jara, alerta a importância de denunciar o cenário quem por ali passou ou conhece a existência de tais centros. "Dizem que há 200 no país, é possível! Mas seria muito importante que as vítimas denunciassem para que todas essas clínicas possam ser fechadas", disse o ministro.
Ziritt Paola, de 28 anos, lésbica, passou cerca de dois anos num dos centros, internada pela mãe. Aí, sofreu abusos sexuais, torturas, tendo ficado algemada vários dias, em locais sem luz, em que não comia, lhe batiam ou os técnicos lhe urinavam em cima.

Só depois de conseguir denunciar o caso à mãe, é que a família retirou Ziritt da clínica, percebendo que a filha não deixaria de ser lésbica com tal intervenção. Mas o centro por onde passou ainda se mantém de portas abertas.
Nicolas Jara já revelou que o Ministério do Interior lançou uma caça a estes estabelecimentos, tendo em conta que "não há nenhum tratamento para a 'cura' da homossexualidade" e que tais práticas são proibidas pela Constituição do país, já que, desde 2008 que a Carta Magna do Equador reconhece Direitos de Igualdade aos homossexuais equatorianos.



domingo, 7 de agosto de 2011

Igreja Luterana do Canadá aprova casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Igreja Luterana do Canadá se fragmenta ao votar a favor de casamentos entre homossexuais.


Bispa Susan 
 C. Johnson
A Bispa nacional da Igreja Evangélica Luterana do Canadá (IELC), Bispa Susan C. Johnson (foto ao lado) fez uma pregação emotiva no domingo concluindo a Convenção Nacional da IELC de 14 a 17 de julho que aprovou a realização de casamentos entre homossexuais nas igrejas luteranas e a ordenação de homossexuais assumidos publicamente como pastores. “Fizemos algumas escolhas muito difíceis e extremamente dolorosas para o futuro de nossa igreja e seu ministério”, disse a Bispa Susan , enquanto se esforçava para segurar as lágrimas. “Alguns de nós estarão deixando esta convenção cheios de alegria, e alguns deixarão, e outros já deixaram, desanimados”, disse ela referindo-se ao choque de opiniões e a falta de consenso entre os líderes luteranos.
A votação para permitir a realização e bênção para casamentos entre homossexuais foi aprovada por uma votação de 192 a 132. A votação para permitir que homossexuais assumidos publicamente sejam ordenados como pastores foi aprovada por 205 a 114.
Embora a IELC seja a maior denominação luterana do Canadá, a medida fragmentou a denominação e foi condenada por outra denominação do Canadá. Líderes da Igreja Luterana do Canadá (ILC) divulgaram uma declaração notando que a IELC é a única denominação luterana do Canadá que aprovou essa mudança tão significativa em sua posição doutrinária.
Utilizando a passagem bíblica onde Jesus fala sobre o casamento em termos de um homem deixando seu pai e mãe, se unindo à sua esposa, e os dois se tornando uma só carne, os presidentes (bispos) da ILC declararam o permanente testemunho da denominação para “de que Deus projetou o casamento como a união permanente de um homem e uma mulher”. Além disso, eles declararam que a ILC não ordenará pastores que não apoiem essa posição.
Em sua convenção de 2002, a Igreja Luterana do Canadá defendeu a definição bíblica histórica do casamento entre um homem e uma mulher. Em sua convenção mais recente de junho de 2011, os delegados fundamentalistas concordaram em que as qualificações e padrões da Bíblia para os pastores incluem uma orientação de sexualidade "normal".
A declaração também rejeita qualquer noção de que a postura de defender o “ensino cristão histórico sobre o casamento e a sexualidade constitui 'homofobia'." Os líderes da ILC recusam defender aqueles que adotam uma postura ameaçadora e insultante na questão, mas em vez disso continuam embasados no fundamentalismo teológico e exortando : “Arrependam-se de tal pecado e peçam que Deus ajude seu povo a vencê-lo sempre que ocorrer”.
Depois de comentar que há cristãos luteranos no Canadá “que ainda têm um profundo compromisso para com a Bíblia como a confiável Palavra de Deus e são ainda dedicados a seu claro testemunho sobre a sexualidade humana, casamento e padrões para o ministério”, os líderes afirmam se comprometer a orar por aqueles que estão dentro da IELC que sentem aflição com a nova decisão de sua denominação. Fonte: LifeSiteNews.com

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Diva Gospel do Mês: Amy Grant, A diva das divas!


Hoje vou homenagear meu amigo Everton e a todos os fãs gays da Amy Grant, que são muitos.
Inclusive eles se reúnem em um grupo no facebook, o GFOA (
Gay Friends of Amy Grant)
Amy não é muito de se manifestar sobre o assunto, inclusive foi criticada pela Jennifer knapp por causa dessa postura. "I don’t know that Grant has anything in particular to say about homosexuality. But I’ll wager that she, like many industry people in Christian Nashville, has a gay friend or two, churched or unchurched. She, or nearly any music star, could offer a perspective on homosexuals that King’s show will almost certainly miss." disse ela. Ou seja, Jennifer acha que Amy deveria ter uma posição mais gay friendly pela quantidade de fãs GGs que possui, mas assim como muitas divas gospel brasileiras talvez seja melhor para elas ficarem neutras.



Não conhece Amy Grant? Então vamos lá... 


Amy Lee Grant (Augusta, 25 de novembro de 1960) é uma cantora, compositora e atriz estadunidense notabilizada por sua dedicação a música gospel, tendo recebido a alcunha de Queen of Christian Pop (Rainha do Pop Cristão).
Nasceu na Geórgia, durante a residência médica de seu pai. Ela ainda era um bebê quando a família retornou a Nashville. A mais jovem de quatro filhas, Amy e as irmãs (Mimi, Kathy e Carol) cresceram em uma casa com lealdade familiar forte e de fé religiosa fervente. Na igreja, ela aprendeu os hinos e histórias que inspirariam a vida e a música dela.
Como uma história de Hollywood, a entrada de Amy Grant na música, começou enquanto ela trabalhava meio expediente varrendo chão e desmagnetizando fitas em um estúdio em Nashiville. O amigo dela,o produtor, Brown Bannister, permitiu que ela gravasse uma fita de suas canções que ela queria dar para sua família.
O produtor da Word Records ouviu as músicas e disse ter achado um talento novo dentro de Nashville. Ele tocou a fita no telefone para os executivos da gravadora ouvirem. O contrato dela foi quase que imediatamente assinado aos dezessete anos de idade.
Em 1978 ela lançou seu primeiro álbum intitulado “Amy Grant”, e depois não parou mais. Foi um sucesso atrás do outro, e até hoje é assim. Em 1986, junto a Peter Cetera, Grant estourou nas paradas de sucesso do mundo inteiro com a música Next Time I Fall, que em 06 de dezembro daquele ano alcançaria o primeiro lugar na Billboard Hot 100 dos Estados Unidos. A mesma canção seria indicada ao Grammy Awards do mesmo ano por Melhor Performance Vocal Pop por Dupla ou Grupo.
No final da década de 1990 a vida de Amy Grant ficou meio conturbada. Foi anunciada sua separação do cantor e compositor Gary Chapman com quem esteve casada desde 1982 e tiveram três filhos. Diante disso, surgiram boatos de que ela teria se afastado do Evangelho e que não gravaria mais músicas cristãs.
Tudo superado, em 2000 Amy Grant casou-se com também cantor e compositor Vince Gill e um ano depois tiveram uma filha, Corrina.

Prêmios e homenagens

Com diversos prêmios Grammy e Dove (o troféu aos melhores da música cristã americana), Amy Grant é considerada um dos maiores nome das música cristã no mundo. Em 2003 foi recebida no Hall da Fama da música Gospel.
Em reconhecimento a sua grande contribuição para o profissionalismo, desenvolvimento e expansão da música Gospel, em 2006 ela recebeu uma estrela na lendária Calçada da Fama em Hollywood; sendo o único nome feminino da música cristã e o segundo artista cristão (depois do cantor e compositor Andrae Crouch) a receber tal honra.

Discografia

  • Amy Grant (1977)
  • My Father's Eyes (1979)
  • Never Alone (1980)
  • In Concert Vol. 1 (1981)
  • In Concert Vol. 2 (1981)
  • Age to Age (1982)
  • A Christmas Álbum (1983)
  • Straight Ahead (1984)
  • Unguarded (1985)
  • The Collection (1986)
  • Lead Me On (1988)
  • Heart In Motion (1991)
  • Home For Christmas (1992)
  • House of Love (1994)
  • Behind The Eyes (1997)
  • A Christmas To Remember (1999)
  • Legacy... Hymns & Faith (2002)
  • Simple Things (2003)
  • Greatest Hits 1986 – 2004 (2004)
  • Rock of Ages...Hymns & Faith (2005)
  • Time Again... Amy Grant Live (2006)
  • Greatest Hits (2007)
  • Lead Me On... 20th Anniversary Edition (2008)
  • The Christmas Collection (2008)
  • EP - She Colors My Day (2009)
  • Somewhere Down the Road (2010)

Existem alguns vídeos de fãs gays no youtube, mas escolhi esse que faz uma pequena contribuição a campanha It gets better.



Um clip que causou polêmica, foi o da música "Good  for Me" onde Amy fala sobre amizade, mas a crítica não gostou nada da edição por alegar estar meio lésbico. Amy então refez o clip, com um rapaz e essa segunda versão virou a oficial. Tirem suas própria conclusões, veja o clip em sua primeira versão abaixo:



Site Oficial: http://amygrant.com/
Facebook Oficial: https://www.facebook.com/amygrant

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sobre os comentários.

ATENÇÃO!! Tolerância zero com comentários homofóbicos. Não perca seu tempo destilando sua homofobia religiosa aqui no blog, todos os comentários fundamentalistas feitos por anônimos ou com perfis não indentificáveis não serão aceitos.



Devido aos problemas que vinhamos enfrentando com a moderação dos comentários, decidimos instalar um sistema de comentários externo ao padrão do blogger, pois este não estava atendendo as nossas necessidades.
Infelizmente percebemos que os comentários antigos foram ocultados pelo novo sistema.
Gostaríamos de salientar que nenhum dos comentários que haviam sido publicados foram deletados. Eles estão apenas ocultos e tentarei ver se existe uma maneira de retirar esse conflito com o novo sistema.

Desculpe-nos pelo transtorno!

A partir de hoje, para deixar um comentário aqui no blog, você precisará se identificar...
Não aceitaremos mais comentários anônimos.
Você pode usar seus perfis do google, twitter, facebook, yahoo ou open id para isso.
Todos os comentários serão aceitos, independente se concordamos com ele ou não desde que seja uma identificação válida, lembrando que não serão aceitos comentários feitos por perfis fakes, caso esses comentários sejam difamatórios ou homofóbicos ou contra o que acreditamos.
Esse não é um espaço para você nos confrontar, mas se deseja faze-lo use uma identificação clara.
Comentários de gays/bissexuais/indecisos/pais que estão tentando preservar suas imagens e portanto usando um perfil fake ou pouco identificável serão aceitos, infelizmente a opção anônima era para atender vocês, mas o abuso de homofóbicos fundamentalistas nos fez tomar essa atitude.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hate Crime (Crime de Ódio)


Este filme é uma ficção, mas histórias como essa não são tão incomuns no nosso dia a dia. Falando de homofobia e intolerância religiosa esse suspense te prende do início ao fim, eu particularmente gostei muito.

Sinopse:

Os namorados Robbie e Trey subitamente encontram intolerância e hostilidade do seu novo vizinho, Chris Boyd, filho de um pastor fundamentalista. Uma noite, Trey vai passear a noite com seu cão e é agredido. Imediatamente, Chris se torna o principal suspeito. Sem apoio das autoridades, Robbie recebe a ajuda de algumas fontes improváveis para executar um plano desesperado e perigoso que revela segredos que muitas vidas vão virar de cabeça para baixo e, em última instância, levar o agressor à justiça, independentemente das consequências.


Ficha Técnica:
Hate Crime 2005 (legendas em português)
Diretor: Tommy Stovall
USA, 2005, English
Crime, Drama, Mystery, Thriller
103min
Elenco: Seth Peterson, Bruce Davison, Chad Donella, Cindy Pickett, Brian J. Smith, Susan Blakely, Lin Shaye, Farah White, Giancarlo Esposito, Sean Hennigan, Brandy Little, Ben Bathman, Luke King, Earl Browning III, Scarlett McAlister

Trailer:






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Dicas Musicais: Verdade Oculta, Jorge Vercilo


Já tem tempo que não deixo uma dica musical aqui... Então, hoje quero compartilhar uma música com vocês que eu me identifiquei instantaneamente quando eu ouvi. Já contei aqui no blog que uma das razões que me levou a cria-lo foi exatamente por ter em relacionamento rompido pela igreja. Depois de 2 anos de namoro, quando os pais do meu ex nos descobriu, simplesmente o colocou em um desses tratamentos de reversão que tanto combato aqui no blog.

E essa música do Jorge Vercillo fala exatamente sobre isso, amores impossíveis por causa da igreja.

Segue a música e a letra:




Verdade Oculta
Jorge Vercillo
Composição: Jorge Vercillo


                                               A gente se gosta tanto e não pode se ver
Porque sua família é temente a Deus
Como assim, "temer a Deus"?
Por que eu não posso amar você?
Como é que eu devo ter medo do que é só amor?
Perceba a cumplicidade entre espinho e flor
Quem não julga o desigual, nada vai discriminar
Se tudo é divino, tudo em Deus tem seu lugar
Se um E.T. e um Orixá
Nos juntaram pra gente se amar
Onde anjos querubins
Te pediram pra cuidar de mim
Tudo em Deus tem seu lugar
Me enviaram para ser feliz
Se você ainda não vê
Já fizeram o mesmo com você...
A gente cresceu ouvindo estórias demais
Para enraizar a culpa em cada um de nós
Ainda tem gente a dizer que é pecado ter prazer
Repara, no mundo afora, nas mil faces de Deus
Pois muita verdade oculta ainda está por vir
Quando estou junto de ti, esse amor faz ecoar
Nos seres evoluídos, no Tibet, no Gantois
Se um E.T. e um avatar
Nos juntaram pra gente se amar
Onde anjos querubins
Te pediram pra cuidar de mim
Tudo em Deus tem seu lugar
Me enviaram para ser feliz
Se você ainda não vê
Já fizeram o mesmo com você...
________________________________________
Um deus menino nascido na Galiléia
Polêmico pro seu tempo
Falou de liberdade, amor e compaixão
seres de luz e humanos de outras estrelas
Inspiram novas idéias por nossa evolução
Um príncipe hindu
Renuncia ao próprio trono
Partindo pra ver o mundo
Encontra no equilíbrio a iluminação
Vênus e Oxum
Afrodite,. Ísis e Alá...
Tudo em nós tem o seu lugar
De Maria ao Alcorão
Oxaguiã
Menino oxalá, me guia
Não deixa eu marcar a bobeira
De não comemorar o que é pra festeja
OXaguiã
Visita outros planetas
Trabalha com Ashtar Sheran em nosso DNA
________________________________________
Se um E.T. e um Orixá
Nos juntaram pra gente se amar
Onde anjos querubins
Te pediram pra cuidar de mim
Tudo em nós tem seu lugar
Me enviaram para ser feliz
Se você quiser saber
Já fizeram o mesmo com você...
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